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José Henrique Mota

José Henrique Mota
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Jornalista, fotógrafo, cientista político e, acima de tudo, apaixonado por futebol como esporte e como representação social e cultural. Blogger, também, no site Canelada F.C. Entre o moderno e o tradicional, o que vale é bola na rede!

[Brasileirão] Sport e Grêmio não saíram do zero

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(Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

O confronto entre Sport e Grêmio era permeado por três frentes: A primeira era a retomada pelo Leão das vitórias no Brasileirão, a segunda o time misto que viria do Rio Grande do Sul para o Recife e a terceira seria o reencontro do atacante André com a torcida do Sport. Expectativa era o sentimento antes do jogo, que tinha todos os ingredientes para ter uma partida apimentada. Mas a Malagueta, terminou sendo uma pimenta de cheiro.

O primeiro tempo foi de bastante equilíbrio. As duas equipes estavam bem postadas no gramado e não davam tanto espaço. Aliás, o Leão deixou menos metros quadrados para o Grêmio trabalhar a bola, do que nos últimos confrontos pela Série A. Com essa configuração, Marlone deveria ser o fator de desequilíbrio, pois tem (em teoria) como característica o drible em diagonal e em velocidade.

Todavia, o camisa 10 ainda não assumiu o protagonismo que se espera dele, apesar dele sempre ter sido um coadjuvante de luxo por onde passou. Se espera dele que faça como Didi fez em 58 após o Brasil tomar o primeiro gol da Suécia na final da Copa; por a bola debaixo do braço e diga o que o time vai fazer para seguir o caminho das vitórias. Nosso principal jogador ainda está longe disso, apesar da qualidade que tem.

No primeiro tempo, o Sport não conseguiu passar pela barreira gaúcha formada mais por reservas que titulares. Mesmo sabendo que o tricolor tem um dos elencos mais fortes do campeonato, uma chance como a que o Sport teve, não se pode desperdiçar em uma competição nivelada como a primeira divisão. O morno primeiro tempo ficou marcado mesmo pelas muitas vaias ao atacante André toda vez que ele tocava na bola.

(Foto: Williams Aguiar/Sport)

André, aliás, fez um jogo pífio e deixou Renato Gaúcho irritado. A coisa foi tão ruim que ele deixou o campo para dar lugar a Jael, aquele mesmo veio passear em Recife vestindo a camisa do Sport anos atrás. Parece que a recuperação do futebol do atacante ficou restrita às divisas do Estado pernambucano.

Na segunda etapa, o Sport conseguiu em uma ocasião furar a defesa do Grêmio, mas Rogério conseguiu fazer algo que lhe faz digno de jogar a quarta divisão. O lançamento majestoso de Michel Bastos virou uma jogada digna de série D, quando a bola ficou quadrada para o camisa 90 do Leão. Rogério ainda teve uma outra boa chance, mas, para variar, foi fominha e incapaz de olhar para frente (como um bom avestruz) e foi desarmado por Bressan. Marcelo Ghroe ainda fez boa defesa em um chute forte de Carlos Henrique, mas o Sport não passou disso e o placar não saiu do 0x0.

O estilo de jogo implantado por Claudinei tem utilizado o melhor do que o elenco pode produzir, mas estão contabilizados jogos como este, onde o time não consegue o desempenho esperado. Por bem dizer, até conseguiu fazer o jogo proposto de lutar por uma bola, mas ela foi desperdiçada de forma infantil. O Sport chega na parada da Copa com uma pontuação e uma posição acima do esperado. É manter o bom desempenho após as férias forçadas para ter um fim de ano tranquilo. Sport deixa de fazer dois pontos em casa que podem ser cruciais na reta final. Agora é ver se Neymar e Coutinho não se inspiram em Rogério e trazem o HEXA para o Brasil!

