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José Henrique Mota

José Henrique Mota
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Jornalista, fotógrafo, cientista político e, acima de tudo, apaixonado por futebol como esporte e como representação social e cultural. Blogger, também, no site Canelada F.C. Entre o moderno e o tradicional, o que vale é bola na rede!

Opinião: Torcida do Sport 1 x 0 Brasil

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Em uma das noites mais nefastas, tenebrosas e deprimentes da história recente do Brasil, quando os Deputados viraram as costas para o povo, a torcida do Sport mostrou que existe salvação para o Brasil e que algumas pessoas são capazes de reconhecer a dor alheia e respeitá-la. Respeito ainda é pouco, pois a reverência ao técnico do Fluminense é mais que justa e ultrapassa qualquer nível de rivalidade ou de oposição; algo que deveria acontecer com o povo em prol da política.

Foi bonito e emocionante ver a torcida de pé aplaudindo um homem, que enterrou o filho dias antes, após uma verdadeira catástrofe. Bonito mesmo ver que as pessoas ainda se importam com as outras, por mais que os nossos governantes façam questão de mostrar diariamente que não se preocupam de verdade com aqueles que os elegem.

Abel, que em Recife tem uma identidade forte com o Santa Cruz, ultrapassou a barreira imbecil e jurássica de achar que estar de um lado diferente quer dizer algo além de adversário. Foi revigorante ver que ainda é possível ter esperança no povo brasileiro; atos como esse mostram que ainda há luz no fim do túnel.

Mas como nada é perfeito, a torcida terminou entrando na catarse do time após a expulsão de Orejuella e foi incapaz de fazer a força da arquibancada levar o time para a virada. Mas se tivermos que escolher entre uma torcida que empurra o time e uma torcida que é humana, eu acho que vou preferir sempre a segunda!
Parabéns à torcida do Sport!

Toda força e solidariedade ao Abel!
PELO SPORT TUDO!

(Foto: IG)

Vídeo: Sport empata com o Fluminense na Ilha

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Anderson Batista*

 

Pelas circunstâncias do jogo, foi um resultado ruim. Pelas circunstâncias do campeonato, um placar que pouco interfere na colocação rubro-negra até o final da rodada. O Sport empatou com o Fluminense por dois gols, na Ilha do Retiro, pela 18ª Rodada do Campeonato Brasileiro.

O Leão volta a campo, no próximo sábado, às 19h, contra o líder do campeonato, na Arena Corinthians. De antemão, os parabéns à torcida rubro-negra pela bela homenagem ao técnico Abel Braga, com gritos de apoio e aplausos merecidos.

Sobre o jogo, o Sport encontrou dificuldades para se encontrar em campo, nos primeiros minutos de partida, e viu o Fluminense ter mais ímpeto ofensivo no começo do jogo. Aos 8 minutos, Gustavo Scarpa acertou um belo chute e abriu o marcador para os visitantes. E o time de Laranjeiras continuou em cima. Quatro minutos depois do primeiro tento, numa cobrança de escanteio, Renato Chaves, de cabeça, ampliou para o Fluminense.

A partir daí, o Leão foi em busca do resultado, porém deixando brechas na marcação pelas laterais. Os pontas do adversário eram rápidos e levavam vantagem na maioria das jogadas de linha de fundo. O rubro-negro tinha a posse de bola e não resultava este domínio em chances reais de gol. Aos 31 minutos, em uma assistência de Lenis, André cabeceou como manda a cartilha, e diminuiu o placar. Depois do gol, o time de Luxemburgo foi todo ataque e pressionou o Fluminense até o fim da primeira etapa.

Na volta para o segundo tempo, o Sport subiu a marcação e passou a abafar o Fluminense no seu campo de defesa. O empate saiu logo aos 3 minutos, com uma bela jogada individual que ocasionou no gol de Patrick. Empate rubro-negro para a festa da torcida na Ilha. Alguns minutos após o empate, Orejuela, do Flu, foi expulso e isso poderia facilitar ainda mais a virada do Leão na partida: não deu!

O Fluminense teve as melhores oportunidades de gols na segunda etapa. O Sport até substituiu: colocou Thomas, e Osvaldo em campo, para dar mais velocidade nas jogadas pelo lado. Contudo, as mudanças não renderam o efeito esperado. Final, Sport 2 x 2 Fluminense.

Anderson Batista* é blogger e colaborou com o site Eu Pratico Sport. 

