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Querendo voltar à velha forma, Maicosuel rasga elogios a Levir

Meia diz que precisa melhorar no Atlético-MG e diz que quer voltar a adotar o estilo de jogo agressivo, de partir para cima das defesas adversárias com a bola dominada

Maicosuel meia Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini \Flickr Atlético-MG)Maicosuel quer voltar a partir para cima dos rivais com a bola (Foto: Bruno Cantini \Flickr Atlético-MG)

Quando Maicosuel começou a ter sequência no time titular do Atlético-MG, o meia sentiu uma lesão muscular na partida contra o Coritiba e ficou mais de um mês fora de ação. De volta após a pausa, o jogador vem buscando retomar a velha forma. Contra o Bahia, ele entrou no lugar do meia Guilherme, ainda no primeiro tempo, e jogou mais de 70 minutos.

Contra o Sport, neste sábado, às 18h30 (de Brasília), no Independência, Maicosuel deverá ser titular. Bastante crítico, o meia comemora a chance que vai ter e espera voltar à velha forma, com mais arrancadas para cima da defesa adversária e gols(veja um gol de Maicosuel pelo Galo, contra o Flamengo, no vídeo abaixo).

- Está na hora. A minha auto-crítica é muito forte e eu, me avaliando, acho que estou muito abaixo do que eu posso fazer, do que eu sei fazer. Me cobro muito todos os dias e sei que tenho que melhorar. Essa parte minha de ir pra cima, quando eu cheguei na Itália era muito dois toques e  eu perdi isso. Agora estou voltando a fazer. Quero que comece a dar tudo certo de novo, que a confiança volte para voltar a fazer gols, dar passes e é isso que estou procurando fazer.

Se o meia não teve tanta sorte assim ao deixar o time com a lesão, o Atlético-MG teve. Mesmo com o empate em Salvador, o time permaneceu no G-4 por causa da derrota do Internacional para o Flamengo.

- Parece que está com sorte, mas não pode contar sempre com ela. A gente tinha totais condições de ganhar o jogo e por detalhes a gente tinha condições de estar mais em cima na tabela. Que bom que ela está do nosso lado e que continue.

Sobre Levir

Ainda sobre sorte, Maicosuel não poupou elogios para o treinador e brincou com a biografia lançada por Levir Culpi, chamada “Um Burro com Sorte?”.

Levir Culpi, técnico do Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG)Técnico Levir Culpi ganhou elogios de Maicosuel (Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG)

- Burro com sorte, né?! Ele que diz, não sou eu que estou falando. Mas ele tem muita estrela. Faz uma boa leitura do jogo. É um cara rodado, vivido. Quem sou eu para falar da bagagem dele…

O camisa 70 do Atlético-MG destacou o trabalho do treinador neste bom momento do time. Segundo ele, Levir superou as dúvidas no início do trabalho e ganhou a confiança do grupo e da torcida.

- Ele é muito importante. No começo surgiu um pouco de desconfiança, até pelo jeito dele de ser. Mas ele ganhou o grupo por isso. De olhar nos olhos, falar aberto, falar o que está pensando. Quando ele tirou a concentração foi um voto de confiança na gente. Ele não tem medo de atacar. A gente pode estar ganhando o jogo que ele deixa o time para frente. Tomara que continue assim.

GloboEsporte.com

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Matemático calcula 66 pontos para se garantir no G-4 e 46 para fugir do Z-4

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Tristão Garcia vê Cruzeiro com título encaminhado e São Paulo tranquilo na briga por vaga na Libertadores; Botafogo precisa ter aproveitamento de campeão para escapar

Enquanto o Cruzeiro, mesmo com a irregular campanha no segundo turno, caminha tranquilo para o bicampeonato brasileiro consecutivo, outras duas brigas mantêm várias torcidas tensas com o Brasileirão: a luta por uma vaga na Libertadores do ano que vem, e a para escapar do rebaixamento. Para as duas situações, o matemático Tristão Garcia tem dois números ideais para cada meta. Quem pensa em estar na próxima edição do torneio continental deve mirar os 66 pontos. O clube que tenta escapar da Série B deve ter como objetivo terminar com 46.   
Tabela G-4 (Foto: GloboEsporte.com)

Com este panorama, Tristão considera que cinco clubes brigam por três vagas na Libertadores, caso nenhum dos mineiros ganhe a Copa do Brasil. O São Paulo está com um lugar bem encaminhado. Corinthians, Atlético-MG, Inter e Grêmio estão firmes na disputa. O Fluminense corre por fora.

