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José Henrique Mota

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Jornalista, fotógrafo, cientista político e, acima de tudo, apaixonado por futebol como esporte e como representação social e cultural. Blogger, também, no site Canelada F.C. Entre o moderno e o tradicional, o que vale é bola na rede!

O livramento de Daniel

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O livramento de Daniel

Daniel Paulista livrou o Sport de dois rebaixamentos seguidos; entregaram uma batata fervendo para ele e o danado conseguiu fazer um purê decente. Apesar de não ser técnico profissional, nem ter respaldo dos diretores do clube, Daniel foi a “escolha” para terminar as temporadas 2016 e 2017.

(Foto: Sport / Williams Aguiar)

2016 e 2017

Se no ano passado ele conseguiu que o Sport chegasse na última rodada dependendo só de si, em 2017 foi muito diferente; Precisa da “ajuda” de Chapecoense e Flamengo contra os dois adversários diretos na briga pela permanência, além de precisar de uma vitória contra o atual campeão brasileiro. A esta altura todos sabem o resultado.

Raio

O mesmo raio caiu duas vezes no mesmo lugar e a única conclusão a que se pode chegar é a de que Daniel é um verdadeiro coração de Leão, pois não é qualquer um que passa o que ele passou e ainda assim serve o clube (sem arranhar a faixa de ídolo do clube). Em um patamar muito diferente, pode-se dizer que, assim como Renato Gaúcho no Grêmio, Daniel Paulista atingiu um nível de idolatria e importância para o Sport muito maior que grande parte dos ídolos que vestiram a camisa rubro-negra.

Livramento

Daniel não apenas salvou o time do rebaixamento ontem, ele salvou o Sport da pior diretoria que se tem notícia em décadas. Daniel foi “efetivado” em janeiro como última opção, tendo em vista que NENHUM técnico quis fechar com o Leão, mas ao não conseguir evoluir o time saiu para dar lugar ao aposentado Ney Franco.

Piada

A bizarrice dessa gestão dos técnicos que virou comum ouvir a piada “Daniel Paulista deixa o comando do Sport e quem assume interinamente é Daniel Paulista”. Nosso campeão da Copa do Brasil virou chacota, foi desrespeitado, mas acima de tudo vestiu a camisa do Leão e isso tem um valor inestimável.

Daniel Paulista não é (ainda) treinador, mas é daquelas figuras exemplares e que merecem toda a nossa admiração. Agradecemos o salvamento, mais uma vez!

Como já disse um certo Senhor chamado Spock: Vida longa e próspera para o nosso Daniel!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esquadrão da Consciência Negra

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Esquadrão da Consciência Negra do Sport!

 

Zumbi

No dia em que Zumbi dos Palmares morreu um marco de luta já havia sido plantado no Brasil. De mercadorias, meros objetos de comércio (negro não era gente), os negros lutaram e morreram pelos seus direitos e pela sua liberdade. Foram “libertos” pela princesinha (há quem acredite que o coelho da páscoa ajudou ela a redigir o documento) e depois foram viver suas vidas. Não, não foi assim.

futebol

O futebol foi, durante muitos anos, um esporte da alta classe. Muitos clubes proibiam jogadores negros nos seus elencos e essa é uma triste história, mas ao contrário da história da princesinha, esta é real. Mas depois de muito batalhar, os negros não só entraram no futebol, como também “produziram” alguns dos maiores ídolos da história deste esporte. Pelé e Eusébio foram contemporâneos no campo e verdadeiros gênios da bola e mesmo que não tenham levantado a bandeira da negritude, não a deixam de representar.

Para este dia da Consciência Negra montei, com a ajuda do Alex Amaral e do Henrique Santos, um time só com negros que vestiram o manto sagrado do Leão. Muitos excelentes jogadores ficaram de fora, mas só cabem 11 e aí a seleção ficou dura.

É impossível não citar, por exemplo, Luis Carlos, Chiquinho, Irani (o mito dos mitos), Neco, Dutra, Dadá Maravilha e tantos outros que nos encheram de orgulho!

Em homenagem a eles segue o time destruidor do Sport!

Ah, parte da “brincadeira” deste time, é adivinhar quem são os 11!
E aí, quem será que acerta primeiro?