Opinião: “Cerveja, pagode e balada”

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Luxemburgo demorou, mas parece engrenar um bom trabalho no Sport (eu disse parece, calma com o otimismo). Desde que o cerveja training foi adotado, o time parece que deu liga e os jogadores mostram mais brio em campo. Parece que a salada de água com cereais trouxe a leveza que o time precisava para vencer nas quatro linhas.

Depois da vitória contra o Salgueiro no maior campeonato em linha reta da galáxia (resta saber se em Volcano tem um melhor) e levar a taça, Luxa disse que a turma ia pro cerveja training e depois pensaria no Furacão paranaense. SE os ventos de mais de 100km (eles acharam vias sem buraco no Recife e conseguiram acelerar) não foram capazes mover motanhas no Recife, o Atlético não derrotaria o Leão. Resultado foi 1×0 com gol de Skolza.

Passada a partida, foi a vez da dupla Souza & Luxa subir no palco e mandar aquele pagode raiz “87 é nosso e 2008 também” na antevéspera de um jogo internacional. Ora pois, estava tudo no planejamento do Professor (que ainda não é Pardal, mas aguardemos) e balada do nosso camisa 18, até porque ele faz função de 9 e se multiplicar pelo número de gols, a camisa era uma premonição de uma noite mágica.

Outra boa vitória na Ilha apenas para mostrar que com equilíbrio, bom senso, uma cerveja, um pagode e um treinador que bota a diretoria geração selfie para fora do vestiário, o Sport pode ir longe.

E para os argentinos que ficaram reclamando da Ilha, uma música:

 

 

(Foto: Sport)

 

Opinião: “Nunca duvide do Sport!”

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Samuel Xavier comemora boa atuação contra o Santa e mira título Zé Henrique, Eu Pratico Sport- Recife/PE

Emoção

Foi com emoção! Muita emoção, suor, briga (da boa e da ruim), com muita vontade, com garra e com “sangue nos olhos” que a torcida sempre pede. O Sport foi Sport e mostrou o peso que representa ser o maior clube do Norte e Nordeste do Brasil. O Santa? Eles entenderam o que significa o mantra “Nunca duvide do Sport”.

vontade

Se não foi uma partida brilhante tecnicamente, foi a primeira vez no ano em que se percebeu o time com real vontade de ganhar no campo. Talvez com orgulho ferido, depois do jogo passado na Ilha, onde Pitbull bateu, repetidamente, no escudo do Sport: resolveram acordar, afinal!

Santa Cruz

O Santa veio com a postura que lhe caracterizou nos últimos anos: uma defesa extremamente bem montada e difícil de ser ultrapassada. Para complicar tudo, Diego Souza sentiu uma lesão na coxa, no começo do jogo, e deu lugar para Everton Felipe, que entrou dando o cartão de visitas e colocando o Sport definitivamente no jogo.

Everton Felipe

O primeiro toque na bola do camisa 97 foi na grade área. O jovem pegou de primeira, “na veia”, como dizia meu avô: um canhão com o pé direito tão forte que Julio César quando pensou em se mexer, Everton já estava comemorando o gol. Poeticamente, a bola resolveu bater no travessão e no chão, sem estufar o fundo do barbante, apenas para dar aquele segundo de dúvida. Mas não havia… Sport 1×0.

Everton foi comemorar provocando a torcida do Santa e aí choveram sandálias, copos, latas e todo tipo de objeto que tivesse à mão. Algo lamentável e que deve ser punido com severidade. Nos dias de hoje, não se pode mais admitir este tipo de coisa.

Segue o jogo

O jogo seguiu com o Sport tentando ampliar o placar e falhando muito na transição do meio para o ataque e com uma defesa insegura. Principalmente porque Ronaldo Alves não tinha condições físicas de jogo. Pelo tricolor,  Thomás e Pitbull jogaram efusivamente nas costas do zagueiro.

Com Bocanegra, na vaga do camisa 3, o Santa tentou tanto que Pereira chegou a perder um gol, sem goleiro. Para alívio do Sport, o jogo não foi alterado no placar e a partida seguiu em equilibrada. Bocanegra ontem, fez uma grande partida e foi um xerife na zaga.