[Eu Pratico Sport TV] Ao vivo, da Ilha do Retiro, confira o treino do Sport

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[Eu Pratico Sport TV] Coletiva Nelsinho Baptista

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Sport joga bem, mas fica no empate com o Botafogo

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Por Anderson Batista

Uma das partidas mais produtivas do Sport na temporada. Entretanto, o Leão não saiu com a vitória, diante de pouco mais de 7 mil torcedores na Ilha do Retiro. Empate diante do Botafogo em 1×1, serviu para mostrar que, mesmo com mais volume de jogo, com boa marcação e muitas finalizações, a Série A tem suas particularidades. A preparação continua e domingo, o time pernambucano visita o Paraná, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Nos minutos iniciais de partida, o Sport encontrou dificuldades em alguns avanços do time carioca. Com muita velocidade pelos lados, por hora, a defesa rubro-negra bateu cabeça, cedendo espaços aos adversários. Mas, com o passar dos minutos, o Leão adiantou a marcação, mesmo sem a posse da bola e impediu os possíveis contra-ataques do alvinegro. Etapa inicial foi de bastante intensidade do Sport, onde o visitante foi salvo pelas belas defesas de Gatito Fernández.

Foram chutes de longa, de média distância, mas em todas as investidas leoninas, a bola insistia em esbarrar no goleiro botafoguense. No outro lado, o estreante Maílson pouco foi exigido, não dando para avaliar a participação do prata da casa. Individualmente, Raul Prata e Ronaldo Alves fizeram um jogo consistente na marcação e no apoio, no caso do lateral.

Para a parte final, Nelsinho Baptista não mexeu na equipe apostando na desenvoltura apresentada no primeiro tempo. O Botafogo, por sua vez, tentou dar velocidade na frente colocando Pachu na vaga de Rodrigo Pimpão e Kieza no lugar de Brenner. As mudanças surtiram efeito, dando uma postura melhor ao visitante. Do lado de cá, o Sport começou a arriscar mais de fora, levando pouco perigo à meta do Glorioso.

As substituições rubro-negras apareceram na metade da segunda etapa. Fellipe Bastos e Everton Felipe, entraram nos lugares de Gabriel e Andrigo, respectivamente. E foi dos pés de Everton, que saiu o gol do Sport. Aos 40 minutos, em bela reposição de bola do goleiro Maílson, Everton Felipe partiu em velocidade, desvencilhou-se dos marcadores e botou a bola na rede. Sport em vantagem.

No entanto, a Série A tem suas particularidades. E, sete minutos depois, em uma bola de profundidade, Matheus Fernandes achou Rodrigo Lindoso que empatou a partida, já nos acréscimos. Fim de Jogo: Sport 1 x 1 Botafogo.

 

[Opinião] O habeas corpus do Sport

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O Brasil está dividido no debate sobre um habeas corpus no STF, mas o verdadeiro remédio constitucional que interessa é o habeas corpus que a torcida do Leão precisa com urgência impetrar contra a liberdade de crescer e evoluir delimitada pelo mandatário Arnaldo Barros.

(Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)

O direito de participar de competições regionais foi suprimido pela arrogância de uma decisão monocrática, o regime democrático que deveria ditar a ordem do clube foi limado por um monocrático senhor, que resolveu se apropriar de dois cargos principais da gestão e colocar o filho em outro, mesmo sem que ambos entendam muito o que era aquilo lá!

Talvez habeas corpus não seja, o remédio ideal e peço desculpas aos amigos juristas. Talvez um mandato de segurança coletivo para garantir a sustentabilidade, apesar do rombo nas contas e dos salários atrasados. Infelizmente não teremos promotores jejuando para que uma decisão para salvar o Sport seja tomada, o fato é que a torcida precisa sair da toca e ir fazer barulho e mostrar o Sport Club do Recife não está abandonado.

O ministro Beltrão, do da casa civil, vem trabalhando arduamente para mitigar os estragos causados e junto com o Câmara, comandante do planejamento, tenta fazer um leatherface do que sobrou do time para passar a serra nos adversários. O general Baptista tenta fazer com que os pracinhas aprendam a causar estrago de CR7 com R17 para poder fuzilar os adversários.

