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Alex Amaral

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Graduado em Letras, leitor compulsivo, entusiasta das cervejas artesanais, fã de buchada de bode e apaixonado pelo glorioso Sport. Blogger, também, no site Canelada F.C.

Mesmo com um jogador a mais, Sport perde em casa pro Flamengo

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flamengo

O Sport não conseguiu tirar vantagem da expulsão de Lucas Paquetá e saiu derrotado. (Foto: Williams Aguiar/SCR)

 

Mesmo com um jogador a mais, desde os 15 minutos do segundo tempo, o Sport não conseguiu segurar o flamengo e saiu derrotado pelo placar mínimo.

Com aspirações distintas, Sport e Flamengo se enfrentaram na Ilha do Retiro, em partida válida pela 35ª rodada do Brasileirão. Os cariocas viajaram a Recife ainda de olho no título, mesmo sabendo que as chances de alcançar o Palmeiras eram remotas. Já o rubro-negro pernambucano almejava se afastar da zona de rebaixamento e se garantir na primeira divisão de 2019.

PRIMEIRO TEMPO

O jogo começou com o flamengo tentando tomar a iniciativa. O Sport, por sua vez, apresentava duas linhas defensivas bem compactas, buscando roubar uma bola e subir em contra-ataque com velocidade. A primeira dessas investidas foi aos 5 minutos, quando Mateus Gonçalves explorou a ponta esquerda e serviu Gabriel, mas a finalização saiu fraca e à direita da meta. O flamengo respondeu dois minutos depois. Após cobrança de falta, Maílson afastou a bola da área e Geuvânio arriscou o chute de longe, porém a bola foi por cima do travessão.

Passados os primeiros minutos, o Sport conseguiu equilibrar a partida. Aos 13, Gabriel sofreu falta de Cuéllar na entrada da área. Michel Bastos cobrou e exigiu que o goleiro César fizesse boa defesa. No rebote, o ataque leonino entrou em impedimento. Mas o Flamengo não estava morto. Após boa triangulação, Renê tocou para Vitinho na entrada da área. O atacante chutou forte, no cantinho, mas Maílson fez boa defesa e mandou para escanteio. Dois minutos depois, Vitinho e Renê novamente levaram perigo pra defesa do Sport. O cruzamento saiu errado, mas foi na direção do gol. Mais uma vez Maílson desviou pra fora.

O goleiro do Leão estava mais uma vez sendo primordial, mas aos 27, ele fez uma reposição de bola insegura e deu a bola no pé do adversário. Para sua sorte, a finalização foi precipitada e saiu pela linha de fundo. O susto não desmotivou o Sport, que continuava insistindo pelas laterais. Winck e Mateus foram muito acionados, mas o último passe não chegava até o comando do ataque. Numa dessas jogadas, o goleiro César também assustou seus companheiros e betu roupa. Hernane acompanhava o lance, mas não alcançou o rebote.

O primeiro tempo seguiu com muitos toques de bola pelo meio e poucas chances reais de gol de ambos os lados. Parecia que os dois times careciam de um jogador mais criativo no meio-campo. Antes do final da etapa, Vitinho ainda deu um susto na torcida local. Ele pedalou pela ponta esquerda e finalizou, mas a bola desviou na zaga. Do lado do Sport, Michel Bastos recebeu no comando de ataque, girou como um centroavante, mas chutou muito alto.

SEGUNDO TEMPO

As duas equipes retornaram para a segunda etapa sem alterações. O Flamengo tentou mostrar mais disposição, arriscando chutes de longe aos 5 minutos com Vitinho e aos 6 com Geuvânio, mas Maílson mostrou segurança. Já o Sport explorava as laterais. Aos 9, Mateus inverteu da esquerda para direita e achou Cláudio Winck livre. O lateral cabeceou pro meio, mas César interviu antes que qualquer atacante escorasse pro gol.

Aos 15 minutos, Lucas Paquetá fez uma falta proposital para parar um contra-ataque do Sport, tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. Ainda assim, Dorival Júnior colocou seu time pra cima, acionando Éverton Ribeiro e Berrío nas vagas de Geuvânio e Henrique Dourado. Logo em seguida, Mateus Gonçalves teve a principal chance de gol do Sport. Em velocidade, o atacante infiltrou na área e finalizou, mas Rhodolfo se recuperou bem e interceptou o chute.

