Blog: “Carteado Training” é a melhor filosofia

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A chegada de Luxemburgo ao Sport abalou a calmaria que havia dentro do elenco leonino. Após alguns jogos, ele dispensou alguns jogadores e avalizou a chegada de outros. Até aí, tudo normal.

Entretanto, a vinda do “profexô” trouxe consigo uma mudança de filosofia da maneira como um time deve se comportar dentro e fora de campo. E isso fica claro quando fazemos algumas comparações entre o “Carteado Training” versus o “Dominó Training”.

Não querendo de forma alguma mexer com uma paixão de todo pernambucano, que é o de “bater uma pedrinha”, há uma clara diferença de ações entre o nosso querido dominó (que inclusive tem até um campeonato dentro do elenco rubro-negro) e o carteado, tão amado pelos cariocas. Neste caso, irei fazer a comparação com o Pôquer (na sua modalidade mais popular) e o Texas Hold’em, que apesar de mundialmente praticado, ainda é considerado “coisa de “Nutellas” pelas bandas de cá.

O dominó é um jogo mais cadenciado (ritmado). Eu diria até que pode ser “cantado” pelo fato de haver uma certa previsibilidade em algumas jogadas. Muitas vezes é preciso fechar um jogo e contar pontos na tentativa desesperada de não perder a partida. Isso pode ser ilustrado para as quatro linhas quando o time entra morno, com pouca atitude e achando que o empate é grande coisa: como se estivesse com quatro carroças na mão e doido para ver o jogo acabar na deselegante contagem de pontos.

Já no Pôquer, onde a imposição é a grande tônica daquele que domina, não basta ter as melhores cartas. O jogador tem que agir como se realmente estivesse em mãos com o melhor jogo. Além disso, tem que se portar com um ritmo frenético e agressivo.  É possível vencer uma “mão” perdida de forma heroica, como também vencer uma mão improvável com uma carta mais alta: onde o jogador ganhou um jogo “feio”, mas não deixou de buscar a vitória até o fim. Essa é a grande contribuição da “filosofia” do pôquer (jogar de forma heroica, se impondo sempre, e buscando a vitória a qualquer custo).

Trazendo novamente para o futebol, prefiro que nosso time se comporte como se tivesse com um par de ases na mão, e com a confiança de quem conduz o jogo (de forma altiva e dominante) ao invés de ser um time que joga com cinco senas como arma (mas guarda a carroça de branco). Não por precaução: por medo de arriscar e não agir como o dono do jogo.

Glossário

Carta Alta (high card):  jogo vencido por aquele que possuía a carta mais alta, sem nenhuma combinação possível.

Par de Ases: melhor jogo possível na mão antes da virada das cartas comunitárias (flop).

Texas Hold’em: modalidade mais popular do pôquer, onde cada jogador recebe duas cartas e deve fazer a maior combinação possível com as cinco cartas comunitárias a todos os jogadores.

Mão: partida