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(Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

O confronto entre Sport e Grêmio era permeado por três frentes: A primeira era a retomada pelo Leão das vitórias no Brasileirão, a segunda o time misto que viria do Rio Grande do Sul para o Recife e a terceira seria o reencontro do atacante André com a torcida do Sport. Expectativa era o sentimento antes do jogo, que tinha todos os ingredientes para ter uma partida apimentada. Mas a Malagueta, terminou sendo uma pimenta de cheiro.

O primeiro tempo foi de bastante equilíbrio. As duas equipes estavam bem postadas no gramado e não davam tanto espaço. Aliás, o Leão deixou menos metros quadrados para o Grêmio trabalhar a bola, do que nos últimos confrontos pela Série A. Com essa configuração, Marlone deveria ser o fator de desequilíbrio, pois tem (em teoria) como característica o drible em diagonal e em velocidade.

Todavia, o camisa 10 ainda não assumiu o protagonismo que se espera dele, apesar dele sempre ter sido um coadjuvante de luxo por onde passou. Se espera dele que faça como Didi fez em 58 após o Brasil tomar o primeiro gol da Suécia na final da Copa; por a bola debaixo do braço e diga o que o time vai fazer para seguir o caminho das vitórias. Nosso principal jogador ainda está longe disso, apesar da qualidade que tem.

No primeiro tempo, o Sport não conseguiu passar pela barreira gaúcha formada mais por reservas que titulares. Mesmo sabendo que o tricolor tem um dos elencos mais fortes do campeonato, uma chance como a que o Sport teve, não se pode desperdiçar em uma competição nivelada como a primeira divisão. O morno primeiro tempo ficou marcado mesmo pelas muitas vaias ao atacante André toda vez que ele tocava na bola.

(Foto: Williams Aguiar/Sport)

André, aliás, fez um jogo pífio e deixou Renato Gaúcho irritado. A coisa foi tão ruim que ele deixou o campo para dar lugar a Jael, aquele mesmo veio passear em Recife vestindo a camisa do Sport anos atrás. Parece que a recuperação do futebol do atacante ficou restrita às divisas do Estado pernambucano.

Na segunda etapa, o Sport conseguiu em uma ocasião furar a defesa do Grêmio, mas Rogério conseguiu fazer algo que lhe faz digno de jogar a quarta divisão. O lançamento majestoso de Michel Bastos virou uma jogada digna de série D, quando a bola ficou quadrada para o camisa 90 do Leão. Rogério ainda teve uma outra boa chance, mas, para variar, foi fominha e incapaz de olhar para frente (como um bom avestruz) e foi desarmado por Bressan. Marcelo Ghroe ainda fez boa defesa em um chute forte de Carlos Henrique, mas o Sport não passou disso e o placar não saiu do 0x0.

O estilo de jogo implantado por Claudinei tem utilizado o melhor do que o elenco pode produzir, mas estão contabilizados jogos como este, onde o time não consegue o desempenho esperado. Por bem dizer, até conseguiu fazer o jogo proposto de lutar por uma bola, mas ela foi desperdiçada de forma infantil. O Sport chega na parada da Copa com uma pontuação e uma posição acima do esperado. É manter o bom desempenho após as férias forçadas para ter um fim de ano tranquilo. Sport deixa de fazer dois pontos em casa que podem ser cruciais na reta final. Agora é ver se Neymar e Coutinho não se inspiram em Rogério e trazem o HEXA para o Brasil!

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