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Henrique Santos

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Um pernambucano que mora em Brasília/DF e torce pelo Sport. Crítico por natureza, realista por escolha.

[Opinião] O passo a passo do Sport

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Iniciarei uma série de análises de tabela da Série A, sempre a cada quatro rodadas, até a 12ª, quando haverá uma pausa no Campeonato Brasileiro, em virtude da Copa do Mundo Rússia 2018.

Vamos falar das quatro primeiras jornadas do Brasileirão, que começa neste fim de semana. Vou estabelecer uma premissa: clubes que lutam contra o rebaixamento (impressões antes de a bola rolar): Ceará, Sport, Vitória, América MG, Paraná e Chapecoense.

Obviamente que esse cenário poderá (e deverá) ser alterado já na próxima análise.

As quatro partidas de cada time são:

Ceará: Santos (F), São Paulo (C), Flamengo (C), Corinthians (F)

Sport: América (F), Botafogo (C), Paraná (F), Bahia (C)

Vitória: Flamengo (C), Atlético MG (F), América (F), Fluminense (C)

América: Sport (C), Flamengo (F), Vitória (C), Vasco (F)

Paraná: São Paulo (F), Corinthians (C), Sport (C), Chapecoense (F)

Chapecoense: Atlético PR (F), Vasco (C), Palmeiras (F), Paraná (C).

Alguns filtros:

  • Todos têm 2 jogos em casa e 2 jogos fora;
  • Sport, América e Paraná têm 2 confrontos diretos contra times desse grupo;
  • O Ceará tem a tabela teoricamente mais complicada, e o Sport teoricamente a mais facilitada.
  • Flamengo (3 jogos), São Paulo (2 jogos), Corinthians (2 jogos), Vasco (2 jogos) são os times pelos quais o Sport vai mais “torcer” nessa etapa.

Vejo uma boa perspectiva, do ponto de vista teórico, para o Leão nessas quatro rodadas iniciais. No entanto, a equipe precisa se ajudar em campo. Se repetir o futebol de 2018 até o momento, o que parece ser bom pode se tornar um pesadelo, justamente na sequência mais favorável ao rubro-negro no campeonato inteiro.

Caso o Sport consiga 7 pontos nesses 12 disputados, deverá passar a Copa do Mundo como líder desse pelotão de 6 times candidatos à queda.

 

[Opinião] A culpa é da língua?

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Recentemente, saiu na mídia que o Sport não gostaria de contratar estrangeiros para compor o elenco. Decepcionado com as últimas contratações de jogadores estrangeiros, parece que se criou um tabu dentro do clube, no qual é melhor contratar um mero desconhecido que seja brasileiro a um jogador estrangeiro.

Lenis não tinha carreira consolidada antes de chegar ao Sport. (Foto: Williams Aguiar/Sport)

A meu ver, isso é um erro básico no comando do futebol. Não saber contratar jogadores de fora do país não significa que jogador estrangeiro não pode dar certo.

Não irei individualizar caso a caso aqui, mas os gringos que aterrizaram na Ilha do Retiro não tinham uma carreira consolidada. É o mesmo que esperar de Lenis um futebol de Leonardo, quando Lenis se compara a um jogador mediano brasileiro.

Falar castelhano não significa que está chegando um Maradona. Nem um Lenis. Muito menos falar português é fator de sucesso. Jogador de qualidade não tem idioma.

Espero que a direção do Sport reveja essa postura e aproveite, por completo, as chances do mercado.

 

 

[Opinião] O perfil tático e técnico do Sport

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Após o fraco início de temporada, o técnico Nelsinho já deve ter suas conclusões sobre o elenco do Sport. E não apenas a qualidade dos jogadores, mas também o perfil tático.

(Foto: Williams Aguiar / Sport)

Nelsinho voltou ao Brasil após 10 anos no futebol japonês. Quando de sua saída do país, o treinador utilizada principalmente o já ultrapassado 4-4-2. Em sua volta, no início deste ano, o comandante rubro-negro tentou encaixar a equipe num 4-3-2-1, variante do 4-4-2, com Marlone centralizado.

Com a não evolução do time, e com problemas no elenco após várias baixas, Nelsinho buscou cada vez mais se aproximar do modelo mais atual: o 4-3-3. Bem verdade que esse sistema exige atacantes velozes, que recompõem bem a defesa e um meia centralizado.

