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Diante de pouco público e sob muita pressão, Sport e Chapecoense entraram no gramado da Ilha do Retiro na luta pela reabilitação no Brasileirão 2018.

(Foto: Williams Aguiar/Sport)

A torcida pernambucana tinha alta expectativa nas mudanças que o treinador Claudinei Oliveira implementou. Entretanto, o Sport voltou a ser um time moroso e desorganizado taticamente. A Chapecoense soube explorar nossos erros e saiu na frente com gol de Wellington Paulista. Nos acréscimos da etapa final, Carlos Henrique empatou a partida, mas não minimizou a insatisfação do torcedor.

PRIMEIRO TEMPO

O jogo iniciou equilibrado e truncado pelo meio-campo. Com exceção de alguns cruzamentos na área, nenhum time conseguiu ameaçar o adversário até os 12 minutos. Após um chutão da defensiva da Chape, Osman escorou de cabeça e deixou nos pés do atacante Yann. Na sequência, ele deixou Deivid e Ronaldo Alves pra trás e cruzou pra Wellington Paulista abrir o placar.

O Sport demonstrou que sentiu o gol sofrido e não conseguiu articular jogadas ofensivas que conseguissem furar a forte defesa do time catarinense. Por outro lado, a defesa seguia confusa e desarticulada. Era tudo que a Chape queria! Com a vantagem no placar, eles esperaram o Sport subir para tentar contra-atacar em velocidade.

O Sport só conseguiu realmente ameaçar o gol adversário aos 34 minutos. Após cobrança de falta de Marlone, Fellipe Bastos subiu mais alto que todo mundo e cabeceou. A bola passou raspando a trave direita do goleiro Jandrei. Em seguida, novamente na bola parada pelo alto, Ronaldo Alves cabeceou forte, mas a bola quicou no gramado e saiu pela linha de fundo. Já nos acréscimos, mais uma jogada aérea foi finalizada por Fellipe Bastos de cabeça. Dessa vez, o goleiro defendeu sem dar rebote.

A primeira etapa terminou com muitas vaias da torcida e a sensação de que o Sport não conseguiu ser criativo nas jogadas ofensivas, nem tampouco seguro na defesa.

SEGUNDO TEMPO

Claudinei voltou pra etapa final com uma mudança radical: sacou o volante Deivid e colocou em seu lugar o atacante Rafael Marques. Com menos de três minutos, a mudança já se mostrou efetiva, pois aproximou os meias da área adversária. Após cruzamento de Sander, Carlos Henrique cabeceou pro meio e Gabriel chutou forte, mas a bola explodiu no volante Amaral. Aos sete, Gabriel recebeu uma outra bola após uma jogada aérea. O meia chutou com estilo, mas para fora.

O domínio das ações do jogo era todo do Leão no início do segundo tempo. Apesar disso, o repertório de jogadas ainda era muito curto, limitado a lançamentos longos e cruzamentos na área. Marlone era responsável pelas cobranças de bola parada. Aos 14, ele cobrou escanteio e Rafael Marques chegou na área em condições de finalizar, mas isolou a bola.

O treinador do Sport precisou mexer no time pra tentar mudar o cenário da partida. Mas as opções no banco de reservas não eram nada animadoras. Primeiro, Claudinei sacou Marlone e colocou Neto Moura no jogo. Em seguida, tirou Andrigo e acionou Hygor.

O Sport subiu com tudo, mas deixou espaços na defesa que a Chape tentou aproveitar. Aos 31, Canteros recebeu na entrada da área do Sport e chutou. Magrão espalmou pra fora. Após a cobrança de escanteio, Rafael Thyere finalizou com muito espaço na área e Magrão fez um milagre pra evitar o segundo gol dos visitantes.

A partida prosseguiu na mesma toada, com muita pressão do Sport, mas poucas chances reais de gol. Nos minutos finais, o Sport promoveu uma verdadeira blitz no ataque. Já nos acréscimos, Cláudio Winck cruzou da direita para a cabeçada certeira de Carlos Henrique que morreu no fundo das redes.

FIM DE PARTIDA

O empate tardio não amenizou a insatisfação do torcedor rubro-negro. O desempenho recente do Sport é lamentável e deixa evidente que essa partida não é um caso isolado. Um elenco limitado, sem motivação, com pouco empenho tático e sem comando técnico. Eis o caminho mais curto para o rebaixamento!

Já passou da hora de mudar os rumos pelas bandas da Ilha do Retiro.

FICHA DO JOGO

SPORT: Magrão; Claudio Winck, Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Deivid (Rafael Marques), Fellipe Bastos, Gabriel, Andrigo (Hygor) e Marlone (Neto Moura); Carlos Henrique. Técnico: Claudinei Oliveira.

CHAPECOENSE: Jandrei; Eduardo, Douglas, Rafael Thyere e Bruno Pacheco; Amaral, Marcio Araujo e Elicarlos (Orzusa); Yann (Canteros), Osman (Bruno Silva) e Wellington Paulista. Técnico: Gilson Kleina.

GOLS: Wellington Paulista (Chapecoense – 12’ 1T); Carlos Henrique (Sport – 46’ 2T).

PÚBLICO: 6.787

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