- Uma vaga é do Cruzeiro. Restam três vagas, talvez quatro. São Paulo, Corinthians, Atlético-MG, Inter e Grêmio lutam por três vagas. Fluminense tem que arrancar. Ele foi o grande vencedor da última rodada. Matou um adversário direto e fora de casa. Mas não é suficiente, tem que continuar vencendo para recuperar os tropeços. O Santos tem que tentar pela Copa do Brasil, dificilmente consegue – avaliou o matemático.

Com base em tal cálculo, o Tricolor paulista precisa de mais 13 pontos nos 24 que estão em disputa para se garantir no G-4. O time de Muricy Ramalho tem 78% de chances de se classificar para a Libertadores, segundo Tristão. O Corinthians aparece com 64%, e o Galo tem 57%. Inter e Grêmio, que estão fora do grupo dos quatro melhores da Série A, teriam que fazer 16 pontos. São pelo menos cinco vitórias e um empate nos oito jogos restantes. Ao Fluminense, seriam necessários mais 18 pontos, que significam seis triunfos.

Tabela Z-4 (Foto: GloboEsporte.com)

A disputa do título está praticamente encerrada. Segundo Tristão Garcia, o Cruzeiro tem 87% de chances de conquistar sua segunda taça seguida. Para o São Paulo, com 6% de chances, o matemático calcula que 77 pontos seriam o ideal para tentar tirar o bicampeonato da Raposa. No entanto, isso significa que os paulistas teriam que vencer todos seus jogos nas últimas rodadas.

Z-4: Botafogo precisa de aproveitamento de campeão   

Para quem ainda sonha com a permanência de seu clube na Série A, o número ideal é 46. Com esta pontuação, o matemático garante que qualquer equipe ficará na elite sem depender dos tropeços rivais. Para Tristão, a briga na parte debaixo está concentrada nos atuais cinco últimos colocados. Chapecoense, Palmeiras, Figueirense e Sport só caem se tiverem péssimo rendimento até o fim.

- Dá para escapar com pouco menos de pontos, mas precisa ter sorte. Depende dos outros não fazerem melhor. Temos cinco times lutando além dos quatro. Mas se eles não fizerem bobagem, não caem mais. Atlético-PR, Flamengo e Goiás já estão garantidos. Só um desastre os faz serem rebaixados. Ao Botafogo, resta um aproveitamento de campeão. Seria necessária uma média de dois pontos por jogo até o fim. São pelo menos cinco vitórias e um empate. Difícil para quem venceu apenas oito jogos até agora.

Info pontuações de G-4 e Z-4 desde 2006 (Foto: Editoria de arte)Pontuações de G-4 e Z-4 desde 2006 (Foto: Editoria de arte)
 

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Patric desfalca Sport contra Atlético neste sábado por força de contrato

 Jogador tem direitos federativos ligados ao clube mineiro e fica impedido de atuar; o mesmo ocorre com Leonardo, que está recuperado de lesão, mas não pode jogar

Patric Sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Patric é o escape rubro-negro pelo lado direito do campo (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Não bastasse ter que encontrar uma solução para a crise do Sport, que não vence há sete rodadas na Série A, o técnico Eduardo Baptista ganhou mais um problema para o duelo contra o Atlético-MG, neste sábado. O lateral-direito Patric não poderá participar da partida, pois tem seus direitos econômicos ligados ao Galo e, por contrato, está impedido de atuar.

Sem o jogador, a tendência é que o técnico Eduardo Baptista volte a escalar Vitor no setor. Além do lateral, quem também não poderá ser relacionado é o atacante Leonardo. Recuperado da lesão na coxa, o jogador seria convocado para o confronto. Mas, por conta do contrato de empréstimo, também não vai para o jogo.

Além dos atletas, o volante Ronaldo e o atacante Érico Júnior, que sentiram dores musculares durante a partida contra o Goiás, serão reavaliados. De acordo com o Eduardo Baptista, a utilização dos atletas é incerta.

- Ronaldo sentiu um problema muscular e o Érico também. Temos que ver a situação do grupo, para saber quem poderemos convocar para montar um time forte contra o Atlético-MG.

