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Patrick, um dos pilares do clube no Brasileirão, não ficou no Sport. (Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

Quando era criança, ouvia muito a fábula da lebre e da tartaruga e, hoje em dia, ela me parece muito apropriada para aplicá-la a realidade atual do Sport e sua política de contratações.

Segundo o conto infantil, o mamífero se gabava de ser o animal mais rápido da floresta, até encontrar-se com o réptil, que lhe desafiou em uma corrida. No dia seguinte, tendo a raposa como juíza, a disputa ia começar e, tão logo foi dada a largada, a lebre disparou na frente, mas a tartaruga não se abalou e continuou com seus passos lentos.

Excessivamente confiante na vitória, a lebre parou para dar um cochilo antes de passar pela linha de chegada e a tartaruga, devagar, mas sem parar, passou pelo mamífero. Ao acordar, a lebre voltou a correr efusivamente, mas ao chegar à linha de chegada, viu que a tartaruga tinha vencido a corrida e deste dia em diante a lebre virou uma piada em toda a floresta.

A arrogância da diretoria parece com a do coelho, com a falsa impressão de que na corrida pelos novos jogadores e na renovação dos atletas que interessam, as coisas vão de vento em popa, mas enquanto a diretoria dorme no ponto (ou debaixo da árvore), perdemos Patrick, em um “negócio amarrado”, além de vermos todos contratando menos o Sport. Se a diretoria tivesse trabalhando direito podíamos dizer que era a tartaruga, mas está longe disso.

Os passos lentos como de tartaruga só reforçam a ideia de que quem está lá não sabe patavinas de como fazer o Sport forte como sempre foi. O maior orçamento da história do clube foi transformado em um ano pífio com (acreditem) atrasos de dois salários agora no fim do ano. A excelência de achar que tem uma Ferrari, mesmo andando em uma Kombi desregulada foi a tona do ano e deve se repetir em 2018.

Para se fazer uma boa campanha do torneio nacional é fundamental saber que a briga será da décima segunda posição para baixo; o que vier acima disso é lucro. A vaga na Sul americana é o “título” a ser disputado pelo Leão, mesmo sabendo que em 2019 será chamado de estorvo. Não adianta acreditar que o Sport, cujos investimentos são de três a quatro vezes menores que as principais equipes do torneio, tem condições técnicas e financeiras para disputar de maneira igualitária com os esquadrões do eixo Sul/Sudeste do País.

Esse reconhecimento de “pequenice” pode ser a maior arma das duas equipes, pois reconhecendo essa questão poderá se portar como tal, sem medo de ser feliz. Arrogância nunca é bom e quando vem de quem está embaixo é muito pior; O Sport precisa tomar cuidado extra.

1 COMENTÁRIO

  1. Sport não tem dinheiro pra comprar os direitos do jogador já prefixados , acredito que por isso tentou o empréstimo e nesse cenário atleta e empresário preferiram não renovar.

Pratique Sport com a gente!