Esse novo perfil tático exigirá reforços para preencher lacunas no elenco e, também, substituir jogadores que não vingaram no Sport. Por exemplo, o único jogador para exercer a função de meia centralizado é o jovem Éverton Felipe, que está voltando de lesão.

Bem verdade que o Sport terá um time mais modesto nessa Série A, e que fatalmente terá que jogar atrás da linha da bola. O 4-3-3 não favorece esse tipo de proposta de jogo, porém, torna-se vital não insistir no esquema 4-4-2, que não deu certo até o momento.

Os novos reforços chegam com menos badalação, com menor investimento e, em alguns casos, até procurando resgatar o futebol de outrora.

À torcida cabe torcer. Torcer e tentar fazer com que o Sport faça um bom campeonato na base da garganta. E que a Diretoria entenda o momento e viabilize a presença de seu torcedor.

 

[Opinião] O que será do nosso calendário?

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Ao sair da Copa do Nordeste por opção e não se classificar para a Copa Sul-americana, o calendário do Sport ficou esvaziado, como já se previa.

 A situação se agravou com as eliminações na segunda fase da Copa do Brasil e na semifinal do campeonato pernambucano, ambas para equipes que disputam a Série D nacional.

Agora, além de uma pífia decisão de 3º lugar estadual (a qual optaria por colocar uma equipe sub-20, e já reformular o elenco imediatamente), o Leão que ruge fraco passará mais de 3 semanas sem jogos oficiais.

Não precisava ser expert, nem ter QI acima da média, para imaginar a possibilidade desse cenário. Fica claro que o planejamento do Sport nas mãos do presidente e da antiga diretoria foi totalmente equivocado.

Sem ter o que fazer, o clube poderia ofertar as seguintes opções:

– campeonato de sinuca;

– gincana de pais e filhos;

– torneio de dominó;

– Piquenique da Ilha;

– Piscinão comunitário.

E você, quais as suas sugestões para o Sport? Afinal, parece que a turma lá não gosta muito de disputar competições no futebol.

[Opinião] “O bom negócio com Rithely…”

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A novela Rithely finalmente chegou ao fim. Com propostas oficiais de Atlético MG e Internacional, ao meu ver, o melhor destino para todas as partes era, de fato, a do Colorado.

Os jogadores especulados como contrapesos na negociação advindos do Galo não me agradaram a princípio. A título de exemplo, Danilo pode ter evoluído após a sua saída do Leão, porém, já chegaria com muita desconfiança da torcida, fator esse que tornaria a paciência com o atleta quase que inexistente.

Na negociação com o Inter, é noticiado que o Sport receberá uma boa quantia em dinheiro, pelo empréstimo até dezembro de 2019, e mais alguns jogadores.Vejo no elenco do Inter boas opções, melhores do que as disponíveis no clube mineiro. Como prefiro não apontar nomes, vou dar minha opinião sobre posições prioritárias: zagueiro e meia. Evidentemente que o ataque precisa de atenção, porém eu iria no mercado com dinheiro em busca dos atacantes.

Já para o jogador Rithely, também vejo que o Colorado foi a melhor opção. O Atlético vem em crise, o time não encaixou e a torcida tem forte desconfiança com o volante. O Inter tem um time mais consistente, tem uma perspectiva de temporada melhor e, curiosamente, Rithely enfrentará menos concorrência no setor.

Com a receita vindoura, esperamos que a Diretoria seja competente na escolha dos jogadores de contrapeso e no reforço do time, que claramente não é suficiente, no momento, para permanência na Série A.

[Opinião] O novo perfil

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O Sport mudou rapidamente de postura em relação a alguns aspectos e escolhas dentro do clube. O estilo mais “raiz” de Guilherme Beltrão pode trazer, no momento, a chacoalhada que a torcida rubro-negra esperava logo após o encerramento da temporada de 2017.

(Foto: Williams Aguiar/Sport)

Uma dessas mudanças é o novo perfil que o Leão deve adotar nos próximos meses: renovação de elenco. A diretoria já foi renovada. Chegaram os jovens Leonardo Lopez e Julio Neto, além do também jovem executivo de futebol Klauss Câmara.