O Flamengo manteve sua postura de explorar o lado direito da defesa do Sport. Aos 23, Vitinho fez boa jogada individual, mas finalizou longe do gol. O Leão reagiu com Mateus também pelas pontas. Ele cruzou na cabeça de Hernane, mas a bola foi pra fora. Foi o último lance do Brocador, que foi substituído por Marlone.

A superioridade numérica não se reverteu em posse de bola pro Sport. Mesmo com um a menos, o Flamengo tinha mais domínio da partida. Faltava ao Sport mais velocidade na armação dos contra-ataques. Já o time carioca quase abriu o marcador aos 33 minutos. Berrío recebeu cruzamento na área de Éverton Ribeiro e cabeceou na trave. A bola caprichosamente voltou nos braços de Maílson, que a repôs em jogo rapidamente. Fellipe Bastos puxou o contra-ataque e arriscou um chute forte de longe. A bola quicou na frente do goleiro, mas César fez a defesa com dificuldade. No rebote, Mateus Gonçalves chutou mais uma vez pra fora.

A falta de ofensividade do Sport, mesmo com um jogador a mais, foi punida aos 36 minutos. Após cobrança de escanteio, Willian Arão subiu mais alto que todo mundo e desviou pra fazer o gol do flamengo. Somente após ficar em desvantagem no marcador, o Sport tentou impor mais volume de jogo. Entretanto, as investidas se resumiam a cruzamentos na área. A pressão foi grande, mas nenhuma grande chance de gol foi criada.

FIM DE PARTIDA

A derrota foi um duro golpe nas pretensões do Sport na luta contra o rebaixamento. Agora, o torcedor precisa secar os adversários diretos e esperar uma mudança de postura técnica do time para os três jogos finais do campeonato.

FICHA DO JOGO

SPORT: Maílson; Cláudio Winck, Ronaldo Alves, Adryelson e Ernando; Marcão (Fellipe Bastos), Jair e Michel Bastos (Matheus Peixoto); Gabriel, Mateus Gonçalves e Hernane (Marlone). Técnico: Milton Mendes.

Flamengo: César; Léo Duarte, Rhodolfo, Réver e Renê; Cuéllar, Willian Arão e Lucas Paquetá; Geuvânio (Berrío), Vitinho (Piris da Motta) e Henrique Dourado (Éverton Ribeiro). Técnico: Dorival Júnior.

GOL: Willian Arão (flamengo – 36’ 2T).

PÚBLICO: 26.005

Sport vence Ceará e deixa a zona de rebaixamento

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O Leão confirma bom momento e vence a terceira partida seguida. A vítima da vez foi o Ceará.

Ceara

Gabriel marcou o gol da vitória e comemorou junto à torcida do Leão. (Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)

O clima de empolgação era evidente entre a torcida do Sport. Caso vencesse o Ceará, pela 32ª rodada do Brasileirão, o Leão finalmente deixaria a zona de rebaixamento. A torcida fez seu papel e lotou a Ilha do Retiro. Em campo, os jogadores corresponderam e conquistaram a terceira vitória consecutiva, colocando o Leão em 16º lugar, dois pontos à frente do Vitória.

PRIMEIRO TEMPO

A festa da torcida do Sport começou antes mesmo de a bola rolar na Ilha do Retiro e o clima positivo contagiou os jogadores, que buscaram o domínio da partida desde o início. Apesar disso, a primeira chance real de gol só saiu aos 10 minutos de jogo. Winck tocou de letra e deixou Gabriel em condições de finalizar na entrada da grande área. O chute saiu potente, mas o goleiro do Ceará fez boa defesa e mandou para escanteio.

O Sport continuou pressionando os cearenses, principalmente com jogadas armadas pela lateral-direita. Enquanto isso, o time de Lisca tentava sem muito sucesso encaixar um contra-ataque certeiro. As ações ofensivas do Ceará se limitavam a chutas de longa distância, como o de Calysson aos 20 minutos, que saiu alto demais.