Opinião: “Amadorismo profissional”

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Os gestores do Sport, que estão se revezando na cúpula do clube desde 2010, sempre pregaram o profissionalismo e a modernização dentro do clube. Sete anos depois, mostraram que são amadores profissionais, tamanhas as lambanças feitas, principalmente, na gestão do futebol do Sport.

2017 tem sido um ano onde eles vem se superando. Começou o ano tentando vários treinadores e manteve Daniel Paulista porque não conseguiu nenhum dos nomes procurados mostrando que o treinador “efetivado” não tinha crédito nenhum.

O planejamento para o elenco foi pífio para ser bondoso. No mesmo ano, o Sport contratou Paulo Henrique, Wesley, Leandro Pereira (1 gol em 1 temporada pelo campeão brasileiro), Osvaldo (6 gols em 60 jogos) e Rodrigo são a prova viva que quem está contratando ou não faz ideia do que está fazendo ou está fazendo de propósito.

Começamos o ano “sem caber em Pernambuco”, mas o único título que nos coube foi o de Pernambuco, porque foi incapaz de perceber que Ney Franco já tinha perdido o elenco antes da final contra o Bahia, mas a diretoria preferiu demiti-lo logo após a derrota na Bahia, ainda no vestiário.

Passando disso, o Sport “foi tirado” da Copa do Nordeste pelo amadorismo de menino buchudo que comanda o clube. Queriam uma chupeta vermelha, ganharam uma preta e aí fizeram biquinho e botaram a bola (imaginária) debaixo do braço e saíram do Nordestão. Um preço caro que o clube vai pagar, muito mais caro que o dinheiro puro e simples.

A Sulamericana, que era meta em janeiro, virou estorvo e mesmo antes de jogar as duas partidas nosso dirigente mor do futebol já cravou a desclassificação. Com um diretor que não confia no próprio elenco é realmente a receita fundamental do profissionalismo amador.

Incapaz de reforçar o elenco conforme os pedidos de Luxemburgo (vindo direto do INSS), o Sport trouxe Sander e Patrick, que se mostraram mais úteis do que o plano inicial; já eram reforços para a série B 2018, mas faltou explicar essa parte do planejamento estratégico para a torcida.

Podia-se dizer que para completar, um jogador afastado há 7 meses voltou a atuar porque se regenerou, mas esse não foi o caso. Marquinhos tem entrado por falta de opções qualificadas e para escancarar a bagaceira que anda tomando conta dos bastidores da Ilha do Retiro. Nem se desfazer de jogador a diretoria consegue.

A cereja do bolo tem sido (re)efetivar um técnico dispensado 7 meses atrás já antecipando que ele não é efetivo e que não fica no comando técnico mesmo salvando o time do rebaixamento. Ora, com este incentivo, quem não se motivaria, não é?

Essa crise do Sport é puro reflexo do amadorismo aliado à arrogância! O grande problema é que a torcida tem que pagar junto!

Magrão e Buffon mereciam sorte melhor

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Magrão não merece o elenco atual do Sport. (Foto: Santos)

 

Magrão e Buffon: duas lendas

 

Não basta o iminente rebaixamento do Sport para a segunda divisão do campeonato brasileiro, em uma campanha que não tem poupado nem Magrão, a Itália selou seu destino como a única seleção campeã do mundo ausente da Copa da Rússia.

Magrão e Buffon, ícones debaixo das barras, passam, neste fim de ano, por algo que eles não mereciam. Em proporções diferentes ambos são referências no que fazem e se o primeiro é um dos (talvez O) maiores ídolos da história do Sport Recife, o segundo é mais do que o próprio nome.

Buffon não merecia ficar fora da Copa, assim como Magrão não merecia o rebaixamento. O italiano fez história na Juventus com mais de 630 jogos com a camisa da Velha Senhora; algo semelhante ao arqueiro do time pernambucano, que tem 676 partidas.

Resultado de imagem para buffonBuffon se despediu da seleção italiana e não vai para a Rússia. (Foto:Daily Mirror)

 

De campeão mundial em 2006, no seu auge pela seleção, até a eliminação de ontem, Buffon fez mais que história, ele virou história e referência quando o assunto é excelência nas traves. Ao mesmo tempo é o reflexo da falta de renovação do time italiano, algo muito responsável pela pífia campanha nas eliminatórias europeias. Não é um caso isolado; Dino Zoff e Walter Zenga ficaram anos no gol da Itália. Buffon, não disputará sua sexta Copa.

