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(Imagem: divulgação/FIFA)

 

Por Henrique Santos*

 

1930 – Uruguai

Campeão olímpico em 1924 e 1928, O Uruguai era apontado como grande favorito para essa copa. Jogando em casa, confirmou o seu favoritismo contra o país arquirrival do outro lado do rio.

1934 – Itália

Sem o Uruguai na disputa, e jogando em casa, a Itália foi uma das favoritas no torneio. A Itália acabou campeã olímpica em 1936, mantendo a base para 1938.

1938 – Itália

Mesmo jogando na França, mais uma vez sem a presença do Uruguai, a Itália chegou como favorita na Copa. Campeã do mundial anterior e atual campeã olímpica, conseguiu o bicampeonato mundial.

1950 – Uruguai

O grande favorito era o Brasil, mas o Uruguai estava de volta à Copa. Chegou também bem forte para a disputa, principalmente pela ausência da Argentina, que vinha forte nas edições da Copa América anteriores. Num grande clássico sul-americano, o Maracanazzo não foi tão surpreendente assim.

1954 – Alemanha

A Hungria tinha a melhor seleção da Copa. Campeã olímpica de 1952, tinha craques como Puskás. Uruguai era outro favorito. Mas ali surgia a competitiva Alemanha, que se transformou em favorito durante a disputa da Copa e que iniciou sua história nas Copas justamente nessa competição. A Hungria talvez seja a seleção mais favorita da história a não vencer a Copa. Mas a Alemanha fez uma Copa brilhante, goleando na semifinal por 6×1 a seleção austríaca. Já havia aplicado 4×1 na Turquia e depois 7×2 no mesmo adversário. Na final, virou o jogo para 3×2, depois de estar perdendo por 2×0 da forte Hungria. A Áustria veio a vencer a disputa de 3º lugar contra a forte Uruguai por 3×1, o que ratifica a força alemã.

1958 – Brasil

Com o surgimento dos garotos Pelé e Garrincha, e sem a presença de Itália e Uruguai na Copa, Alemanha, Suécia (donos da casa) e Brasil foram apontados como os grandes favoritos para a Copa. A Hungria perdera seus principais jogadores (entre eles Puskás), refugiados da grande guerra húngara de 1956, e foi bastante enfraquecida. União Soviética era outra favorita, tendo em vista a medalha de ouro olímpica de 1956, mas não passou das quartas-de-final, eliminada pela dona da casa. No fim, Brasil confirmou suas grandes exibições com o título merecido e se tornou o primeiro país a vencer uma Copa do Mundo fora de seu continente, feito esse que só voltaria a ocorrer em 2002, com o próprio Brasil vencendo na Ásia.

1962 – Brasil

Mantendo a base campeã de 1958, e jogando na América do Sul, o Brasil chegou ao Chile com status de favorito. A Iugoslávia, campeã olímpica de 1960 e vice-campeã europeia no mesmo ano também chegou bastante forte. A União Soviética, campeã europeia mais uma vez chegou favorita e novamente eliminada pelos donos da casa nas quartas-de-final. Tchecoslováquia surpreendeu a Iugoslávia na semifinal, chegando à final contra o Brasil, que confirmou seu favoritismo.

1966 – Inglaterra

Jogando em casa e uma das potências do futebol mundial, os Ingleses foram considerados um dos favoritos ao lado da Alemanha Ocidental e dos atuais bicampeões mundiais, o Brasil. A Hungria conquistara um bicampeonato olímpico imediatamente antes e depois daquela Copa e também chegava bastante forte. Portugal de Eusébio também chegara bastante forte. Na final, com arbitragem controversa, a Inglaterra fez 4×2 na Alemanha Ocidental.

1970 – Brasil

Brasil, ainda contando com Pelé, chegou ao México com status de grandes favoritos, ao lado da Inglaterra, atual campeão, da Itália, que fora campeã europeia 2 anos antes, e a sempre forte Alemanha Ocidental, que acabou campeã europeia em 1972. Uruguai, campeão sul-americano, também tinha um certo favoritismo. Na final, com exibição de gala de Pelé e companhia, o Brasil goleou a Itália e confirmou seu favoritismo na Copa disputada em seu continente.

1974 – Alemanha Ocidental

Jogando em casa, a Alemanha Ocidental de Franz Beckenbauer, campeã europeia de 1972, era apontada como uma das grandes favoritas para a Copa, ao lado de Brasil e do revolucionário carrossel holandês, que tinha como base os campeões da Champions League em sequência Feyenoord e Ajax (3). Numa final bastante equilibrada, os donos da casa vencem a Holanda de virada por 2×1.

1978 – Argentina

Jogando em casa, a Argentina tinha como força um grupo focado e incentivado pelo regime militar em vigor no país. Apesar de ser apontado como um dos favoritos por jogar em casa e ter na bagagem a hegemonia de conquistas na Copa América (12 contra 10 uruguaios na época), a Holanda chegara mais uma vez com status de favoritos, além de Brasil e Alemanha Ocidental, que já eram consolidados nas Copas e tinham grandes seleções na época. A base alemã ocidental havia sido vice-campeã europeia em 1976 e se tornaria campeã europeia em 1980. Na final, sem surpresas Argentina e Holanda duelaram, com os donos da casa levando vantagem.

Henrique Santos* é servidor público e mora em Brasília/DF.

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