[Opinião] “O futebol ainda não deve ser prioridade para retorno no Brasil”

O combate ao Covid-19 não é se restringe apenas ao público presente às arquibancadas (Foto: Anderson Stevens/Sport)

Por Mateus Schuler

Os tempos atuais nos fazem voltar ao fim do século retrasado e início do passado, com o índice alto de pandemias e doenças consequentes. No 2020 que vivemos, esperávamos que fosse um ano rico no âmbito esportivo, uma vez que seria realizada a Olimpíada de Tóquio, com o futebol brasileiro buscando medalhas importantes, dando sequência à conquista inédita do masculino no Rio de Janeiro, em 2016.

O primeiro trimestre deste ano nem chegou a ser completo quanto às atividades desportivas. Na metade de março, praticamente o mundo inteiro paralisou, com apenas os profissionais de atividades essenciais seguindo em atividade, pois a vida é o bem mais precioso que temos. Com isso, os jogadores ficaram sem jogar, os clubes viram as rendas diminuírem drasticamente e milhares de pessoas faleceram devido ao Covid-19.

Cá estamos nós, cerca de dois meses depois de tudo parar no Brasil, ainda sem definição quanto ao futuro. Quando teremos “normalidade” nos eventos que tanto nos entretiveram em outras ocasiões? Quando o torcedor vai voltar a poder cantar pelo seu time? Quando os atletas vão poder treinar em segurança, sem medo de se contaminar com o novo coronavírus?

Assim como a maioria dos internautas que votaram na enquete do Eu Pratico Sport, realizada no Twitter, concordo que não estamos aptos a retornar. O mundo ainda está respirando por aparelhos e os números do “genosuicídio” não conseguem ter estabilidade. No nosso país, por sinal, a curva de mortes evolui a cada dia, o que gera preocupação e ainda mais incertezas.