COMPARTILHAR

Wesley Silvali – Recife/PE

Escolhido para ser o capitão da equipe quando Magrão foi para o banco de reservas, o lateral-esquerdo Sander vem levando a sério a tarefa.

(Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife)

Exemplo de dedicação dentro dos vestiários, o jogador agora exerce papel de líder. Em coletiva recente concedida a imprensa, o ala confidenciou até mesmo privar os palavrões dos companheiros. Se declarando, inclusive, como “chato demais”.

Aparentando tranquilidade e até mesmo muita segurança, Sander admitiu ter outras características que o fazem merecer a braçadeira. Parte disso se deve a atenção do lateral com dois monstros sagrados do clube que, mesmo sem entrarem em campo no momento, fazem parte do dia a dia e impulsionam respeito de todos: Durval e Magrão.

Quando percebeu que ganharia a responsabilidade de ter a faixa no braço, assim que entrasse nos gramados com o escudo do Sport no peito, Sander disse ter passado a olhar de perto o comportamento dos dois ídolos. Usando ambos como exemplos corretos de como se portar.

“Busquei e busco sempre os exemplos do Durval e do Magrão. Na verdade, acredito que a ideia do professor (em dar a faixa) tenha partido disso. Fico vendo os exemplos, a serenidade dos dois, a calma. Eu sou um pouco oposto, bastante agitado, sendo que há jogos mais intensos que requerem certa tranquilidade”.

Em campo, Sander pode até usar a braçadeira e representar o Sport de forma que o torcedor se sinta satisfeito. Fora dele? Os capitães continuam sendo Magrão e Durval. “Estou lá só para pegar a faixa, vestir, ir para o jogo. Mas os capitães do Sport hoje continuam sendo Magrão e Durval”.

Histórico

Juntos pelo Sport, Magrão e Durval somam 16 títulos. Nove do arqueiro, outros oito do xerife. Se a ideia de Sander é ter algo espelhado aos dois, cabe ao torcedor rubro-negro torcer para que não seja de uma forma apenas “literal”. Ainda mais em uma semana tão decisiva.

Pratique Sport com a gente!