Enquanto isso, o time da casa insistia nas jogadas pela ala e nos cruzamentos pra área. A defesa do Ceará teve muito trabalho, mas conseguiu segurar a pressão rubro-negra. Assim, o jogo ficou truncado e nervoso. Bom para o time visitante, que parecia satisfeito com o empate. Em resumo: o Sport controlava a partida, mas não conseguia criar chances reais de gol.

Quando o primeiro tempo caminhava para seu final, o Ceará chegou a ameaçar o gol num contra-ataque puxado por Arthur. O centroavante alvinegro carregou a bola com velocidade e chutou forte. Mailson defendeu e mandou para corner. Na cobrança, a bola sobrou pra Tiago Alves, mas o zagueiro cearense não alcançou a pelota. Nos acréscimos, o Ceará fez mais uma jogada de perigo com Leandro Carvalho, que cortou pra dentro e chutou pro gol. Mais uma vez, Mailson defendeu com segurança.

SEGUNDO TEMPO

A partida recomeçou com o Ceará um pouco mais ofensivo, tentando tomar mais iniciativa na partida. Porém, essa atitude custou caro aos visitantes com apenas 7 minutos jogados. No contragolpe, Mateus Gonçalves foi à linha de fundo e cruzou para Hernane. O centroavante finalizou de virada, mas o goleiro Everson espalmou. No rebote, Gabriel mandou pro fundo da rede e abriu o marcador. Os jogadores do Ceará reclamaram muito com a arbitragem, mas Gabriel não estava em posição de impedimento. Gol legal do Leão!

O gol deixou o jogo mais aberto. Aos 15 minutos, Arthur mais uma vez conduziu em velocidade e chutou de fora da área. A bola chegou a resvalar no travessão e deu um susto na torcida rubro-negra. Sentindo o bom momento, aos 21, Lisca fez duas alterações ao mesmo tempo e deixou seu time mais ofensivo com Cardona e Felipe Azevedo.

Com a vantagem no marcador, o Sport se fechou e passou a explorar os erros do adversário. Aos 26, após roubada de bola no meio-campo, Gabriel mais uma vez apareceu dentro da área adversária para finalizar. Ele tirou do goleiro, mas a bola saiu pela linha de fundo. Por pouco, Hernane não desviou pra rede. Aos 29, foi a vez de Hernane infiltrar com perigo e finalizar para a defesa de Everson. No rebote, o Brocador teve outra chance de marcar, mas foi bloqueado.

Os contra-ataques do Sport continuaram levando perigo ao gol do Ceará. Aos 32, Michel Bastos interceptou o passe adversário e lançou Mateus Gonçalves. O atacante driblou pela esquerda e tocou pro meio da área, mas ninguém aproveitou a chance. O Ceará tentou responder, entretanto se limitava a lançamentos longos e bolas alçadas na área. Num desses lances, Leandro Carvalho acertou um chute de primeira, mas a bola subiu demais e perdeu-se pela linha de fundo.

A pressão cearense aumentou nos minutos finais da partida. Aos 42, Felipe Azevedo quase fez valer a chamada “lei do ex”. A finalização desviou em Adryelson e foi pra fora. Aos 46, Mateus Gonçalves teve a chance de matar a partida. O veloz atacante chegou à área, mas foi bloqueado pela zaga antes de finalizar. O drama seguiu até o final com uma verdadeira blitz do Vozão, mas a boa atuação da defesa garantiu a vitória do Leão.

FIM DE PARTIDA

Foi uma festa bonita na Ilha. Teve fogos de artifício, incentivo da torcida do início ao fim e uma atuação segura no gramado. O time de Milton Mendes chegou à terceira vitória consecutiva e finalmente saiu da zona de rebaixamento. O Sport literalmente ressuscitou no campeonato e agora tem pela frente mais seis jogos decisivos para confirmar a permanência na Série A.

É preciso manter o foco, a pegada forte e a disciplina tática que caracterizaram essas últimas partidas do Sport.

FICHA DO JOGO

SPORT: Mailson; Cláudio Winck, Ernando, Adryelson e Raul Prata; Marcão, Jair e Michel Bastos; Gabriel (Fellipe Bastos), Mateus Gonçalves e Hernane (Rogério). Técnico: Milton Mendes.