A Diretoria anterior também tinha um jovem, Rodrigo, que é filho do Presidente Arnaldo Barros. Isso aponta que ser jovem não é o bastante para a renovação. É preciso ter conhecimento, perfil e jeito com o papel a ser desempenhado.

Essa nova composição é aguardada com ansiedade. Quando analisamos a política no Sport, vimos que sempre é marcada pela dicotomia (quem não lembra dos Talibãs e Urubus??). Hoje, essa dicotomia está enfraquecida. Não porque houve uma super-união (o que particularmente não acharia salutar) e que todas as arestas foram aparadas. Mas sim pela desconfiança quanto a qualificação de ambas as partes para comandar o Sport.

A renovação é mais que esperança. É necessária.

Esperamos que os jovens diretores se dirijam com frequência à imprensa. Não consigo visualizar um cenário em que Beltrão não fale na imprensa (seria até cômico imaginá-lo se contendo). O aspecto de ser um clube fechado, que não permite que seus diretores deem entrevistas, também mudou. Enfim, Arnaldo cedeu e o clube respira um novo perfil.

A torcida merece (e precisa) conhecer a fundo os novos diretores, para que em um futuro próximo possa decidir com convicção seus novos dirigentes. Afinal, respiramos uma intenção de democracia, também no futebol.

[OPINIÃO] Sob nova direção

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O Sport anunciou nesta semana a nova composição da Diretoria de futebol. Medida esta que certamente abalou as estruturas internas.

(Foto: reprodução/YouTube)

Com o novo Gerente Executivo Klauss Câmara, o novo vice-presidente de futebol Guilherme Beltrão, e os novos diretores Leonardo Lopez e Júlio Neto, o Leão compõe o seu quadro diretivo que comandará o futebol rubronegro.

O clube precisava resgatar algo que foi perdido, seja por modelo de gestão ou por perfil dos antigos diretores, que é a forma mais incisiva de se posicionar perante situações que necessitam de uma martelada na mesa.

Beltrão já deixou claro que quem não quer jogar a porta da rua é a serventia da casa. Só essa afirmação recoloca a hierarquia no seu devido lugar, além de aproximar a torcida novamente do clube, por esta se enxergar representada dentro do clube.

Não concordo totalmente com a forma de pensar futebol de Beltrão, porém uma coisa é certa: o novo vice de futebol não tem medo de jogadores, nem se coloca lada-a-lado. A hierarquia está de volta. A tendência é que o grupo seja mais cobrado, seja mais respeitador às tradições do Sport e consiga, quem sabe, melhores resultados em campo.

No entanto, Guilherme não tem muito o que fazer em termos de reforços. As inscrições para o campeonato pernambucano encerraram-se precocemente (erro grave da FPF, ao meu ver). Como esta é a única competição que o Leão disputa no momento, não seria viável, nem os próprios jogadores iriam querer, ficar apenas treinando por quase 2 meses.

É preciso de um tempo para readequações internas na forma de gestão. É preciso renovar, também, o elenco, e é fundamental que a comissão técnica esteja alinhada ao novo modelo.

Nelsinho é um excelente treinador, e não vejo uma parcela de culpa maior do treinador. Evidentemente que há sua parcela de culpa, mas o mais importante é que Nelsinho não encha os ouvidos da torcida com desculpas de tempo, gramado, tristeza ou qualquer outra.

O que a torcida leonina quer é ver um time brigador, veloz, que se movimente em campo. E isso é possível em qualquer tipo de gramado. Temos inúmeros exemplos.

Foco em um novo elenco, Beltrão. Foco dentro de campo, Nelsinho. Vamos tentar mudar os rumos para 2018.

[Opinião] Reatividade e proatividade

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A administração de um clube por vezes envolve fatores que não pertencem ao mundo dos negócios tradicionais.

Em se tratando de grandes clubes de futebol, a coisa se torna ainda mais complexa. Paixão, cobrança por títulos, violência, frustrações, êxtases, dentre outros, são atitudes e sentimentos comuns no mundo esportivo.

(Foto: Williams Aguiar/Sport)

Falando especialmente do Sport, o Leão da Ilha é bastante cobrado (e com razão, diga-se) por estar sempre na elite do futebol brasileiro, por grandes campanhas nacionais e por títulos estaduais e regionais (este último afastado em 2018 por decisão própria).

