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(Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

Ver um time começar o Brasileirão sendo goleado não é uma boa informação para os próximos dias e meses. Isso piora se temos como protagonista o rubro-negro pernambucano e como cenário o Brasileirão atual.

É óbvio que o técnico Nelsinho Baptista não tem dado a liga que todos queriam. O comandante pode ter passado muito tempo fora, pode ter algumas convicções (e quem não tem?) e vai errar mesmo (quem não erra?). O que não pode é cobrar dele sem olhar “o mapa” do Sport até o momento e responder como se ele tivesse um elenco para despontar. Tanto não tinha, que perdeu o “famoso” certame estadual. Gritar pela saída dele, neste momento, é o mesmo que ir pelo velho chavão de dar um “fato novo” ao grupo. E já na primeira rodada?

Por falar em fato, ter uma maior estrutura e ter um elenco com altos salários não carimbava que o Leão teria como certa a conquista do certame estadual. Seria muita inocência olhar para o time titular e para o banco de reservas, naquele momento, e concluir isso. A análise ultrapassava os limites da estrutura do clube, dos salários e passava, também, pela qualidade do elenco. Essa afirmativa de candidato ao título pernambucano em 2018 era boa para vender jornal, ganhar clicks e tomar uma boa cerveja gelada com os amigos nos bares do Recife. Fica a pergunta: como vencer algo que você não tem competência? Na incompetência dos outros? No papel, nem esse texto é escrito. Por falar nisso, deu no que deu, não?

Entretanto, e além de tudo, no futebol existe um contexto que na hora do gramado vale muito: a gana de vencer. Faltou isso, além de boas peças no grupo. Eita! E pensar que venho dizendo isso tem mais de ano.

Dinheiro (falta)

Ainda é necessidade do grupo fazer uma limpa? Sim! E deve acontecer dependendo das circunstâncias. Hoje eu vejo (ainda) um elenco limitado e que não tem como produzir algo diferente do que apenas disputar para se manter na elite do futebol. Afinal, não poderia ser diferente… sem dinheiro a gente mal consegue comprar um pão francês na padaria da esquina. Ou seja… A luta é grande e ainda “nem começou”.

Com dinheiro, a margem de erro pode ser grande e acontece muito no futebol. A percepção de todos fica com lastro menor por um simples motivo: o restante de um grupo tem variedade de peças para compor. Infelizmente, essa não será a realidade do Leão no difícil campeonato brasileiro de 2018.

Goleiro

Agenor não está no banco de reservas por pouco tempo e todo mundo se acomodou. Inclusive, a torcida. Até chegar outro goleiro, que deve vir, é encarar essa realidade ou a do ainda verde Mailson.

Paciência.

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