Se o Leão antes era livre e alimentado por quem sempre o queria mais forte, vem sendo sedado, pouco a pouco, transformando o mais feroz animal, quase em um pet. A torcida, em estado de letargia, ainda não acordou plenamente para os danos que estão sendo causados não apenas ao clube, mas à instituição como um todo.

Apesar de ser relativamente incapaz de fazer fazer uma boa campanha na primeira divisão, ainda há tempo para que as medidas de restauração da ordem do maior clube do Nordeste sejam tomadas e o rumo do crescimento, sem temer as oscilações, volte.

Que vá (e não volte mais), senhor Rithely

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(Foto: Sport)

 

Rithely chegou como uma aposta no Sport em 2011. Se no início foi carimbado pelo selo de “Ruimthely”, por ser estabanado e muito pouco regular, já mostrava qualidades técnicas. Era um volante polivalente, veloz e que chegava muito na área do adversário em chances reais de gol. É bem verdade que ele perdeu 90% destas oportunidades, mas mostrava algo, que na época, só Paulinho no Corinthians tinha.

Havia o vislumbre, a luz no fim do túnel que o camisa 21 poderia vir a ser um grande jogador. O jovem atleta oscilou (normal para um jovem), não obstante manteve-se firme e foi galgando degraus pouco a pouco. A curva ascendente deu uma guinada em 2014 quando da conquista da Copa do Nordeste e o ponto alto foi 2015, mas também o início de sua derrocada.

Começou o ano despertando o interesse do Internacional, mas ao não sair fez grande campanha no Leão ao lado de Diego Souza, Marlone, André, Elber e Hernane. Depois vieram Palmeiras, Corinthians, Atlético-MG e até uma proposta da China. Apesar de uma polpuda renovação de contrato com o Sport, apenas o corpo de Rithely ficou; sua cabeça já tinha ido.

Quando a cabeça se foi, o futebol a acompanhou e tudo aparentava que o compromisso também. O jogador mordedor, que corria, dava carrinho, atacava e defendia virou em pouco tempo uma figura prostrada em campo, fazendo o básico e tocando de lado. Como tem qualidade técnica, ainda se manteve por um bom tempo entre os 11 titulares, mas quando foi para o banco mostrou uma face nada agradável: aí se soube que não teria mais volta.

Passou a ser um jogador indiferente, de vazias palavras de amor e meras declarações em redes sociais. O atleta (ídolo para alguns) que vestiu a camisa do Sport com toda a reverência que ela merece tinha ido embora. O tornozelo impediu que o jogador sequer iniciasse a temporada 2018, mas, mesmo assim, Galo e Inter fizeram força para leva-lo; talvez “tenha” médicos melhores que nós.

Toda a história escrita não será apagada, mas o Sport não precisa de Rithely. Que vá e não volte. Deixe a lembrança, pois a emenda pode estragar o pouco do soneto que ainda nos faz gostar de ti!

Boa sorte!

[Opinião] “A coincidência entre o Galo da Madrugada e Arnaldo Barros”

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Resultado de imagem para GALO DA MADRUGADA 2018 NÃO TEM PÉ

(Foto: Diário de Pernambuco)

 

Se existe uma coisa “batata” é que vai chegar fevereiro e junto com ele o carnaval. Mais batata ainda é que vai ter Galo (e que o nosso bloco vai ser mesmo campeão). A Prefeitura do Recife demorou um ano para “planejar” o Galo e quando foi montar as peças não encaixavam. Parece piada, mas não é.

Para quem trabalha com futebol, é claro que sabe, por baixo, que 3 competições que um time de série A disputa todo ano: estadual, regional ( se não for arrogante) ou continental e nacional. Da mesma forma que a PCR “esqueceu” do planejamento das peças do Galo, a diretoria do Sport esqueceu (sem aspas mesmo) como se monta um time de futebol.