A longevidade pesa, também em Magrão. Aos 40 anos já não vive a plena forma e isso lhe trouxe algumas falhas, sendo a mais grave no jogo contra o Botafogo, mas nada que arranhe a imagem do ídolo que a torcida tem.

A vida não é justa, tampouco o futebol. No apagar das luzes para duas grandes figuras do futebol, o fim não parece trazer a grande glória que se vê no filme, mas a história, o exemplo e admiração que eles representam talvez valham mais que todos os troféus!

Opinião: “Autocrítica é a palavra do momento”

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Um 2018 tenebroso está por vir…

 

 

Que o Sport perdeu mais um jogo em casa todo mundo sabe é tem um monte de gente falando disso. Nesse post vamos tratar de outras coisas mais complexas que levaram o Sport a este estado letárgico.

O torcedor do Sport é tido pelos rivais como arrogante e ele, no geral, não nega; tem-se até o ditado “eu tento ser humilde, mas o Sport não deixa”. Isso, dentro do contexto do futebol é compreensível, mas não pode ser uma característica da diretoria.

A começar o ano dizendo que “não cabe em Pernambuco”, passando pelo achismo de que são abnegados e que estão “deixando suas famílias e seus negócios para cuidar do Sport” e tem um Rei na barriga por isso até a incapacidade de reconhecer os próprios erros.

Não há uma autocrítica destes diretores, intocáveis e que parecem estar em um patamar diferente do resto do universo rubro-negro. Para completar, a arrogância nos tirou de forma absurda da Copa do Nordeste, a principal competição que o Sport disputa, de fato, a taça.

A irresponsabilidade, que passa pela de Magrão ontem (que é uma gota em um oceano), é reflexo puro dessa arrogância que tomou conta da Ilha do Retiro. Enquanto o time padece, vale mesmo tirar foto na beira da piscina de hotel 5 estrelas.

A irresponsabilidade em se manter Ney Franco, mesmo sabendo que ele não ficaria, nos custou a Copa do Nordeste. Mesma irresponsabilidade em manter Luxemburgo até o time “ser eliminado” (palavras de Dubeux) na SulAméricana.

Aliás, irresponsabilidade nepostista em dar cargo a filho, em manter diretores com desempenho muito abaixo do aceitável, em tratar jogador como rei e não como funcionário, em ser incapaz de gerir de forma minimamente decente o futebol do clube, mesmo com orçamento muito bom.

Em 2018, vai-se jogar uma série B com vários Tobis e Serginho a no elenco e não poderemos reclamar. Plantamos isso e não colheriamos algo diferente.

PELO SPORT TUDO!!!!

(Foto: Sport)

Na Colômbia para cumprir o objetivo

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O Sport fez uma desgastante viagem (maior “propaganda” que a diretoria fez questão de frisar para este jogo) para Barranquilla, a fim de cumprir seu objetivo primordial na Copa Sulamericana: ser eliminado. Sim, é isso mesmo! Amanhã, o time entra em campo para sair de uma competição cansativa, contra o melhor time (palavras de Dubeux), na qual há muito desgaste.

Assim como a Diretoria nos tirou do Nordestão de forma arbitrária e arroante, faz questão desde 2014 de discursar em janeiro que vamos lutar pela Sulamericana, mas chega em setembro, o discurso muda e a eliminação da competição continental é favas contadas para “priorizar o campeonato brasileiro”.

Para o grupo que administra o Sport há mais de cinco anos, vale mais ser sexto colocado no Brasileiro (mais por mérito do treinador) do que vencer a competição que daria ao Sport um verdadeiro e incontestável título internacional. Quem vencer este, por exemplo, jogará contra o Manchester United.

Os gestores do Leão fazem questão de falar em planejamento e organização e não se pode excluir que o verdadeiro objetivo deles talvez seja o de transformar o Sport em um clube social e não em clube de futebol, porque ao se colocar gente sem preparo para gerir o carro chefe do clube não se pode esperar nada diferente.

A mudança no Sport, para ser efetiva, precisa começar com uma enorme reformulação nos cargos de gestão do clube. Os que aí estão podem ser bons em outras áreas, mas não no futebol, principalmente quando tratam jogador como amigo e não como funcionário do clube. Uma pena que a torcida e a tradição do maior do Nordeste tenha que pagar o pato juntos, mas infelizmente é isso!

PELO SPORT TUDO!