CEARÁ: Everson; Fabinho, Tiago Alves, Luiz Otávio e Felipe Jonatan; Juninho, Pedro Ken (Cardona), Ricardinho (Eder Luis) e Calysson (Felipe Azevedo); Arthur e Leandro Carvalho. Técnico: Lisca.

GOL: Gabriel (Sport – 7’ 2T).

Em partida emocionante, Sport bate o Grêmio em Porto Alegre

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Fora de casa, o Sport venceu por 4×3 o time reserva do Grêmio.

Grêmio

Jair marcou duas vezes na vitória do Sport. (Foto: Lucas Uebel – Grêmio FBPA)

O Grêmio optou por ir a campo com um time alternativo, uma vez que está envolvido com as semifinais da Libertadores. Já o Sport vinha de vitória em casa, mas continuava sob pressão na zona de rebaixamento. Esse era o cenário da partida que contou com sete gols e muita emoção do início ao fim.

PRIMEIRO TEMPO

O Sport iniciou a partida com marcação forte. Já nos primeiros minutos, Michel Bastos e Jair chgaram a arriscar chutes de longe, mas não acertaram a meta gremista. Aos 7 minutos, veio o resultado da boa atuação inicial. Winck fez bela jogada pela direita e sofreu falta de Kannemann. Michel Bastos levantou na área para a cabeçada certeira de Jair. Merecidamente, o Sport abriu o marcador.

Atrás no marcador, o time da casa veio pra cima do Leão. Aos 11 minutos, o lançamento de Juninho Capixaba na área alcançou Thaciano, mas o jovem goleiro Mailson fez boa intervenção e evitou o empate tricolor. Aos 20 minutos, Kaio lançou o centroavante Thonny Anderson que dominou e chutou, mas foi interceptado por Adryelson. A bola saiu pela linha de fundo em escanteio para o Grêmio. Na cobrança, Douglas colocou na cabeça de Bressan, mas o desvio passou raspando a trave do Sport. O Grêmio continuou no ataque e, aos 26, Bressan tabelou com Thaciano e chutou. Mailson desviou com as pontas dos dedos.

O Sport respondeu à ofensiva gremista com um golaço de Mateus Gonçalves. Ele roubou a bola na defesa, conduziu pelo meio-campo, tabelou com Hernane e apareceu na entrada da área, de frente pro goleiro Paulo Victor. Com tranquilidade, o atacante escorou pro fundo da rede e ampliou a vantagem do Sport no placar para 2×0.

O Grêmio não se assustou com o segundo gol do Sport e continuou atacando. Aos 37, conseguiu diminuir a vantagem do Sport. Após cruzamento na área, Mailson tirou de soco. A bola sobrou pra Matheus Henrique que tentou chutar de primeira, mas furou. A bola chegou a resvalar em seu braço e ainda ficou com o meia tricolor, que finalizou novamente de pé esquerdo e marcou o gol. Os jogadores do Sport reclamaram muito da arbitragem, mas o gol foi validado.

O gol empolgou os atacantes gaúchos e deixou a defesa pernambucana um pouco desestabilizada. Aos 43, Kaio recebeu cruzamento na área sem marcação, mas cabeceou pra fora. Apesar do aperreio, o Sport conseguiu segurar a vantagem até o intervalo.

SEGUNDO TEMPO

A segunda etapa começou com equilíbrio. O Sport tentou manter a bola no campo de ataque, mas esbarrava na boa marcação do Grêmio. Aos poucos, o time da casa retomou o controle da partida e aos 6 minutos o lateral Madson infiltrou na área e foi derrubado por Mateus Gonçalves. Juninho Capixaba cobrou o pênalti e empatou o jogo.

Menos de um minuto depois, o Sport respondeu e marcou o seu terceiro gol. Sander recebeu na lateral-esquerda e cruzou pra área. Gabriel veio de trás e surpreendeu os zagueiros gremistas. De cabeça, ele recolocou o Leão à frente do marcador.

A vantagem do Leão também durou pouco. Aos 13 minutos, Madson recebeu novamente na área e tocou para Thonny Anderson deixar tudo igual novamente. Milton Mendes percebeu que o lado esquerdo perdeu poder de cobertura e colocou Rogério no lugar de Mateus Gonçalves.