Elton de Castro / GloboEsporte.com

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Major League Soccer oficializa a cerveja Heineken

 

 

(Arte: divulgação)

 

Ao contrário do que ocorre no Brasil, a marcas de bebidas alcoólicas são objetivos de grandes torneios pela Europa. A culpa da violência, que é das torcidas organizadas, em sua maioria, fora dos estádios, é diretamente vinculada ao consumo de bebidas no país do futebol. Azar do mercado brasileiro e dos consumidores.

A Heineken agora é a cerveja oficial da Major League Soccer.  O contrato tem início no ano que vem e terá a duração de quatro temporadas com rendimentos de para a MLS no valor de US$ 40 milhões.

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Imagem: Divulgação

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Sport: serão apenas oito jogos, até o final, e não há tempo para riscos e mudanças tão radicais.

HD Fotografia Alessandro Globo B (6 de 13)

Alessandro Matias Via GloboEsporte.com

VSe tem um esporte fascinante, em todos os sentidos, é o futebol. Ontem, ao chegar na Ilha, apesar do pouco público que estava presente, eu achava que o time levaria mais três pontos.

A confiança era tanta, que cheguei até a twittar no @alessandromc a seguinte mensagem sobre os resultados da rodada: “Ganhando Hj “praticamente” livra o rebaixamento tendo em vista os resultados até agora.”

É fato que a situação ainda não é de desespero. É preocupante. De preocupar pela bola e incertezas que o time vem apresentando para a torcida. Vencer virou “produto raro” para a equipe. Quanto aos outros, até ontem, tinham que vencer cinco dos oito jogos. (Também complicado, não?)

O Sport fez um primeiro tempo perto do ideal. Atacou com eficiência, chegou com perigo na defesa do adversário, logo no início do jogo, e deixou de fazer o placar da partida. Faltou ser eficaz. Este é o grande defeito do time. Até este momento a torcida estava calma e acreditando.

Veio o segundo tempo e nada anormal aconteceu. O Goiás, que até então era sufoco na sua defesa, tentou ir ao ataque e conseguiu fazer uma segunda etapa digna de time de primeira divisão. Até este momento: Sport 1 x 1 Goiás (em termos de supremacia de tempos).

Vieram as substituições e aí foi o grande “bum” dessa partida. Estava claro, pelo lado do Sport, que faltava alguém com afinidade de chutar a bola ao gol. Mesmo que esse cara fosse o NB9, que vinha em uma péssima fase. Acertou Eduardo Baptista.

O grande problema das críticas foi a entrada do garoto, e já desgastado, Érico Júnior. O menino pegou pouco na bola e não alterou, positivamente, em nada. A bronca é que ele não era o cara a ser colocado em jogo, até porque o Felipe Azevedo vinha de um bom primeiro tempo e não merecia ser substituído.

O fato é que o comandante rubro-negro “assinou” a responsabilidade da partida nessa substituição. Do contrário, se não existisse a entrada do Érico Júnior, a torcida colocaria a conta da derrota nas poucas opções de banco e na incompetência do ataque.

Hoje chega a confirmação de que a diretoria vai bancar Eduardo Baptista no Brasileiro quando muitos já pediam a sua saída.

Pedir a saída dele era fácil. Difícil era saber o nome do substituto e milagreiro.

Serão apenas sete jogos, até o final, e não há tempo para riscos e mudanças tão radicais.

O Sport continua dependendo dele mesmo para garantir 2015 na primeira divisão.

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Executivo de futebol do Sport garante permanência de E. Baptista no cargo

 Nei Pandolfo diz que continuidade do técnico independe do jogo contra o Atlético-MG

Nei Pandolfo sport (Foto: Lucas Liausu)Dirigente afirma que técnico não sai do Sport (Foto: Lucas Liausu)

Sete jogos sem vitórias, protesto da torcida e pressão. O momento do Sport poderia indicar que o técnico Eduardo Baptista está com o cargo em risco. No entanto, no que depender do executivo de futebol do clube, Nei Pandolfo, a passagem do treinador pelo Rubro-negro não está com os dias contados. Tentando afastar qualquer especulação, o dirigente afirmou que não existe possibilidade de troca no comando da equipe.