Ficar apenas na Série A, com campanhas fracas, é muito pouco para o patamar que o rubronegro atingiu no cenário nacional. Traçando um paralelo com aquela famosa música dos Titãs “a gente não quer só comida“.

Os erros da atual gestão podem ser resumidos em apenas duas expressões: reatividade tardia e ausência de autocrítica. Daí decorrem os demais erros, como uma cadeia de causa/efeito.

Para ser vencedor, ter sucesso, antecipar situações negativas, partir na frente, estar na vanguarda, é necessário que o clube seja conduzido por proatividade. Isso significa que a análise e autocrítica devem sempre estar em constante observação para que se antecipe possíveis erros e possíveis cenários negativos.

As decisões proativas geralmente são isentas de emoção, de oportunismo, de calor do momento. Com isso, a tendência é que decisões proativas sejam acertadas. Já as decisões reativas tendem a ser desastrosas. Alguma semelhança com o Sport?

Infelizmente, a análise que se faz da atual gestão é de agir após um desastre. Foi assim na demissão de Nei Franco, de Luxemburgo, na dissolução da Diretoria e tantos outros exemplos.

Ter pessoas dentro do clube que discordem da opinião do Presidente é salutar. Ter pessoas na diretoria de futebol que não balançam a cabeça apenas é fundamental.

As decisões não podem ser centralizadas e autoritárias. Apesar de o sistema ser presidencialista, é básico que decisões compartilhadas é o melhor caminho.

Evidentemente que tudo exposto aqui exige qualificação dos gestores. Fica a dúvida se atualmente há essa qualificação.

Proatividade SIM. Reatividade só quando não houver outro caminho.

O craque de carnaval

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(Foto: Williams Aguiar/Sport)

Havia, muitos anos atrás, uma tradição em Pernambuco do “craque de carnaval”. Geralmente era uma grande contratação de um clube no período carnavalesco, quando o campeonato estadual, em seus anos de glória, estava a todo vapor e o reforço chegava pra torcida “tirar onda” no Galo da Madrugada e nas ladeiras de Olinda.

Hoje, o nosso “craque de carnaval” não é propriamente a chegada de um reforço, mas a saída de um jogador que definitivamente não caiu nas graças da massa rubro-negra.

Estou falando do colombiano Reinaldo Lenis. Chegado à Ilha do Retiro no início de 2016, vindo do Argentino Juniors, por um valor acima de 3 milhões de reais, o avançado causou muitas expectativas, proporcionais à decepção da torcida leonina.

Com o empréstimo ao também colombiano Atlético Nacional, campeão da Copa Libertadores da América de 2016, já podemos considerar que foi um ótimo negócio, independentemente dos valores envolvidos, pois só o fato de abrir uma vaga no setor ofensivo já é lucro.

Esperamos que dessa vez a Diretoria acerte e traga um jogador que resolva naquela posição, tão carente no ano passado, uma vez que Rogério (jogando pela direita), Osvaldo e outros não corresponderam e o jovem Everton Felipe quando ali atuou foi o mais produtivo, mesmo não sendo a sua posição de origem.

[Opinião] “Hora de cobrança?”

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É comum no futebol os velhos jargões “não dá pra cobrar em início de temporada”, “o time ainda está se conhecendo”, “ a parte física ainda não é a ideal”. Concordo com todos eles. No entanto, todos esses jargões valem para todas as equipes e se aplicarmos a situação ao Sport podemos chegar a algumas conclusões…

O Sport manteve uma base do time. A escalação contra o Flamengo de Arcoverde possuía 7 jogadores remanescentes do time de 2017, isso sem contar com o garoto Índio, oriundo da base. Além disso, se compararmos com o calendário de Santa Cruz e Náutico, principais rivais na disputa estadual, enquanto que o Sport dedica-se exclusivamente ao campeonato pernambucano, os adversários da capital disputam paralelamente a Copa do Nordeste – a qual lamento a ausência rubro-negra.

O time alvirrubro chegará a disputar 4 jogos num período de 8 dias, antes de enfrentar o Sport na próxima quarta-feira. Isso após uma disputa de mata-mata pela seletiva do Nordestão. Já o Santa, jogou pela competição regional na terça-feira, estreou no estadual na quinta e já tem jogo novamente no domingo.