O jogo continuou muito emocionante e, aos 18 minutos, o Sport voltou a ficar na frente do placar. Michel Bastos cobrou falta quase do meio-campo. Jair recebeu na área, dominou e fez seu segundo gol na tarde.

O Sport reforçou seu sistema defensivo com a entrada de Fellipe Bastos no lugar de Hernane. A partir daí, a partida se resumiu a um ataque contra defesa. O Grêmio pressionou muito e o Sport perdeu o poder de contra-atacar. Renato Gaúcho até reforçou seu ataque com Marinho, mas o bom posicionamento defensivo do Sport fez com que o time da casa não conseguisse criar chances reais de gol.

Somente no finalzinho do jogo, o Grêmio chegou perto do empate. Aos 47, depois de uma rebatida na área, Pepê conseguiu finalizar com perigo. A bola passou a centímetros da baliza defendida por Mailson e se perdeu pela linha de fundo. Pepê chegou perto de novo de empatar aos 49, mas Maílson fez grande defesa e evitou. No último lance do jogo, Marinho cobrou escanteio e Thonny Anderson cabeceou pra fora.

FIM DE PARTIDA

Apesar dos três gols sofridos, o sistema defensivo do Sport esteve muito bem. Milton Mendes teve muito mérito em armar um ferrolho, com duas linhas de 4 jogadores defendendo. Até mesmo os jogadores de frente apoiavam a defesa quando estavam sem a bola. Além disso, o treinador rubro-negro conseguiu fazer com que seus comandados armassem bons contra-ataques.

Tudo isso se refletiu no marcador elástico. Foi uma bela vitória que deixa o Sport mais próximo de sair da desconfortável zona da degola.

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FICHA DO JOGO

GRÊMIO: Paulo Victor; Madson, Bressan, Kannemann e Marcelo Oliveira (Marinho); Matheus Henrique, Thaciano (Jean Pyerre), Kaio (Pepê), Douglas e Juninho Capixaba; Thonny Anderson.

SPORT: Mailson; Cláudio Winck, Adryelson, Ernando e Sander; Marcão, Jair (Nonoca) e Michel Bastos; Gabriel, Mateus Gonçalves (Rogério) e Hernane (Fellipe Bastos).

GOLS: Jair (Sport – 7’ 1T), Mateus Gonçalves (Sport – 29’ 1T), Matheus Henrique (Grêmio – 37’1T), Juninho Capixaba (Grêmio – 6’ 2T), Gabriel (Sport – 7’ 2T), Thonny Anderson (Grêmio – 13’ 2T), Jair (Sport – 18’ 2T)

PÚBLICO: 13.842 torcedores.

Com emoção, Sport vence Internacional de virada

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Mateus Gonçalves salva o Sport na Ilha. (Foto: Williams Aguiar)

 

Após sair atrás no marcador, o Sport encontrou forças para virar pra cima do Internacional e somar três pontos importantes para a sequência da Série A.

 

Milton Mendes conseguiu corrigir os problemas defensivos da sua partida de estreia e o Sport fez um bom jogo, diante do Internacional, um dos candidatos ao título do Campeonato Brasileiro. Após um primeiro tempo morno, os dois times voltaram dispostos a vencer na etapa final. O Inter abriu o marcador, mas o Sport não desanimou e buscou a virada. A vitória ainda não foi suficiente para tirar o Sport do Z4, mas deu um bom ânimo para a próxima partida contra o Atlético-PR, em Curitiba.

PRIMEIRO TEMPO

O Sport começou a partida propondo a maioria das ações ofensivas. Entretanto, os erros de passe e a insistência em lançamentos longos prejudicaram o desempenho do time rubro-negro. Por isso, o primeiro chute a gol do Leão só saiu aos 10 minutos. Após erro de passe de Patrick, Michel Bastos tentou surpreender o goleiro colorado, mas chutou para fora.

Aos 15, após erro de passe de Camilo, o Sport encaixou um contra-ataque veloz e perigoso. Mas o último passe de Michel Bastos, que colocaria Mateus Gonçalves na cara do gol, demorou um pouco e o pegou em posição de impedimento. Apesar das limitações técnicas, o Sport continuou dominando a partida. Aos 21, Michel Bastos fez bom lançamento pra Gabriel, que se desvencilhou da marcação e cruzou na área. Marlone chegou um pouco atrasado e a zaga do Inter afastou.