- Temos acompanhado o trabalho de Eduardo de uma forma muito próxima. É um trabalho que está sendo realizado desde o começo do ano, com contato no dia a dia, nas preparações. Esperamos uma recuperação o mais rápido possível, já diante do Atlético-MG. Esperamos voltar a pontuar para conquistar um espaço maior na tabela, mas sempre junto com Eduardo. Não pensamos em troca.

Sobre a possibilidade de demissão em caso de derrota para o Atlético-MG, no próximo sábado, Nei Pandolfo assegurou que o trabalho de Eduardo Baptista independe do resultado da partida e deixou claro que a diretoria conta com o técnico para a próxima temporada.

-  Não temos esse pensamento (de esperar o jogo diante do Atlético-MG para demitir Eduardo Baptista). Nosso pensamento é um trabalho para ser feito a médio e longo prazo. Nossas reuniões são todas pensando nisso, com planejamento já para o ano que vem, e isso não é de agora, já faz um tempo.

Ainda de acordo com o dirigente, a prioridade agora é tentar recuperar a confiança do grupo, que não vence há sete jogos na Série A.

- O objetivo é recuperar o grupo mais rápido possível. Fisicamente, tecnicamente e emocionalmente. Até porque é muito desgastante. Precisamos nos recuperar.

Elton de Castro /GloboEsporte.com

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Olympique de Marsella apresentou a sua arena de 268 milhões de Euros

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(Arte: divulgação)

 

O Olympique de Marsella inaugurou o seu novo estádio, que custou aproximadamente 268 milhões de €. O novo empreendimento ganhou mais 7  mil lugares e agora, em seu total, comportará 67 mil espectadores.

Com a nova perspectiva, a arena passa a constar na lista dos 20 maiores estádios da Europa. O projeto levou pouco mais de 3 anos e a intenção é que a nova casa, do time francês, seja uma das sedes da Euro 2016  e de alguma Liga dos Campeões no futuro. É aguardar para comprovar.

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Goiás encerra preparação e deverá ter uma mudança contra o Sport Recife

Goiás - treino (Foto: Fernando Vasconcelos / Globoesporte.com)

(Foto: Fernando Vasconcelos / Globoesporte.com)

 

Técnico Ricardo Drubscky não posiciona time titular, mas terá o retorno do atacante Erik; em contrapartida, capitão Amaral está suspenso pelo terceiro cartão amarelo

 

O Goiás finalizou na manhã desta terça-feira a preparação para o jogo contra o Sport, nesta quarta, fora de casa. Sem posicionar o time titular, o técnico Ricardo Drubscky comandou atividade na Serrinha. Entre os relacionados, as únicas novidades serão as presenças do goleiro Edson no lugar de Harlei e também de Erik na vaga do capitão Amaral, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O lateral-direito Moisés já está recuperado de lesão, porém, como treinou apenas nesta terça, seguirá fora da equipe. Léo Veloso ainda está no departamento médico.

 

Sendo assim, Felipe Macedo continua como titular. A única mudança com relação ao empate contra o Grêmio deverá ser a volta de Erik na vaga de Amaral, alteração que recuaria Ramon ou Thiago Mendes para o auxílio na marcação ao lado de David. A provável equipe do Goiás nesta quarta tem Renan; Felipe Macedo, Jackson, Pedro Henrique e Felipe Saturnino; David, Thiago Mendes, Ramon e Esquerdinha; Erik e Samuel. Com 38 pontos, o Verdão está na nona colocação. O Sport, adversário desta quarta, tem um ponto a menos e está em 12º lugar.

- O primeiro objetivo do Goiás ainda é fugir do rebaixamento, sair desta zona incômoda. Vamos tentar somar mais pontos para depois, quem sabe, pensar em algo melhor. Não descartamos a possibilidade de classificar para a Sul-Americana do ano que vem, mas, por enquanto, nosso objetivo é livrar de vez o Goiás do rebaixamento chegando aos 45 pontos – afirmou o volante Thiago Mendes.

Depois de atuar contra o Sport, no Recife, o Goiás fará outro jogo fora de casa. O compromisso será segunda-feira da próxima semana diante do São Paulo, no Morumbi. A transferência na data da partida foi um pedido da polícia militar de São Paulo, já que no sábado haverá o clássico entre Palmeiras e Corinthians e no domingo não haverá jogos do Campeonato Brasileiro em decorrência das eleições.