Desde que Regis se mandou pra dançar nos trios elétricos de Salvador, o Sport só teve como meia no elenco o Diego Souza e , às vezes, Everton Felipe. Esse ano, apesar de se saber das competições, não temos nenhum. Para piorar, estamos vendo o time em campo e percebendo que as peças não encaixam no esquema tático.

Nelsinho não planejou esse “Galo da Ilha”, mas enquanto os pés não encaixarem no resto, o sofrimento será grande e ele o responsável. Tomara que, mesmo que feio, atrasado e desconectado como o Galo do carnaval 2018, o do Sport encaixe e faça a alegria do povo.

Pelo Sport tudo!

Vamos falar de Marlone?

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(Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

O principal nome do Sport esse ano, até agora, é o camisa 8, aliás, camisa 10 Marlone. Ele chegou e a memória afetiva do torcedor lembrou de 2015 é do trio que trouxe alegrias formado por ele, André e Elber. A possibilidade de ver dois desses três juntos de novo mexeu com a esperança do torcedor que não aguenta mais tanta tragédia e tanta desgraça no futebol do Sport. Marlone chegou, vestiu a 10, mas além disso não mostrou muito.

Calma, não vou aqui descascar o Marlone. Todavia, há que ter os pés no chão com relação a ele. Espera-se que ele seja o grande nome do Sport em 2018 (talvez junto com Everton Felipe quando se recuperar), mas a primeira grande pergunta é: onde ele foi protagonista? Onde, e em qual clube Marlone foi o grande craque, o principal nome? A resposta é simples: em nenhum.

No Vasco, onde teve seu melhor momento, era um dos destaques, mas não foi o maestro do time que tinha Diego Souza, Juninho Pernambucano e Carlos Alberto. Já o Cruzeiro, o Fluminense, o Atlético-MG e o Corinthians não têm lá grandes saudades dele. Mas, no Sport o bom futebol do jogador pode ser muito útil.

O principal reforço do Sport hoje precisa ser um meia que jogue pelo meio e saiba tabelar bem, pois foi assim que ele rendeu. Não esperemos de Marlone ser decisivo ou chamar a responsabilidade, porque o histórico dele nos mostra um excelente coadjuvante, mas nunca um astro principal.

Um grande reforço, mas nosso Chewbacca precisa de um Han Solo!
PELO SPORT TUDO!

[Opinião] “TRF-4 derrota o Sport”

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Pouca gente sabia, mas o Sport foi a Arena Pernambuco “homenagear Lula”. Sabendo da iminente condenação do petista, Arnaldo Barros decretou que cada voto a favor do líder do PT seria convertido em gol para o Sport e os votos do TRF-4 seriam para o Náutico.

Pedro Castro. (Foto: Williams Aguiar/Sport)

Claro que esta meta não foi decidida à toa nem levada para debate, pois como bom mandatário onipresente, AB resolveu isso da sua mesa e assim decretou, só que ele está mais para o fajuto príncipe de Montemort, que anda metendo os pés pelas mãos.
Se você não conseguiu relaxar nem um pouco com esse primeiro parágrafo, te digo que você precisa urgentemente, meu amigo leitor, procurar um médico, pois com este time do Sport sua saúde corre sério risco.

Poderíamos falar do jogo e analisar esta (previsível) derrota para o pior Náutico que eu já vi na vida. Poder-se-ia (Temer feelings) tratar do gramado, dos refletores, dos bancos de madeira do vestiário ou de qualquer outro infortúnio que possa ter atrapalhado o Leão de ter um futebol minimamente aceitável.

“Ah, mas o time tá só começando a temporada”, dizem uns; “É preciso esperar um pouco mais” dizem outros. O Sport jogou com dois times sem divisão e um da terceira e sequer conseguiu mostrar que consegue chegar na área adversária com qualidade. Não é querer que o Sport seja o Barcelona, mas que mostre uma luz no fim do túnel, ainda que este túnel seja longo.