O Sport continuou com mais posse de bola e tentando criar chances de gol. Mas a defensiva do Internacional se manteve bem postada e conseguiu conter as tentativas do ataque do Leão. Assim, o primeiro tempo seguiu sem chances reais de gol para nenhum dos dois lados.

SEGUNDO TEMPO

O Internacional começou mais ligado no segundo tempo. Já no primeiro minuto, Rodrigo Dourado conseguiu roubar uma bola no meio-campo e serviu Patrick na entrada da área rubro-negra. Magrão defendeu a finalização e salvou o Sport. Nesses primeiros minutos, o Inter esboçou uma pressão, mas logo o Leão retomou o controle da partida. Porém, os erros no último passe continuaram comprometendo as investidas do Sport.

O treinador colorado percebeu essa dificuldade do time da casa e colocou em campo o veterano D’Alessandro, com o intuito de dar qualidade no toque de bola e na criatividade. Aos 13, o argentino puxou contra-ataque e quase abriu o marcador. Para sorte da torcida local, a finalização saiu um pouco alta demais. A resposta do Sport veio com Michel Bastos, que carregou a bola desde a intermediária e finalizou para a defesa de Marcelo Lomba.

Aos 21, a ousadia de Odair Hellmann foi recompensada. Após dois erros de passe seguidos de Raul Prata, D’Alessandro recebeu de frente pra área e deu uma assistência primorosa para Nico López. O atacante só precisou finalizar pra abrir o marcador.

Com a desvantagem, o Sport tentou ser mais ofensivo e acionou Rafael Marques. Aos 32, Mateus quase empatou a partida sem querer. O cruzamento fez uma curva na direção do gol, mas Lomba conseguiu desviar pra escanteio. Na cobrança, o jovem zagueiro revelado pela base rubro-negra Adryelson subiu mais alto que todo mundo e cabeceou pro fundo gol e deixou tudo igual no placar.

O gol de empate empolgou o Sport e até o volante Marcão arriscou subir e finalizar em gol. A bola desviou na marcação e saiu pela linha de fundo. A pressão rubro-negra continuou e o Inter respondia timidamente com finalizações de longe, mas sem perigo. A virada do Leão veio após boa roubada de bola e excelente passe de Michel Bastos para Mateus Gonçalves. O jovem atacante finalizou com precisão e virou a partida.

O Internacional ainda buscou o empate a todo custo, com muitas bolas cruzadas na área do Sport. Mas a dupla Ronaldo Alves e Adryelson estavam bem afinados e conseguiram segurar a pressão. A última chance colorada veio com uma falta frontal no limite da grande área. A cobrança de Fabiano explodiu na zaga do Leão. No contra-ataque, Michel Bastos ainda teve a chance de ampliar, mas finalizou mal.

FIM DE PARTIDA

Pro torcedor do Leão, pouco importou a atuação morna no primeiro tempo. Somar três pontos contra um time qualificado como o do Internacional dá um pouco de alívio e ânimo pros próximos jogos. Apesar da vitória, o Sport continua na zona de rebaixamento e precisa usar esse bom resultado como motivador para emplacar uma boa sequência no campeonato.

FICHA DO JOGO

SPORT: Magrão; Raul Prata, Ronaldo Alves, Adryelson e Sander; Marcão (Fellipe Bastos), Jair e Marlone (Rafael Marques); Gabriel (Matheus Peixoto), Mateus Gonçalves e Michel Bastos. Técnico: Milton Mendes.

INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Fabiano, Klaus, Emerson Santos e Iago; Rodrigo Dourado, Patrick e Camilo (Charles); Nico López, Rossi (D’Alessandro) e Pottker (Jonatan Álvez). Técnico: Odair Hellmann.

GOLS: Nico López (Internacional – 21’ 2T), Adryelson (Sport – 33’ 2T), Mateus Gonçalves (Sport – 42’ 2T)

PÚBLICO: 9.979 torcedores.

