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Dois amistosos realizados na parada da Copa América e uma troféu para casa. Esse foi o balanço de uma vitória na Ilha e um empate, fora de casa, contra um time da Série A.

Porém, excetuando o excesso de bagagem pelo troféu conquistado, não há nada para “cantar a pedra” com tanta certeza nos próximos capítulos da Série B. Pelo menos por enquanto, estamos falando do CSA, que foi um adversário que anda pela tão indesejada zona do rebaixamento e que, infelizmente, é um dos candidatos desta lista. Mesmo sendo amistosa, a partida de ontem deixou interrogações… Futebol, afinal, é o momento.

Dos dois jogos é fato que podemos ter algumas constatações boas e algumas (digamos) dignas de dúvidas. No time titular, que Guto Ferreira colocou em campo, podemos enxergar que a turma parece que ficou um pouco acomodada com a lista dos onze iniciais. A cadeira cativa parece que “tá funcionando”. Mas isso se deve muito ao treinador, também, que tem investido muito na turma do G-11. Isso, inclusive, foi dito pelo técnico como fato normal (uma certa acomodação) em virtude do momento.

Na “boa contramão” da pista, temos alguns reservas que atuaram bem acima do que se esperava. Isso, claro, lembrando do grupo do G-11 acima, já me deixaria com uma pulga atrás da orelha se eu fosse um dos titulares e não me ditaria em ritmo de “sombra e água fresca” no decorrer dos próximos treinos e jogos. Inclusive, (e principalmente), para quem é titular na posição de Yan. O garoto entrou com força nos jogos mostrando que pode ser um dos titulares do comandante rubro-negro.

A volta para as disputas oficiais, na próxima semana, contra o São Bento, preocupa muito a torcida e a imprensa no tocante a parada. O medo tem origem em um passado recente que nem vamos citar aqui de tão assustador que foi.

De resto, o time tem um goleiro que pode-se confiar. Um reserva que, em tese, deveria atuar para que se testasse, até o final do ano (com a saída de Magrão será quase impossível dar ritmo e ver o atleta mostrar serviço), a sua capacidade.

Quanto a zaga, é um dos melhores setores que se constada: confiança é a palavra. Do meio para frente, precisa melhorar… Sammir mostra futebol, no momento que tem bola, mas continua lento e carente de mais “voltagem”.

Com Ezequiel, ao que parece, uma sobra também jovem pode lhe fazer bem. Anda fora do contexto inicial, que acostumamos ver no certame estadual. Quanto ao Guilherme, precisa mostrar mais equilíbrios nas suas atuações. Por falar nisso, não dá para ouvir que quando Guilherme joga o clube dificilmente perde e, ao final, ficar tranquilo. E quando não joga?

Para destacar o setor de ataque, Juninho voltou a comer a bola como antes (merece bons olhos do técnico). Lamentar é que Leandrinho, que deve mesmo ser aquele eterno reserva de Luxo do “Gordiola”. É o que dita o discurso do técnico subliminarmente.

Já o Hernane, vem sendo aquele atacante que não chama a atenção com técnica apurada (longe disso), mas viverá de bons momentos (se a torcida deixar). Tá em boa fase. Elton, me permitam, ainda não vejo inspiração para digitar algo fora do comum.

Olho no garoto Yan! Minhas apostas estão todas no garoto. Alguém contrário para apostar? As fichas estão na mesa.

(Fotos: Anderson Stevens/Sport Club do Recife)

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