GloboEsporte.com

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Opinião: o maior problema do futebol brasileiro

Por 

brasil futebolO futebol brasileiro tem muitas mazelas e isso é inegável. Toda semana se fala de corrupção, virada de mesa, do “Tapetense” Futebol Clube, torcidas organizadas, violência, calendário, da CBF que afunda a seleção, de retrocesso ao invés de progresso, mas o verdadeiro, e maior, problema do futebol feito no Brasil recai sobre um verbo simples e de uso bem cotidiano: PODE.

A “Legislação” que regula nosso esporte bretão é muito cheia de vírgulas, entrelinhas e incisos que dão margem a inúmeras interpretações e possibilita não apenas o exercício da ampla defesa e do contraditório, dois pilares do nosso Direito, mas, não raro, facilita o trabalho dos “auditores”, que podem ser reconduzidos* quantas vezes forem legalmente admitidas para o cargo, assim como podem punir clube ou jogador por 1 ou 10 jogos com base em algum fato real, uma amplitude irresponsável.
Os Tribunais de Justiça Desportiva no Brasil só exercem a “judicância” no nome que lhes é concedido, pois tratam-se de Tribunais meramente administrativos. Não fazem coisa julgada, tanto que esgotadas suas instâncias podem os interessados ingressarem na justiça comum. Existe uma norma que só permite a justiça comum, após esgotadas todas as da “Justiça” Desportiva e os seus “juízes” protelam o quanto podem até o autor da ação desistir ou fazer algum tipo de acordo bizarro. O Treze(PB) jogou a terceira divisão e mostrou que qualquer clube pode peitar e ganhar dos TJDs da vida.

O Código Desportivo Brasileiro deve ser reescrito urgentemente para poder mudar o verbo, trocando pode por outros mais terminativos como DEVE ou SERÁ. Fica muito mais claro e objetivo, vejamos:

Atualmente:

Art. 12. O mandato dos auditores terá a duração máxima permitida pela legislação brasileira, assim como poderá haver tantas reconduções quantas forem legalmente admitidas. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

Poderia ser facilmente assim:

Art. 12. O mandato dos auditores terá a duração máxima permitida pela legislação brasileira, assim como SERÁ permitida apenas uma recondução pelo mesmo período.

Não é tão complicado fazer algo que torne o sistema mais lógico, democrático e que deixe pouca margem para entrelinhas. Como pode haver o tal do efeito suspensivo? Ora, se está cumprindo suspensão por decisão e entrou com recurso não pode jogar e ponto final. Edmundo jogou uma FINAL DE CAMPEONATO BRASILEIRO graças a essa escusa ferramenta. O artigo que trata deste famigerado instrumento é dos mais bizarros.

Art. 119. O Presidente do Tribunal (STJD ou do TJD), perante seu órgão judicante e dentro da respectiva competência, em casos excepcionais e no interesse do desporto, em ato fundamentado, poderá permitir o ajuizamento de qualquer medida não prevista neste Código, desde que requerida no prazo de três dias contados da decisão, do ato, do despacho ou da inequívoca ciência do fato, podendo conceder efeito suspensivo ou liminar quando houver fundado receio de dano irreparável, desde que se convença da verossimilhança da alegação. (Redação dada pela Resolução CNE nº 29 de 2009).

Em teoria, o efeito suspensivo seria necessário para reparar uma “injustiça” cometida e que não poderia ser reparada a tempo de uma partida, mas na prática é utilizado enquanto a maior praxe do STJD não pode ser efetivada a tempo: a redução de pena. Não é raro um Tribunal Estadual dar uma punição severa, como a do Petros por 6 meses, e vem o mais alto Tribunal Desportivo do País e transforma isso em 3 partidas. Como pode?

Não há como negar (só o Direito mesmo) que houve uma agressão. Se a bola vai para um lado e o jogador vai para outro bota o cotovelo no meio das costas do árbitro e usa a mão para empurrar a cabeça do homem do apito. Como uma agressão pode deixar de ser uma agressão? Não tem como. Ou é ou não é e não há outra opção.

Não digo que isso mudaria o nosso futebol em definitivo, mas tenho a plena certeza que tivessem menos entrelinhas, as coisas andariam melhor e o futebol brasileiro começaria bem seu tratamento contra o câncer que o aflige.

*José Henrique Mota é rubro-negro e escreve para o site parceiro Canelada F.B.

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do Eu Pratico Sport

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