Sport equilibra partida, mas perde para o Palmeiras na Ilha

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O Palmeiras poupou parte do seu elenco, mas mesmo assim arrancou uma vitória pelo placar mínimo, com gol de Willian.

Palmeiras

Foto: Williams Aguiar / Sport Club do Recife

O Palmeiras veio a Recife com um time misto para enfrentar o Sport na Ilha do Retiro. A torcida compareceu em peso e apoiou bastante o time. Tudo estava bem desenhado para o Leão faturar mais três pontos importantes na luta contra o rebaixamento. Mas faltou ao time de Eduardo Baptista muita qualidade técnica no ataque e, sobretudo, segurança na defesa.

PRIMEIRO TEMPO

Nenhum dos dois times estavam muito dispostos a se expor no início do jogo, mas o Palmeiras foi o primeiro a ameaçar o gol adversário. Após a zaga do Sport errar o tempo de bola, Deyverson chutou forte de primeira, porém Magrão fez grande defesa. O Sport, por sua vez, sentia muita dificuldade para chegar ao gol palmeirense. Somente aos 15 minutos, Morato recebeu a sobre de um desvio na zaga e chutou para a defesa de Jailson. Apesar de o lance ter sido perigoso, o auxiliar já havia apontado a posição irregular do atacante rubro-negro.

Por conta de uma lesão, Felipão foi obrigado a mexer no seu time antes dos 30 minutos do primeiro tempo. Lucas Lima saiu e, no seu lugar, entrou o venezuelano Alejandro Guerra. Mesmo com um novo atacante, o Palmeiras não chegou a ser ofensivamente eficiente. O mais perto que eles chegaram do gol de Magrão foi num chute cheio de estilo de Felipe Melo, aos 39. A bola saiu forte, mas subiu muito e saiu pela linha de fundo.

Quem gosta de futebol vistoso ficou frustrado com esse primeiro tempo. Teve muita briga e vontade de ambos os lados, entretanto faltou qualidade técnica para criar chances reais de gol.

SEGUNDO TEMPO

O Palmeiras voltou mais ligado pra segunda etapa. Já no primeiro minuto, Durval fez falta violenta em Deyverson. Thiago Santos cobrou rápido para Guerra que finalizou livre, mas Magrão fez uam defesa brilhante com o pé direito. Apenas um minuto depois, Ronaldo Alves falhou feio e Deyverson apareceu livre na entrada da área. A finalização assustou a torcida do Sport, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora.

Após os sustos, o Sport resolveu tomar mais iniciativa no jogo, mas por isso acabou deixando muitos espaços pro Palmeiras contra-atacar. Marlone chegou a ser muito acionado pela direita, mas sem alguém criativo por perto para articular, as jogadas acabavam sempre em cruzamentos na área sem muito perigo.

Felipão tentou dar mais qualidade ofensiva pro seu time e colocou em campo Dudu pela ponta-direita. Com isso, inverteu-se a iniciativa do jogo e o Sport passou a tentar aproveitar os contra-ataques. Num deles, Neto Moura roubou uma bola no meio-campo e arriscou de longe. Jailson fez uma defesa muito difícil e mandou pra escanteio.

Após o escanteio, o Sport esboçou uma pressão e subiu de produção com o apoio massivo da torcida. Aos 23, Ernando pegou um rebote em condições de finalizar, mas mandou a bola pra fora. Eduardo Baptista sentiu o bom momento do time e mexeu duas vezes na sequência. Morato deu lugar para Matheus Peixoto e Cláudio Winck entrou no lugar de Ronaldo Alves.

Apesar de ter aumentado o poder de ataque do Sport, as mudanças táticas de Eduardo deixaram o jogo bastante aberto. A defensiva alviverde se manteve segura, mas do lado rubro-negro a segurança nunca foi uma qualidade da defesa. Felipão percebeu isso e colocou Willian em campo. Após cobrança de escanteio, aos 35, Gómez cabeceou e Magrão foi buscar no cantinho. No rebote, Willian marcou o gol no seu primeiro toque na bola. Foi um gol que refletiu quem tem mais qualidade no elenco.