 

 

Opinião: O Peixe, a Bijoux e o Peão

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O Sport empatou ontem com o Santos na Ilha e deixou escapar mais uma vitória em casa. Destaco neste post 3 jogadores que foram bem a cara do jogo de ontem e uma menção honrosa, que precisa ser feita.

O peixe não sabe nadar! (Foto: Sport)

O Peixe

O Peixe do Luxa no time do Sport é o retrato deste time que nada para chegar em lugar nenhum. Ineficiente igual ao Wesley, o Sport segue sem vencer na Ilha do Retiro desde julho e após vencer o Vitória na Bahia, perdeu quatro pontos em casa contra o Galo e o Peixe da Baixada Santista.

Tão inexplicável quanto a presença de Wesley cativamente no time são a permanência de um técnico cujo trabalho é pior que o de muito treinador que caiu na Ilha e a passividade da diretoria em ficar quase como um voyeur masoquista vendo a banda passar, mas sem nenhuma história de amor.

Wesley é o retrato da era Luxemburgo no Sport: Grife, boutique e falta de tesão pela camisa.

A Bijoux

Raul de Prata só tem o nome, porque está mais para uma bijouteria que se compra no camelódromo. Claro que com um horrível Samuel Xavier, sobrou para um reserva de série B a missão de segurar a lateral direita do Sport, só que ninguém contou com a astúcia em fazer bobagem que ele tem, diga de um Chapolin Colorado. Só que ao contrário do herói mexicano, ele não salva o dia no final.

Típico jogador que o Sport se acostumou a trazer aos montes. Esforçado, taticamente obediente, mas com qualidade muito abaixo do necessário para uma primeira divisão. O atual time é recheado de peças a assim e temos alguns que tem muito apreço da torcida como Anselmo e Patrick.

O Peão

Rogério, além de muito esforçado tem qualidade, mas o seu jeito de jogar o remete a um peão de obra. Ele não assume o protagonismo da obra, digo do jogo, ou do time, mas tem talento suficiente para resolver uma partida outra. Ontem, vazou a meta de Vanderlei, que promoveu alguns milagres no jogo. Rogério é esforçado, mas como a maioria dos assalariados trabalha de cabeça baixa e isso o atrapalha muito mais do que ajuda. O camisa 17 não tem a grife de Osvaldo, tampouco é internacional igual a Lenis, mas o seu jeito simples e seu futebol vertical são boas armas. É o tipo de jogador muito valioso para o elenco!

Xerife do Paraguai

Gostaria de pedir encarecidamente a todos os responsáveis pelo futebol do Sport que preservem Durval para que ele não perca o status que foi construído por tanto tempo. O xerife que não sorri não consegue manter o nível a que está acostumada a torcida do Sport e isso é muito ruim. Em alguns momentos nos faz lembrar de jogadores como Diego Ivo e Durval não precisa disso. Um ídolo, o capitão da Copa do Brasil, é assim que deve ser lembrado.

 

PELO SPORT TUDO!

Opinião: “Contra Diego, Ricci e vídeo, Sport empata com o Vasco”

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Contra Diego, Ricci e vídeo, Sport empata com o Vasco”

 

Diego Souza

Se o Sport iria conseguir vencer o Vasco com Diego Souza em campo, não se tinha certeza, mas que a expulsão dele foi um ato de pura estupidez eu não tenho a menor dúvida. Fosse um menino recém promovido ao profissional poderia até se entender, mas um jogador rodado feito ele só é expulso daquele jeito por vontade deliberada. Se ele quer ir para o Samba Recife ou se quer ir embora do Sport, pouco me importa, o fato é que o Sport precisa mostrar que ele nunca será maior que o clube e se não houver punição severa e exemplar, a diretoria só mostra o seu próprio nível de paspalhice.

Sandro Meira Ricci

A arbitragem do Ricci foi desastrosa no jogo inteiro. A expulsão de Diego Souza, em termos de arbitragem, foi correta (no sentido da “lei”), mas é algo que quase nunca vemos. Diego quis ser expulso e Sandro fez o papel do cara do cartório, que não se preocupa com nada senão com a validade dos papéis e dos carimbos; paciência. Ele foi mal em grande parte do jogo, mostrando aquela falta de preparo para jogos mais “quentes” que nos habituamos a ver quando ele apitou pela FPF.

Vídeo

O grande protagonista da noite foi o vídeo, mesmo que ninguém assuma isso. Ricci marcou pênalti em um chute de Mena, que bate no ombro do zagueiro do Vasco. A partir daí, vários erros. Primeiro, não foi pênalti; segundo, e mais grave, Ricci desmarcou o pênalti após ser avisado pelo quarto árbitro (que viu no vídeo), que não tinha sido pênalti. Os reservas do Vasco também viram o lance no monitor da TV e pressionaram bastante. Para enrolar os bestas, o árbitro foi falar com o bandeira do lado contrário (único que não poderia jamais ter visto o lance) e anulou a penalidade. Um absurdo sem tamanho e um prejuízo ao Sport.

Vontade

A vontade que o time mostrou ontem foi cativante e a torcida foi junto. A expulsão atrapalhou muito, mas o Vasco foi incapaz de ser superior ao Sport no jogo inteiro. Mesmo os jogadores que não foram bem, mostraram vontade, colocaram o pé nas divididas, deram carrinho; vestiram a camisa, de fato. A única exceção segue sendo Wesley, que se esconde do lado direito para nada fazer de útil e só tem lugar cativo no time porque é amigo do Rei, digo do Professor.

Resultado e Z-4

O resultado, pela conjuntura do jogo, foi bom, mas em termos de evitar o rebaixamento, atual objetivo do time, não foi nada bom. O Vasco era jogo para se ganhar, primeiro porque o time carioca é inferior tecnicamente e também porque, a esta altura, perder pontos em casa é um perigo enorme.  Valeu muito ver André fazer o gol depois de se esforçar um bocado (e perder um tanto de gols).

É tentar, agora, a inédita vitória no Morumbi!

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Qual a arena ideal?

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Um dos sonhos da torcida do Sport é a construção de uma Arena moderna e confortável onde se possa assistir aos jogos do Leão. Isso não vem de agora; lá na época da ditadura militar houve um projeto (de Niemeyer) para um estádio com 70.000 lugares, onde hoje é o fórum da Joana Bezerra.

Tempos depois, Gustavo Dubeux capitaneou um projeto, onde o Sport teria uma Arena multiuso com 46 mil lugares e edifícios com esportes amadores e toda a sua administração. Apesar de algumas controvérsias, o estádio era a menina dos olhos.

Esquecido pela crise, o projeto agora voltou à tona, mas Arnaldo Barros já disse que para 46 mil é inviável é a Arena terá entre 28 é 32 mil lugares. Mas ora, se é pra gastar uma fortuna vale fazer estádio para 28 mil?

Se a ideia da Arena é ter mais público, mais gente circulando, não parece inteligente fazer uma obra que vai dar área a uma construção com a mesma capacidade que a atual. Nunca passará dos 25 mil ocupantes, tendo em vista as regras para divisão de torcidas e pedidos da PM para segurança.

Penso que fazer um estádio para menos de 35 mil lugares é um erro grotesco. Se a ideia da nova arena é levar o Sport a um novo patamar, não será com 28 mil lugares (o que vai parecer apenas um jeitinho).

O ideal eram os 46 mil, mas se não é possível é pensar um com pelo menos 35 mil. Caso não dê, é melhor nem fazer.

PELO SPORT TUDO!

 

A hora e a vez de Everton Felipe

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Everton Felipe é a maior joia da história recente do Sport (que virou realidade) e não há muita discussão quanto a isso. Uma pedra lapidada há muito tempo, que estreou aos 16 anos, foi para o Internacional, quase não volta, mas teve sua primeira grande sequencia com Falcão e passou muitos altos e baixos. Na temporada 2016, teve uma boa participação na Série A e foi um dos destaques do time.

Começou 2017 oscilante, mas vem em uma crescente e pode-se dizer que a cada 3 ou 4 partidas boas faz uma ruim e tendo em vista que o time patinou mais que um fórmula na chuva com pneu slick e pode-se dizer que o camisa 97 vem muito bem.

Nas últimas rodadas do Brasileiro ele vem sendo nosso melhor jogador. Com Diego Souza e Rithely jogando igual a Marcelo Passos e Serginho, Everton Felipe tem tentado carregar o time nas costas; foi o maestro do time na vitória contra o Bahia, em Salvador. Dono de uma personalidade forte, o juvenil não se esconde do jogo e mesmo errando parte para cima dos adversários.

