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Ao contrário do que muitos pensam, eu era a favor de uma espera de resultados, dentro de campo, do técnico Nelsinho Baptista. Logo, posso falar com propriedade e com a isenção de quem queria a continuidade do trabalho do eterno ídolo rubro-negro. Defendia, assim com sempre faço com atletas e técnicos, ser válida a observação por mais tempo.

Nelsinho Baptista: “Existe um terrorismo aqui no Sport”. (Foto: Williams Aguiar/Sport)

Lembro que a minha tese era baseada em uma “nova pré-temporada” que o clube vivia naquele momento e, também, com os novos diretores e atletas que iriam chegar com o seu comando.

Houve tudo que já sabemos, e o técnico Nelsinho Baptista saiu da forma que foi. Na saída, me chamou a atenção uma afirmativa:”dentro do centro de treinamento existia um terrorismo instalado”. Segundo ele (subliminarmente), praticado pelos novos diretores e comandados por Guilherme Beltrão.

Acompanho os treinos semanais do Leão já faz um tempo e muita coisa mudou dentro do futebol. Entretanto, não era possível perceber algo diferente na gestão Nelsinho Baptista, pois o clima nos treinos era sempre o mesmo e com o detalhe da pouca variação de trabalhos. É fato que tenho limites a respeito das informações que recebo, e não estou, literalmente, dentro das vestiárias do Leão.

Contudo, voltando ao suposto “terrorismo”, me surpreende o perceptível clima bom antes e depois das movimentações nos dias atuais. Percebe-se jogadores brincando e rindo uns com os outros antes e depois dos treinamentos. Percebe-se, também, uma certa liberdade de movimentos na hora da descontração. Antes? Chegavam, treinavam e entravam nos aposentos privados do departamento de futebol.

A chegada de Claudinei Oliveira pode ter sido o ponto principal para uma mudança de “sistema”. Deu, ao meu ver, a libertação da ditadura “informal” que existia. Hoje, grande parte dos treinos são abertos e podemos acompanhar cada minuto do elenco profissional. Constata-se, ainda, que a turma está com fome de bola e com vontade de acertar. É como se estivesse com um novo horizonte e bem diferente para mirar ao final de uma corrida.

O comandante rubro-negro é, sem dúvida, o marco em um novo Sport dentro do próprio Sport. Como já tinha falado, existem vários “Sports” dentro do clube: do executivo e do departamento de futebol. Hoje, continuam os vários “Sports” lá dentro. Entretanto, o Sport do departamento de futebol é um só: da alegria, das boas perspectivas e o melhor, o do Sport com os pés no chão. Pode até não dar certo. Afinal, futebol não é ciência. E se fosse, estaria bem longe de ser uma exata.

Outra coisa certa é que um clima de terrorismo, assim com de um sistema ditatorial, não vai embora de uma hora. Curioso, não?

De qualquer forma, Nelsinho sempre vai ser lembrado, dentro do Sport, como aquele de 2008.

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