Equilíbrio e Rithely

O equilíbrio se deu até um lance no meio campo: Rithely e Leo Costa disputaram um  bola e o camisa 12 do Sport pisou no jogador do Santa. Foi um lance que mais pareceu acidente de trabalho do que maldade. Em seguida não tinha outra coisa a acontecer: começou uma confusão com ELicarlos dando tapa em Durval e com Ronaldo devolvendo a “gentileza” na cara de Pitbull. Resultado: Rithely e Elicarlos expulsos.

Ao sair, o camisa 21 provocou a torcida com o sinal “segunda divisão” e outra chuva de copos, latas e afins foram na direção do jogador.

André

Pouco depois, o jogo seguiu e Samuel Xavier arrancou pela direita, tentou cruzar, acertou um adversário (nenhuma surpresa nisso) , mas a bola sobrou na entrada da grande área e André, de primeira e de pé direito, acertou um chute no contrapé de Júlio César que nada pode fazer; foi o gol da classificação! Contudo, não apenas isso, foi o gol da redenção do camisa 90 que tanto vinha sendo criticado. Ele extravasou, gritou, correu e comemorou muito. Mereceu pelo bom jogo de ontem.

Descontrole

A partir daí, o Santa perdeu o controle emocional e teve outros 2 jogadores expulsos e foi incapaz de tentar qualquer tipo de reação. Classificação heroica do Leão da Ilha e merecida. Foi na bola, dentro das quatro linhas com um futebol ofensivo.

PORÉNS

Juiz

Pífio, tendencioso, fraco, caseiro e, em parte, responsável pelo descontrole do jogo. Não tem condições de apitar uma decisão do tamanho do de ontem.

Rithely

Perdeu a mão e a razão chamando o Arruda de chiqueiro. Não precisava cometer o mesmo erro de Pitbull para devolver a provocação.

(Foto: Sport Club do Recife)

Humor: “Vamos lá… 9 verdades e 1 mentira”

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87 é, indiscutivelmente, nosso. Outra vez

 

Zé Henrique, Eu Pratico Sport, Recife/PE

 

Vamos lá… 9 verdades e 1 mentira:

1 – Vi Magrão pegar 28 pênaltis;
2 – Vi 6 jogadores do Sport serem convocados para a seleção brasileira;
3 – Vi o Sport ganhar 3 Copas do Nordeste;
4 – Vi o Sport ganhar a Copa do Brasil;
5 – Vi o Sport ganhar campeonato brasileiro;
6 – Vi o Sport jogar duas libertadores;
7 – Vi o Flamengo na Libertadores de 88;
8 – Vi o Sport ganhar 18 campeonatos Pernambucanos;
9 – Vi o Sport meter 5 gols no São Paulo de Telê Santana;
10 – Já participei de um ensaio fotográfico no gramado da Ilha do Retiro!

Humor: “Leãozinho da Páscoa, que trazes pra mim; um gol, dois gols, três gols assim…”

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Zé Henrique / Eu Pratico Sport Recife, PE

 

O Sport venceu o melhor time que o Náutico tem em algum tempo (não que signifique grande coisa) por 3×2 em uma virada emocionante, com dois gols de Juninho aos 45 e aos 46 minutos do segundo tempo. Uma vitória épica e merecida pelo volume de jogo e pela boa partida do time.

O jogo

O Sport começou em cima do Náutico e obrigou Tiago Cardoso a abrir o leque de defesas difíceis que ele tem o hábito de fazer contra o Leão. Com dois minutos, Mena pegou um rebote e mandou um balaço para boa defesa de Cardoso; pouco depois, uma defesaça em um chute de Rogério. André, que foi importante taticamente e blá, blá, blá, Perdeu um gol cara a cara com o goleiro de forma displicente (e não adjetivo mais educado para descrever) e um na entrada da pequena área (5 milhões, meu Deus).

Volume

O Sport teve um belo volume de jogo na primeira etapa, mas dos 20 minutos em diante, dominou o território, todavia não foi um time que sufocou o quanto poderia, e deveria, o adversário. A postura excessivamente defensiva do Timbu fez o Sport manter cautela na hora de ir para cima, apesar do confortável espaço que o time tinha.

Volantes

Rithely, Ronaldo e Fabrício fizeram um meio campo interessante e deram bastante espaço e opções para Diego Souza o seu melhor futebol. Fabrício ainda é muito inconstante e será mesmo, mas já mostra muito mais qualidade que qualquer outro volante “medalhão” que esteve na Ilha nos últimos anos.

Defesa

A defesa ontem falhou de novo, principalmente no segundo gol dos alvirrubros, quando Anselmo, entre Durval e Mena, conseguiu marcar. Henriquez mostrou-se melhor que Matheus Ferraz, mas mostrou o desnível entre os titulares e os reservas e talvez explique porque Durval segue titular, mesmo sem jogar bem. Os laterais foram na média, mas nada de muito orgulho pelo jogo de ontem.

Juninho

Responsável direto pela virada, o garoto mostra personalidade e passou como uma bala os companheiros da base e já deixa Everton Felipe, Ronaldo e Neto Moura comendo poeira. Se tiver a cabeça no lugar, ele poderá ter um futuro muito promissor e já conta com um “professor” que entende bem de trabalho com a base. Balada que se cuide…

“Ajuda”

O juiz ajudou o Sport quando anulou um gol legal de Páscoa em pleno domingo de Páscoa. Caso o Náutico tivesse feito 3×1, a história poderia ser outra, mas não foi e não foi culpa do Sport.

André

Pagar 5 milhões para ter um jogador que só vai bem taticamente, mas não cumpre com sua principal função é péssimo. O camisa 90 precisa melhorar muito!

Semana

Que venham classificações contra o Joinville e Náutico nesta semana que começa para o Sport mostrar a que veio neste ano de 2017.

Zé Henrique é jornalista e blogger no site Eu Pratico Sport.

Foto: Sport Club do Recife.

Opinião: “Não é de hoje  que o time entra em campo achando que é superior”

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(Foto: Sport C.R.)

Zé Henrique

O Sport estreou o novo técnico Ney Franco ontem, contra o Campinense, pela Copa do Nordeste. A estreia de um técnico logo em uma decisão deveria ser uma coisa boa, mas a apatia e a soberba, mais uma vez destruíram o Sport. Não é de hoje  que o time entra em campo achando que é superior e, quando bem quiser, vai resolver o jogo. O Leão perdeu por 3×1 e a torcida tem que achar bom existir a possibilidade de virar domingo, na Ilha, porque se fosse 6×1 não seria exagero.

Pior que a derrota, é vergonhoso assistir um time apático, onde os jogadores se mostram acomodados em excesso, sem a garra, sem a vontade e o tal “sangue nos olhos” que a massa leonina está habituada a ver. Este é um problema que se arrasta faz alguns anos e se deve muito pela falta de alguém, tipo um Homero ou um Beltrão, chegando junto dos jogadores e dizendo umas boas verdades para eles.

Everton Felipe ainda nem tirou as fraldas e fica nessa tietagem com Diego Souza como se fosse um moleque de arquibancada. Chega a perder bolas e não se preocupa em tentar recuperar ou mostrar mais vontade quando está em campo. Diego, apesar de até mostrar raça, se esconde do jogo como fez ontem. Isso  não é raro, mas ele mais decide que se esconde. Então… Tem muito crédito.

Durval é um ídolo e essa imagem, pelo andar da carruagem, vai sumir com tantas partidas ruins do nosso capitão. A melhor coisa que Oswaldo fez foi deixar o capita no banco. Mas… Daniel o efetivou e desde então ele vem falhando sistematicamente. Ney Franco vai precisar mostrar personalidade para lidar com essa bronca.

Magrão foi, mais uma vez, o anjo guardador do Sport. Nos salvou algumas vezes e deixou aquela ponta de desespero na torcida ao pensar que ele, breve se aposenta. O arqueiro, todavia, sofre com uma defesa falha por demais. Samuel Xavier não vem jogando melhor do que Cheppo e Mansur falha em quase tudo; ontem, porém, conseguiu uns poucos bons desarmes, todavia, é muito abaixo do nível desejado. Ronaldo Alves, apesar de falho, parece um único ponto mais centrado no sistema defensivo.

Rodrigo não é melhor que nenhum volante da base, mas como o Sport adora um Tobi e um Serginho, ele deve seguir titular por um bom tempo, mesmo tendo Thallyson, Ronaldo e Neto Moura para melhor compor a função.

Uma coisa é clara: Se o Sport for Sport no domingo ganha por mais de 2 gols de diferença do “bom” time do Campinense. Resta saber se a soberba e a arrogância deste time irão permitir. Qualidade não falta e apoio não faltará! Que a Ilha seja um caldeirão e os paraibanos voltem para casa desclassificados!

Zé Henrique é jornalista, mora em Recife e é colunista do site Canelada F.C.

O texto não reflete, necessariamente, a opinião do site Eu Pratico Sport.

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