COMPARTILHAR

Grupo rubro-negro acredita em poder de ataque em Porto Alegre. (Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

Os resultados da rodada foram bem satisfatórios para as pretensões do Leão em 2019. Com exceção do Vitória, que empatou com o Corinthians, os outros resultados foram positivos para o desejo rubro-negro.

A corrida, por enquanto, ainda é nebulosa. É claro que a vitória contra o Vasco não dá para exclamar nada além do que os três pontos conquistados. Também pudera, o time ganhou do Inter, que busca o título de 2018, e logo em seguida levou um revés do Atlético Paranaense. Por outro lado, há uma melhora da confiança e o desejo de ir ao campo, em terras gaúchas, em busca do resultado positivo.

(Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

“Contra o Grêmio, temos que propor mais o jogo…” Winck.

 

A verdade é que tudo está aberto até então entre Sport e seus adversários. Se não dá para cravar algo mais positivo, também não dá para exclamar algo que desmereça o momento. Vencer o Vasco era algo obrigatório para o atual elenco permanecer com chances na tabela. Isso, claro, obrigou os concorrentes, na próxima rodada, para que vençam os seus desafios com o pior dos temperos: a pressão. E como a gente sabe, pressão é algo que muitos, no universo do futebol, não gostam de passar. Aliás, quem gosta?

Um alento que pode ser destacado são as últimas entrevistas na zona mista da Ilha do Retiro. Winck e Sander, dois dos entrevistados no último sábado, comungam das mesma opinião:  da necessidade de atacar o adversário independente da formatação que o adversário vá ao gramado.

 

(Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

“Não deixar somente que eles ataquem e que a gente somente defenda!” Sander.

.

É possível concluir o que faltava ao grupo (a confiança) e o que estava em excesso (pressão psicológica) estão na medida correta. O que carecia antes, ao que parece, tem inflado o peito dos jogadores nas declarações para a imprensa. Do lado inverso, o que tinha em demasia, por sorte, tem sumido do vestiário da Ilha do Retiro.

A verdade é que a cabeça manda e o corpo obedece em um estado de equilíbrio. E isso, pela lógica, tem sido a tônica de clubes que estabelecem bons resultados em fases parecidas com a do Sport no atual campeonato brasileiro. Outro exemplo que pode dar mais combustível ao clube pernambucano é o que vem acontecendo com um dos concorrentes, o Ceará. Como falei, o time de Fortaleza não tinha como ir até o final ganhando e surpreendendo todo o universo futebolístico. Até poderia, mas seria sair muita da curda do bom senso. Pelo últimos jogos, a curva parece que aponta para uma baixa de resultados.

Voltando ao Leão, fica a pergunta: dá para acreditar na confiança de atacar o Grêmio nos discursos dos atletas: Claro! Contudo, esses ataques não podem ser desproporcionais. O time já mostrou que “anda” melhor contra times que propõem jogos e o tricolor gaúcho se enquadra nisso. Assim, é bem mais fácil (se é que tão fácil) ir ao ataque e buscar algumas bolas no jogo desta semana no Sul do pais.

Por sinal, entrei em contato com gaúchos torcedores e amigos da imprensa de Porto Alegre e foram unânimes: a cabeça apenas olha a Libertadores e ninguém fala do Sport. Isso deve ser levado em conta e somado para o lado rubro-negro.

Que o técnico Milton Mendes saiba aproveitar essa vontade, a confiança do grupo e mesclar com a sabedoria de quem comanda um grupo que tem lá suas limitações já bastante conhecidas.

 

 

 

COMPARTILHAR
Artigo anterior[EPS TV] Giro de Notícias – o seu resumo diário sobre o Leão
Alessandro Matias
Ex- atleta de futebol do Sport e do Náutico nos anos 80 e 90. Tenho formação em comunicação, direito e marketing e fui blogger no portal GloboEsporte.com. Atualmente repórter e comentarista esportivo na Rádio Vicência FM e no site Eu Pratico Sport.

Pratique Sport com a gente!