[Opinião] Zé Henrique: “Carnaval vermelho e preto”


(Foto: Sport).
Zé Henrique

O 2020 do Sport não vem sendo bom em vários aspectos. Se o time subiu pra série A, a crise financeira, técnica e de gestão chegaram com força na Praça da Bandeira. Depois da eliminação na Copa do Brasil, o Leão chega no sábado de Zé Pereira fora da zona de classificação do campeonato

Pernambucano (4 pontos atrás do Náutico e nove do Santa Cruz) e ameaçado na Copa do Nordeste de não se classificar.

Para os mais otimistas, isso é 2014 acontecendo de novo, mas a verdade é que é um dos piores começo de temporada do clube. A recuperação passa pelo novo técnico, que trouxe a psicologia para melhorar a moral do jogadores, está enxugando o elenco e indica mudanças na equipe.

Aliado ao trabalho diário, Daniel Paulista tenta desvencilhar o time da crise que ocorre na gestão do clube, onde o executivo e o conselho deliberativo parecem não se entender e passaram a trocar farpas públicas. A pressão por grandes jogadores é um calo para Milton, que ao ver os resultados não aparecendo, interferiu no trabalho de Guto, que terminou caindo.

Se tem uma coisa que o clima de carnaval pode curar (aliado a vitórias, claro) é parar com este discurso de “vontade de chorar” ao ver a situação do clube. Se há uma característica inerente ao Sport é a falta de humildade. Não combina com o Leão do Norte este discurso de lamentações. Que Milton erga a cabeça e estude o peito, afinal AQUI, é Sport, Pô***!!!

Nem tudo são lamentações, todavia. Dentre as saídas para aliviar elenco e caixa estão Juninho, que foi para o Guarani e Elton, a caminho do CSA. O primeiro faz tempo que virou um problema para o Sport. Envolvido em um caso de agressão e com temperamento complicado, o jovem não consegue desenvolver um bom futebol.

Ceará e Corinthians chegaram a tirá-lo da Ilha, mas o peso voltava para o Leão. Que se recupere e consiga sucesso longe da Ilha, porque aqui não terá paz e sempre haverá a sombra das polêmicas que se meteu. Elton é outro peso, só que este muito caro. Com 34 anos tem apenas 5 gols em 40 jogos e a coleção de atuações ruins e críticas pesadas. Não deixa saudade, mas um grande alívio por seguir outro caminho.

O Momo rubro-negro é de trabalho, pois o momento exige. Que o Sport ressurja forte e altivo como sempre foi, porque nessa nossa religião, ninguém segura o Sport, não.

O ponto de vista do colunista não reflete, necessariamente, a opinião do Site Eu Pratico Sport.