Não comemoro aqui o reduzido calendário do Leão. Mas torna-se óbvio que o time será cobrado ainda mais pela liderança absoluta do campeonato pernambucano. Não bastasse o investimento somar quase 80% de todos os times do campeonato juntos, o argumento do calendário foi utilizado pelo próprio Presidente.

Assim, chegamos a uma conclusão de que na próxima quarta, no clássico contra o Náutico, é obrigação irrefutável que o Sport assuma a liderança do único campeonato que disputa atualmente, com folga na tabela, com dedicação exclusiva e com folha salarial quinze vezes maior de que seus principais concorrentes.

Primeiras impressões…

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(Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

Mesmo em nosso período sabático de fim de ano, não conseguimos nos desvencilhar totalmente do futebol, especialmente do Sport. Como toda intertemporada, o assunto principal são reforços e dispensas. A respeito das contratações, especulações de reforços e possíveis saídas, nossas impressões são essas:

Nelsinho

É um ídolo do Sport e dispensa apresentações. O senão fica por conta do longo período fora do país. No entanto, com o advento da internet, é possível manter-se atualizado. Traz consigo o esquema 4-4-2 (ideal na ótica desse que vos escreve) e pode resgatar um modo mais compacto de jogo.

Marlone

Bom reforço. É o meia com características mais ágeis, muito ausente no Sport depois da lesão de Éverton Felipe. Vem suprir a lacuna que muitos esperam de Thomás, que ao meu ver não poderia fazer essa função. Marlone além de ser especialista em assistências, faz gols, chuta bem de longe, e pode dividir a responsabilidade com outro meia, no esquema 4-4-2, preferido por Nelsinho.

Léo Ortiz

Zagueiro jovem, com uma certa experiência, mas que ainda não brilhou. Começou o ano de 2017 como titular do Internacional/RS, numa defesa muito criticada, e no segundo semestre perdeu espaço. Apesar das críticas da torcida colorada, o teste pode ser válido por ter sido uma contratação sem custos e pelo calendário esvaziado e contra adversários fracos nos primeiros meses do ano.

Pedro Castro

Meia formado pela famosa base do Santos. Passou pelo Santa Cruz, onde não se firmou, e mesmo com o time do Arruda conseguindo o acesso à Série A em 2015 foi reserva na maior parte da campanha. Destaque ainda pelas passagens por Espanyol/ESP, Paraná e Avaí. Neste último, jogou a Série A de 2017, com a equipe catarinense sendo rebaixada e o atleta muito vaiado pela torcida. Tem o ponto forte de recompor bem na marcação, porém em muitos momentos é pouco participativo no jogo ofensivo. Se enquadra na mesma situação de Léo Ortiz, veio sem custos e a aposta é válida pelo nível de adversários no início do ano. Porém, não pode ser considerado reforço, mas sim uma aposta.

Raul Prata

A renovação foi aprovada, diante da escassez no mercado, e com a boa saída de Samuel Xavier. É um jogador de baixo custo, que acabou como titular. A ressalva fica por conta do lateral-direito titular, que precisa ser contratado, principalmente para a Série A.

Matheus Ferraz

A rescisão para a ida do zagueiro ao América/MG foi um ótimo negócio, uma vez que seria bom até mesmo pagar a rescisão.

Durval

Ídolo e símbolo do clube. Acredito ser importante a presença do zagueiro no elenco, até para passar a experiência para os jovens, porém, não pode ser o principal atleta da defesa, nem mesmo titular fixo. É um jogador que dá peso e opção ao elenco. Não pode mais carregar o peso de ser protagonista.

Mena

Excelente jogador, que acrescenta qualidade técnica, mesmo tendo vivido um momento de baixa no fim da temporada passada. Se o salário enquadrar financeiramente, a renovação será muito válida. No entanto, se o salário foi alto, não investiria, pois no momento Sander é o titular da posição.

Sander

Ótima renovação. Análise bem semelhante à de Raul Prata. Caso Mena renove, a lateral-esquerda terá titular e reserva.

Régis

A negociação envolvendo São Paulo e Bahia foi boa. Caso se confirme, o Sport terá recuperado boa parte do investimento num atleta que não rendeu o esperado, e ainda por cima esgotou a carta na manga do São Paulo para levar Diego Souza, que era o restante das parcelas de Rogério.