Não existe desculpa para não dar NENHUM chute contra o Flamengo de Arcoverde e dar o primeiro aos 20 do segundo tempo contra o Náutico. Um time que não consegue trocar três passes, que não consegue construir uma única jogada, que fica preso em qualquer marcação não tem desculpa esfarrapada que seja possível aceitar.

O Sport de Pedro Castro, Felipe e companhia limitada não é o Sport que se tornou o maior clube do Norte e do Nordeste. Se não existe volante melhor que esse que veio do Avaí na base, pode fechar o CT porque não está servindo de absolutamente nada.
Resta rezar para que a estrela de Nelsinho traga alguma luz sobre as trevas que recaíram no time do Sport, já que pedir para Alexandre Faria sair é tão utópico quanto acreditar na união de coxinhas e petralhas!

[Opinião] “Faltou sal”

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(Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)

 

 

Na noite em que o Náutico estreou na Copa do Nordeste (na vaga que era do Sport), o Leão fez seu primeiro jogo pelo Campeonato Pernambucano 2018. Uma partida horrível, “patética” e fraca, que apenas teve o entusiasmo da torcida como ponto positivo. Para se ter ideia, o Sport foi incapaz de criar uma situação clara de gol com a bola rolando; as grandes oportunidades foram em escanteios cobrados por Marlone, que por pouco não fez um gol olímpico.

Gramado

Culparam o gramado, que nem se defender pode. A verdade é que é desculpa “de amarelo” terceirizar a culpa. Só faltou dizer que a bola “não quis” entrar. O gramado era ruim, mas se o time é bom, isso se resolve. Então, o prognóstico para este ano vai ser de sofrimento.

Pedro Castro e Índio

Duas peças nulas, todavia não é compreensível ter a paciência com o primeiro e não com o segundo que é cria da base. O volante foi muito ruim no jogo e por mais que eu ache (e aí é pessoal) que não melhora, vamos dar uma segunda chance. No jogo, para se ter uma ideia, deu pra “sentir” falta de ver Serginho e de Tob. Outra dúvida, e não entendo, é porque Neto Moura não entra. Índio também foi muito ruim. Mas é da casa, então com ele eu vou ter mais calma.

Marlone

Não é nenhum Messi, nem um meia criativo: é um bom ponta esquerda. Com o time do jeito que está, ou Everton Felipe volta logo ou então vai ser um sofrimento absurdo todo jogo.

Lateral direita

Os dois foram abaixo de qualquer crítica de tão ruim que jogaram. Só restou o bigode moralizador do Fabrício.

Nelsinho

Nelsinho não podia estar com bomba maior na mão. Ele carrega o imaginário da Copa do Brasil, mas tem, hoje, um time mais para a série B do que para repetir o feito de 10 anos atrás! Vai ter que gastar muito latim e fazer muito treino para tentar algum milagre com esse time.

Domingo tem jogo na Ilha sem desculpa do gramado, vamos ver no que vai dar!

 

Opinião: “A lebre e a tartaruga”

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Patrick, um dos pilares do clube no Brasileirão, não ficou no Sport. (Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

Quando era criança, ouvia muito a fábula da lebre e da tartaruga e, hoje em dia, ela me parece muito apropriada para aplicá-la a realidade atual do Sport e sua política de contratações.

Segundo o conto infantil, o mamífero se gabava de ser o animal mais rápido da floresta, até encontrar-se com o réptil, que lhe desafiou em uma corrida. No dia seguinte, tendo a raposa como juíza, a disputa ia começar e, tão logo foi dada a largada, a lebre disparou na frente, mas a tartaruga não se abalou e continuou com seus passos lentos.

Excessivamente confiante na vitória, a lebre parou para dar um cochilo antes de passar pela linha de chegada e a tartaruga, devagar, mas sem parar, passou pelo mamífero. Ao acordar, a lebre voltou a correr efusivamente, mas ao chegar à linha de chegada, viu que a tartaruga tinha vencido a corrida e deste dia em diante a lebre virou uma piada em toda a floresta.