Não à toa, despertou o interesse do Spartak Moscow. Se for mesmo para a Rússia será a maior venda da história do Sport e para os cofres do clube será sensacional, mas para o time, em seu momento atual, uma perda grande, principalmente se Wesley não render o esperado. Nenhum jogador é insubstituível e o Sport sobreviverá sem ele e quem sabe ele não nos orgulha fazendo gol na Champions League?

(Fotos: Sport)

Blog: “Ruimthely está de volta!”

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Para os fãs que sentiam falta, pode-se dizer que: Ruimthely está de volta! Um retorno menos aguardado que as manhãs com Ana Maria Braga, mas ainda assim um retorno.

(Foto: Sport) O camisa 21, que vinha em uma crescente e jogou um futebol de primeira categoria nos últimos dois anos, parece que retornou ao ano de 2013, em plena temporada 2017.

Erros

Erros de passes infantis, pouca movimentação, pouca ação surpresa. Não se questiona a qualidade do meio campista, mas como diz o velho jargão: “futebol é momento” e apesar de longo, este “momento” do Rithely é muito ruim e dá a entender que o nome pesa mais que o futebol apresentado na hora da escalação.

Reithely

A polivalência, o jogador proativo e fundamental não é o que vem entrando em campo nas últimas apresentações e mesmo tendo recuperado Everton e Lênis, Luxemburgo ainda não acertou a mão com nosso melhor volante. O problema é que do jeito que está, compromete parte do esquema do time (não, ele não é culpado pelos resultados ruins) e isso pode nos custar caro. A torcida quer, na verdade, a volta de Reithely

Elenco

O Sport tem um elenco limitado e se sabe bem disso. Rodrigo, por mais que tenha melhorado, está muito abaixo da qualidade técnica do Rithely, Thomás é um bom nome, mas não conseguiu regularidade no Leão, ainda, Anselmo não mostrou a qualidade esperada antes da lesão e segue como um ponto de interrogação e os pratas da casa Fabrício e Thallyson ainda são muito inconstantes e isso talvez explique a permanência do camisa 21 como titular.

Bahia

Uma das melhores apresentações do Sport nos últimos jogos foi contra o Bahia, justamente um jogo sem Rithely e sem Diego Souza (outro que vem devendo e muito). A tarefa de Luxemburgo em equilibrar isso será árdua, mas para se manter (pelo menos) no G-6, o Sport precisará de um volante com um futebol muito melhor do que o que Rithely vem apresentando; é nessas horas, que se deve mostrar a força do elenco.

Se isso fosse uma equação teríamos algumas incógnitas:

a = Futebol ruim

b = boa qualidade técnica

c= faltam substitutos

então, como resolver:

ax² + bx + c = 21

 

Quem conseguir responder, comenta aí embaixo!

O que esperar do returno do Brasileirão?

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O Sport começa o returno do Brasileiro com uma perspectiva bem diferente da que começou o campeonato, ainda sob o comando de Ney Franco. Se antes, se livrar do rebaixamento era a meta primordial, agora, no G-6, o time briga por vaga na Libertadores e apesar do elenco limitado e das claras deficiências da equipe, é uma meta possível terminar na zona de classificação para  a maior competição de clubes da América do Sul.

Evolução

É muito claro que o time evoluiu bastante sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, todavia o revezamento da defesa e o não rendimento esperado de alguns jogadores chave tem atrapalhado as metas do Professor. Diego Souza e Rithely têm apresentado, recentemente, um futebol muito abaixo do que se sabe que eles podem produzir; o camisa 87, aliás, tem deixado o time mais lento e as melhores apresentações do time nas últimas rodadas do turno foram quando ele estava ausente.

Diego Souza e Rithely

Não se discute a qualidade e a liderança dele, mas que ele vista estes dois capuzes e seja o líder moral e técnico do time. Rithely vem abaixo da média desde o começo do ano e, no caso dele, Luxemburgo ainda não conseguiu dar um jeito; a sorte é que Patrick tem sido um verdadeiro tanque no meio campo. Isso sem falar na Evolução notória de Everton Felipe, que melhorou muito com Luxa!

Libertadores

Com o que tem em mãos, e com um mês de agosto mais leve para treino e recuperação, o Sport pode, de fato, conseguir se classificar para a Libertadores, mas este não será o maior desafio. A Liberta exige muito cuidado e planejamento no começo do ano e isso é uma coisa que o Sport não está habituado a fazer!

Nos resta torcer e aguardar!
PELO SPORT TUDO!

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