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(Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife)

Wesley Silvali – Recife/PE

Mesmo vencendo o jogo com gol de natureza irregular, o torcedor do Sport tem muito que comemorar não só visando a vantagem na final do Pernambucano, mas também de uma forma geral, se antecipando ao desafio que está por vir. O principal do ano, com suas 38 rodadas e 19 adversários dispostos a alcançar o mesmo objetivo: o de estar na Serie A em 2020.

Perante a um time confiante, “invencível”, bem treinado e com boas peças vivendo seus melhores momentos na carreira, o Sport foi um gelo dentro dos Aflitos. Uma característica que já havia mostrado em Caruaru, contra o Central. Porém, ganhou notoriedade maior ontem. Os comandados de Guto Ferreira tiraram a existência de um jogo para os rivais, neutralizaram o adversário em campo e esfriaram as arquibancadas alvirrubras.

Por falar neles, eufóricos com o momento, a torcida do Náutico simplesmente parou. Estava em um jogo que seu time não jogou. Com exceção de uma falha na saída de bola e de um pequeno espaço de tempo em que explorou a zona direita com superioridade numérica, os alvirrubros figuraram em campo, perante a um Sport que não foi brilhante na atuação, mas foi perfeito em controlar o ambiente, travar o adversário e deixar o que teoricamente era um empecilho, em algo favorável.

Tais aspectos são importantes visando a Serie B porque é disso que a equipe precisará para se impor. O brilho é utopia, não existirá dentro de uma competição historicamente encadeada. Contudo, o controle perante a adversidade e a forma fria de se portar jogando baldes d’água em tudo que for hostil será uma (necessária) rotina.

Pela primeira vez no ano, o Sport foi um time com cara de imposição, com frieza e com controle. Dentro de uma partida em que de fato existiram parâmetros aceitáveis. Melhor que isso, é saber que o time atual ainda será encorpado com novos jogadores. Que poderá, através do trabalho de campo, ser ainda mais qualificado.

Qualidade de quem treina, união presente nos bastidores e as coisas acontecendo também fora de campo. Elenco em alto astral no dia a dia, e hoje, mais do que nunca, chances ainda maiores de levantar uma taça. O Leão, um ano depois de mudo, deu os primeiros sinais de que pode voltar a rugir.

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