A arrogância da diretoria parece com a do coelho, com a falsa impressão de que na corrida pelos novos jogadores e na renovação dos atletas que interessam, as coisas vão de vento em popa, mas enquanto a diretoria dorme no ponto (ou debaixo da árvore), perdemos Patrick, em um “negócio amarrado”, além de vermos todos contratando menos o Sport. Se a diretoria tivesse trabalhando direito podíamos dizer que era a tartaruga, mas está longe disso.

Os passos lentos como de tartaruga só reforçam a ideia de que quem está lá não sabe patavinas de como fazer o Sport forte como sempre foi. O maior orçamento da história do clube foi transformado em um ano pífio com (acreditem) atrasos de dois salários agora no fim do ano. A excelência de achar que tem uma Ferrari, mesmo andando em uma Kombi desregulada foi a tona do ano e deve se repetir em 2018.

Para se fazer uma boa campanha do torneio nacional é fundamental saber que a briga será da décima segunda posição para baixo; o que vier acima disso é lucro. A vaga na Sul americana é o “título” a ser disputado pelo Leão, mesmo sabendo que em 2019 será chamado de estorvo. Não adianta acreditar que o Sport, cujos investimentos são de três a quatro vezes menores que as principais equipes do torneio, tem condições técnicas e financeiras para disputar de maneira igualitária com os esquadrões do eixo Sul/Sudeste do País.

Esse reconhecimento de “pequenice” pode ser a maior arma das duas equipes, pois reconhecendo essa questão poderá se portar como tal, sem medo de ser feliz. Arrogância nunca é bom e quando vem de quem está embaixo é muito pior; O Sport precisa tomar cuidado extra.

O livramento de Daniel

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O livramento de Daniel

Daniel Paulista livrou o Sport de dois rebaixamentos seguidos; entregaram uma batata fervendo para ele e o danado conseguiu fazer um purê decente. Apesar de não ser técnico profissional, nem ter respaldo dos diretores do clube, Daniel foi a “escolha” para terminar as temporadas 2016 e 2017.

(Foto: Sport / Williams Aguiar)

2016 e 2017

Se no ano passado ele conseguiu que o Sport chegasse na última rodada dependendo só de si, em 2017 foi muito diferente; Precisa da “ajuda” de Chapecoense e Flamengo contra os dois adversários diretos na briga pela permanência, além de precisar de uma vitória contra o atual campeão brasileiro. A esta altura todos sabem o resultado.

Raio

O mesmo raio caiu duas vezes no mesmo lugar e a única conclusão a que se pode chegar é a de que Daniel é um verdadeiro coração de Leão, pois não é qualquer um que passa o que ele passou e ainda assim serve o clube (sem arranhar a faixa de ídolo do clube). Em um patamar muito diferente, pode-se dizer que, assim como Renato Gaúcho no Grêmio, Daniel Paulista atingiu um nível de idolatria e importância para o Sport muito maior que grande parte dos ídolos que vestiram a camisa rubro-negra.

Livramento

Daniel não apenas salvou o time do rebaixamento ontem, ele salvou o Sport da pior diretoria que se tem notícia em décadas. Daniel foi “efetivado” em janeiro como última opção, tendo em vista que NENHUM técnico quis fechar com o Leão, mas ao não conseguir evoluir o time saiu para dar lugar ao aposentado Ney Franco.

Piada

A bizarrice dessa gestão dos técnicos que virou comum ouvir a piada “Daniel Paulista deixa o comando do Sport e quem assume interinamente é Daniel Paulista”. Nosso campeão da Copa do Brasil virou chacota, foi desrespeitado, mas acima de tudo vestiu a camisa do Leão e isso tem um valor inestimável.

Daniel Paulista não é (ainda) treinador, mas é daquelas figuras exemplares e que merecem toda a nossa admiração. Agradecemos o salvamento, mais uma vez!

Como já disse um certo Senhor chamado Spock: Vida longa e próspera para o nosso Daniel!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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