Com a desvantagem no placar, os ânimos dos jogadores e da torcida se exaltaram. Winck passou a ser muito vaiado porque falhou na jogada que originou o escanteio que gerou o gol palmeirense. Já aos 41 minutos, o árbitro marcou falta perigosa a favor do Leão, na entrada da área. Winck quis cobrar, mas Marlone discutiu acintosamente com ele e assumiu a responsabilidade da cobrança. A bola saiu alta demais.

Nos acréscimos, o Sport pressionou e cruzou muitas bolas na área, mas não conseguiu empatar a partida. Chegou até a reclamar um pênalti não marcado, porém não convenceu a arbitragem. Foi mais uma derrota em casa que pode custar muito caro ao Leão.

FIM DE PARTIDA

Foi um jogo que expressou bem o quanto custa um planejamento de elenco mal feito. O Palmeiras veio com time misto e o Sport equilibrou a partida. Mas quando Felipão acionou alguns de seus titulares, a qualidade técnica falou mais alto. O Palmeiras marcou o gol na oportunidade que teve. Já o Sport não conseguia articular jogadas de ataque, seja com a bola rolando ou com a bola parada. Diante de tanta fragilidade do elenco, a cada rodada o rebaixamento do Sport parece cada vez mais iminente.

FICHA DO JOGO

SPORT: Magrão, Ernando, Ronaldo Alves (Cláudio Winck), Durval e Sander; Marcão, Jair e Neto Moura (Pardal); Marlone, Morato (Matheus Peixoto) e Rogério. Técnico: Eduardo Baptista.

PALMEIRAS: Jaílson, Victor Luís, Luan, Gustavo Gómez e Mayke; Felipe Melo, Jean (Willian), Thiago Santos, Lucas Lima (Guerra) e Hyoran (Dudu); Deyverson. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

GOLS: Willian (Palmeiras – 35’ 2T).

PÚBLICO: 18.681.

Sport se defende bem diante do Corinthians, mas sofre virada no final

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Apesar de sair na frente do placar, o Sport não conseguiu segurar o resultado e tomou dois gols do Corinthians no segundo tempo.

Corinthians

Foto: Rodrigo Gazzanel / Sport Club Corinthians

O Sport viajou a São Paulo para enfrentar o Corinthians pela 25ª rodada do Brasileirão. Na zona de rebaixamento, a pressão já não é mais novidade pro elenco rubro-negro. Do outro lado, o técnico Jair Ventura também não tinha vida fácil e buscava sua primeira vitória no comando do Timão.

PRIMEIRO TEMPO

A partida começou com muita disputa no meio-campo entre as duas equipes. Ninguém se arriscou demais nos minutos iniciais. Enquanto o Sport tentava explorar as laterais, o Corinthians iniciou o jogo buscado centralizar as ações no centroavante Roger.

Aos 9 minutos, o primeiro lance de perigo surgiu de uma jogada entre Roger e Clayson. O cruzamento não foi interceptado pela zaga do Sport, mas Roger finalizou de cabeça pra fora. Aos 19, mais uma vez o sistema defensivo do Leão falhou. Jadson cruzou, Léo Ortiz falhou feio e Roger finalizou de canela pela linha de fundo.

Em seguida, o Sport tentou responder também com cruzamentos. Sander viu bem Hernane livre na área e cruzou com categoria. O zagueiro Henrique subiu de forma estabanada, com tranco faltoso no centroavante rubro-negro. Pênalti assinalado! Na cobrança, o Brocador apenas deslocou o goleiro Cássio e abriu o placar a favor do Leão.

A partir do gol, o Sport deu mais a posse de bola ao Corinthians. Com a marcação mais baixa, os rubro-negros tentavam roubar alguma bola em condições de puxar um contra-ataque certeiro. Enquanto isso, os paulistas insistiam em jogadas aéreas. Entretanto, Eduardo Baptista conseguiu armar duas linhas defensivas bem compactas, o que bloqueava os avanços do time de Jair Ventura.

O Sport sofreu uma baixa aos 39 minutos. Hernane disputou bola com Léo Santos e caiu de mau jeito, deslocando o ombro. Com muitas dores, o atacante acabou precisando ser substituído. Em seu lugar, entrou o estreante Matheus Peixoto.

Aos 42, após cruzamento que a zaga do Sport afastou, Douglas arriscou de fora da área e obrigou Magrão a fazer grande defesa. