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(Imagem: divulgação/FIFA)

 

Por Henrique Santos*

 

1982 – Itália

A primeira grande surpresa aconteceu nesta Copa. Espanha (donos da casa), Alemanha, Brasil e os atuais campeões argentinos eram apontados como grandes favoritos, com a ausência da Holanda. A Itália vivia um período conturbado por escândalos de compra de resultados, porém, durante a Copa a Itália fez uma primeira fase impressionante, empatando as 3 partidas contra Polônia, Peru e Camarões. Porém, conseguiu se classificar, caindo no grupo com Brasil e Argentina. Nesse triangular a Itália se transformou e venceu Argentina e Brasil de forma espetacular, com futebol surpreendente. Vale destacar que em momento algum esteve perdendo um jogo. Sempre esteve à frente no placar ou empatando. Feito esse que se repetiu até a final. A Itália vence e convence contra Polônia na semifinal por 2×0 e contra a Alemanha Ocidental na final por 3×1, após abrir um 3×0.

1986 – Argentina

Na era Maradona, jogando no continente americano, Argentina, Alemanha, Itália e Brasil foram apontados como grandes favoritos. França que chegava como campeã europeia e olímpica também viria forte. Nesta Copa, iniciou-se uma sequência de finais entre Alemanha Ocidental e Argentina, absolutamente equilibradas. A Argentina levou a melhor nessa Copa, que não teve surpresa na final, mas teve a surpreendente 1ª geração belga chegando à semifinal, sendo superada pelos campeões.

1990 – Alemanha Ocidental

A revanche. Assim foi apontada a final desta Copa na Itália, que mais uma vez teve como favoritos Argentina, Alemanha Ocidental, Itália e Brasil. A Holanda era a atual campeã europeia, porém decepcionou.

Na final, a Alemanha Ocidental deu o troco nos argentinos, jogando em continente europeu, levou a melhor e conquistou seu tricampeonato, igualando-se a Itália e Brasil.

1994 – Brasil

Nesta Copa, mais uma vez Alemanha, Brasil, Itália e Argentina chegam com vantagens. Argentina vinha de um título da Copa América. A Dinamarca surpreendera a Alemanha (já unificada) na Eurocopa de 1992.

Final sem grandes surpresas, Brasil x Itália fizeram um jogo fraco tecnicamente nos Estados Unidos, e nos pênaltis a rigidez tática e física de Parreira prevaleceu e nos pênaltis o Brasil conquistava seu sonhado tetracampeonato após 24 anos de jejum.

1998 – França

Jogando em casa, após um ótimo período na década de 80 com títulos europeu e olímpico, a França de Zidane foi apontada como possível favorita, ao lado de Brasil, Alemanha e Argentina. A Itália estava enfraquecida e vinha de fracassos no campeonato europeu e nas olimpíadas, onde foram lanternas do grupo.

Na esperada final entre Brasil x França, os donos da casa massacraram o Brasil e levaram o primeiro título.

2002 – Brasil

França (campeã do mundo e europeia), Brasil, Argentina e Alemanha eram as grandes favoritas. França e Argentina foram eliminadas logo na 1ª fase, enquanto que Brasil e Alemanha chegaram até a final. Brasil com Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho levou a melhor.

2006 – Itália

Brasil foi apontado como o grande favorito para esta Copa, ao lado dos donos da casa, a Alemanha por natureza. Argentina, campeã olímpica em 2004, viria com força. Mas a surpreendente Itália conseguiu um chaveamento favorável até a semifinal contra Austrália e a estreante Ucrânia. Na semifinal, eliminou a Alemanha na prorrogação, e na final, a França tornara-se favorita, após eliminar Espanha, Brasil e Portugal, porém, após atuação brilhante de Buffon, a Itália superou a França nos pênaltis, e pela segunda vez, a segunda envolvendo a Itália, uma Copa do Mundo foi decidida nos pênaltis.

2010 – Espanha

Base formada por Barcelona e Real Madrid, que despontavam como dois dos maiores times do planeta, a Espanha deixou de lado a fama de sempre decepcionar para chegar com status de favorita como campeã europeia, ao lado de Brasil campeão da Copa América e de Argentina, que tinha a base campeã olímpica e o melhor jogador do mundo Messi. Alemanha corria por fora. A atual campeã Itália não era considerada favorita, fato esse confirmado com os italianos eliminados na 1ª fase sendo lanterna de seu grupo que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia.

A surpreendente Holanda foi ganhando forma durante a Copa e chegou à final com incríveis 6 vitórias em 6 partidas, sem prorrogação, inclusive contra o Brasil nas quartas-de-final. A Espanha fez valer seu favoritismo e a geração de Iniesta, autor do gol do título, finalmente levantava uma Copa do Mundo.

2014 – Alemanha

Brasil (donos da casa), Espanha, Alemanha e Argentina foram apontadas como grandes favoritas para a Copa. Uruguai corria por fora. Dentro das quatro linhas, o que se viu foi a Espanha tomar um passeio e ser eliminada na 1ª fase, com direito a uma goleada sofrida por 5×1 de seu vice-campeão de 2010 logo na estreia.

Brasil, Alemanha e Argentina foram avançando, juntamente com a Holanda e chegaram às semifinais. Alemanha já mostrara um futebol bastante convincente o que a apontava como grande adversária do Brasil na luta pelo título. Fato confirmado na fatídica semifinal do Mineirão, na qual os alemães humilharam os brasileiros vencendo por 7×1.  Na outra semifinal, a Argentina eliminou a Holanda nos pênaltis. Na final, o favoritismo alemão se comprovou, com os europeus vencendo uma copa na América pela 1ª vez na história.

2018 – Quem vencerá essa disputa? Quem dançará o pagode russo ao final da Copa?

Na Copa da Rússia, Brasil e Alemanha chegam como os grandes favoritos. Um pouco abaixo, Argentina, França e Espanha também chegam com possibilidades reais. Destaca-se a ausência da Holanda (3º lugar em 2014) e da Itália, que confirma a decadência técnica a partir de 1994, com o ponto fora da curva em 2006.

Henrique Santos* é servidor público e mora em Brasília/DF.

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