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Grupo: Onde estão os meias? (Foto: Willams Aguiar/Sport Club do Recife)

 

Observando as equipes do futebol brasileiro com menor poder aquisitivo, a bola parada virou fator decisivo de partidas. Além dela, as saídas pelos corredores, com velocidade, e o jogo lateralizado viraram uma alternativa para obtenção de postura ofensiva. No meio, os volantes compõem a marcação e a criação com saídas de jogo através de seu segundo homem. Clubes que possuem bons aportes financeiros, mesmo no sufoco, não abdicam do artifício usado pelos “menores”.

Em se tratando do Sport, o excesso no número de volantes está instaurado em relação ao número de atletas no setor de produtividade. Há algumas temporadas, o Leão da Ilha busca na pessoa do seu segundo volante, uma maneira de solucionar a falta de um camisa 10. Rithely, Patrick e Anselmo são alguns exemplos recentes de insistência leonina em um mesmo plano tático. Jogadores que, pela ausência de um armador, habilitam-se à frente. Sucessos à parte, o articulador não tem tanta responsabilidade defensiva e remete-se na transição rápida e inteligente com o ganho da bola.

O atual grupo de jogadores do Leão é composto por sete volantes: Deivid, Ferreira, Neto Moura, Fellipe Bastos, Nonoca, Jair e Marcão Silva. Em contrapartida, a concorrência acima, quando titulares, Michel Bastos e Marlone ensaiam armação de jogo sem propriedade no setor. O questionamento plausível de mudança da torcida rubro-negra não é a toa: para retornar com parâmetros de competitividade, o Leão precisa sair de sua mesmice. A postura aguerrida, por si só, não vai salvar o Sport nessa reta final de Campeonato Brasileiro. E olhe lá!

Na próxima terça-feira, a janela de transferências para equipes da Série A se encerra. Não podendo contratar mais atletas da elite e com a janela internacional fechada, será que nos clubes da Segundona e da Série C não existem os “meias de ligação”? Pelo que vimos nos últimos dias de contratações, as outras equipes só trabalham com volantes, atacantes e laterais, seguindo o Sport com a dependência de seus excessos.

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