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(Foto: Sport)

 

Rithely chegou como uma aposta no Sport em 2011. Se no início foi carimbado pelo selo de “Ruimthely”, por ser estabanado e muito pouco regular, já mostrava qualidades técnicas. Era um volante polivalente, veloz e que chegava muito na área do adversário em chances reais de gol. É bem verdade que ele perdeu 90% destas oportunidades, mas mostrava algo, que na época, só Paulinho no Corinthians tinha.

Havia o vislumbre, a luz no fim do túnel que o camisa 21 poderia vir a ser um grande jogador. O jovem atleta oscilou (normal para um jovem), não obstante manteve-se firme e foi galgando degraus pouco a pouco. A curva ascendente deu uma guinada em 2014 quando da conquista da Copa do Nordeste e o ponto alto foi 2015, mas também o início de sua derrocada.

Começou o ano despertando o interesse do Internacional, mas ao não sair fez grande campanha no Leão ao lado de Diego Souza, Marlone, André, Elber e Hernane. Depois vieram Palmeiras, Corinthians, Atlético-MG e até uma proposta da China. Apesar de uma polpuda renovação de contrato com o Sport, apenas o corpo de Rithely ficou; sua cabeça já tinha ido.

Quando a cabeça se foi, o futebol a acompanhou e tudo aparentava que o compromisso também. O jogador mordedor, que corria, dava carrinho, atacava e defendia virou em pouco tempo uma figura prostrada em campo, fazendo o básico e tocando de lado. Como tem qualidade técnica, ainda se manteve por um bom tempo entre os 11 titulares, mas quando foi para o banco mostrou uma face nada agradável: aí se soube que não teria mais volta.

Passou a ser um jogador indiferente, de vazias palavras de amor e meras declarações em redes sociais. O atleta (ídolo para alguns) que vestiu a camisa do Sport com toda a reverência que ela merece tinha ido embora. O tornozelo impediu que o jogador sequer iniciasse a temporada 2018, mas, mesmo assim, Galo e Inter fizeram força para leva-lo; talvez “tenha” médicos melhores que nós.

Toda a história escrita não será apagada, mas o Sport não precisa de Rithely. Que vá e não volte. Deixe a lembrança, pois a emenda pode estragar o pouco do soneto que ainda nos faz gostar de ti!

Boa sorte!

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