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(Foto/Divulgação: Léo Lemos/Náutico)

 

Wesley Silvali – Recife/PE

Sport e Náutico decidirão o Campeonato Pernambucano pela 18ª vez na história. Diferente de 2014, onde havia um clímax de “grande favorito” para o Leão (que viria a confirmar o tal favoritismo de forma muito sólida) naquele ano, hoje, passados mais cinco, o Clássico dos Clássicos ganhou um cenário total de indefinição. Isso se deve, principalmente, pelos bons momentos de cada um dos times.

Falar de indefinição em um clássico e alguns detalhes a mais parece óbvio, mas o Pernambucano agrupou suas decisões das últimas temporadas sempre com um favorito “batido”. Exemplo do próprio Náutico, que mesmo ganhando do Central a duras penas, levou o troféu como se era esperado por maioria absoluta de quem analisa e faz opinião.

A decisão desse ano é diferente. Daquelas que as casas de apostas não sabem bem ao certo colocar qual o time que ficará com a maior cotação para vencer. De um lado, um Sport que não para de crescer sob o comando de Guto Ferreira e mostra um vestiário confiante e motivado. Do outro, o Náutico, cada vez mais encorpado, numa sequência de quase vinte jogos invictos. Tudo isso juntando com os fatores de semifinalista da Copa do Nordeste e elogiado aos quatro ventos.

Paralelo ao coletivo dos dois times em alta, o individual se sobressai da mesma forma que é difícil apontar um vencedor.  Também é impossível prever qual jogador sairá com a alcunha de heroísmo. Isso porque, as opções são vastas e se enfrentarão literalmente “de cara” nos jogos dos próximos domingos.

Um lado mais forte do Sport, Norberto e Ezequiel baterão de frente com os em alta Assis e Jorge Henrique. São pontos máximos dos dois times e se encontrarão durante os 90 minutos na mesma zona de campo.

Do lado oposto, toda contextualização de experiência x juventude. No Náutico, os meninos Hereda e Thiago, em momentos especiais, terão que suportar a pressão da primeira final e disputarão espaço com os “rodados” Sander e Luan. O lateral-esquerdo rubro-negro é benquisto justamente por crescer em momentos assim. Enquanto o camisa 7 tem intimidade em levantar troféus.

No meio, dois volantes da base que também vivem fases de elogios. Lutando para virar uma unanimidade, Ronaldo terá que se mostrar em nível superior em um patamar maior. De frente, terá o promissor Luiz Henrique para conter. A briga no ataque também vai ser boa: Wallace Pernambucano ou Brocador? Ambos se fizeram até aqui extremamente decisivos para os seus times.

Por fim, uma ótima “briga” no gol protagonizada por dois promissores arqueiros. Mailson, no Sport, tentará segurar tudo para vencer seu primeiro Estadual (e título) como titular. Pelo alvirrubro, Bruno seguirá firme na ideia de ser uma parede para quando sua zaga for superada. Apesar da pouca idade, uma grande coincidência: ambos já conseguiram se tornar unanimidades para seus torcedores.

Verdade seja dita, que entre tantos cenários, o Sport poderá terminar com mais um título e com uma excelente referência de como estará preparado (ou não) para o início da Serie B.

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