Anselmo

Esperava mais nessa posição. Primeiro responsável pela defesa, que foi muito mal nos 2 últimos anos, o volante é uma posição fundamental nos times vencedores. Particularmente não ficaria com Anselmo, que erra passes demasiadamente, e muitas vezes esses erros ocasionou gols do adversário. Porém, entendo os argumentos favoráveis à permanência. Pode compor elenco, mas não deveria ser o titular.

Rithely

Não é um caso de renovação ou dispensa, mas de desejo de outro clube. Tem qualidade técnica, tem um diferencial quando está inspirado, porém sente-se que o ciclo encerrou. Independentemente de que o atleta deve cumprir profissionalmente seu contrato, tem mercado e o Sport poderá fazer bons negócios se souber conduzir, sem fazer intrigas desnecessárias. Opto pelo empréstimo, com bom ressarcimento financeiro ou jogadores escolhidos como contrapeso. Foi assim que o Sport conseguiu Ribamar e Éder Aleixo nos anos 80, na troca com o artilheiro Luís Carlos, que foi para o Santos.

Diego Souza

A análise tem interface com a de Rithely, porém, não acredito que o ciclo de Diego tenha se encerrado. Diego é experiente e já jogou em muitas praças, não tem a mesma curiosidade de sair de Recife. Foi convocado para a Seleção jogando no Sport e é o principal jogador do clube, sendo responsável direto pela permanência na Série A. Opto pela permanência.

Para minha surpresa, não se falou no empréstimo de Reinaldo Lenis. Acredito que a Diretoria deveria emprestar o jogador, mesmo sem custos. O jogador pode desenvolver seu futebol e se valorizar, respirando outros ares.
Outros jogadores que eu não permaneceria: Agenor, Henríquez, Ronaldo Alves, Thomás e Leandro Pereira.

O Sport precisa pensar na transição de Magrão. Já não o levaria para jogos em lugares mais remotos, e não acredito que Agenor seja o substituto ideal.
Concordo com a projeção de 25 jogadores para os primeiros meses do ano. Alguns da base podem ser aproveitados, mas com tudo acima projetaria a contratação de mais um lateral-direito, dois zagueiros, dois volantes, um meia e dois atacantes.
Vamos aguardar as próximas cenas, e quem sabe retornamos com as segundas impressões.

 

 

Opinião: “Apenas um roteiro previsível”

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A temporada do Sport tem surpreendido negativamente muitos torcedores e jornalistas esportivos. No entanto, será que esse roteiro é mesmo surpreendente?

Se houvesse um manual técnico ensinando como se faz para ser rebaixado, o Sport e sua Diretoria de futebol, liderada pelo Presidente do clube, estaria tirando nota 10 no cumprimento à risca.

Montagem de elenco, contratações e demissões tardias de treinadores, falta de interpretação de dados, falta de ação, falta de cobrança dentre outros são temas comentados nas ruas e nas redes sociais. No mínimo, é um grave indicador do insucesso desse comportamento da Direção de futebol do Sport.

Mas o que mais nos deixa incomodados é o fato de que se o Sport de fato concretizar um rebaixamento anunciado, este será o rebaixamento mais ridículo e incompetente da história do Leão. Explico. Jamais o Sport teve um orçamento tão alto e toda uma infraestrutura para fazer uma temporada tranquila.

Nas vezes anteriores, problemas de atrasos de salário, falta de condições de trabalho, impossibilidade de contratar reforços foram fatores limitantes. Em 2017, o Sport se deu ao luxo de recusar propostas milionárias por seus jogadores e, pasmem, abriu mão da cota da Copa do Nordeste 2018. É ou não um recado de que dinheiro não foi problema?

O clube não pode parar ou retroagir pela vontade de uma única pessoa, eleita, mas que não é dona do Sport. Exigências de mudanças devem ser prioridade por parte da torcida. Exigir a troca de uma Diretoria fracassada e incapaz de reconduzir o Sport aos dias de glória.

O clube rubro-negro não pode ser experimento de estagiários, seja na Diretoria, seja na Comissão Técnica principal.

A tragédia parece ser inevitável, espero que não, mas caso aconteça, o velho levanta, sacode a poeira e dá volta por cima tem que acontecer, e o risco de dar errado, novamente, em 2018 com as mesmas pessoas que comandam, ou mandam, ou pensam que mandam, no futebol é enorme.

Volte, Sport. Volte logo que estou com saudades.

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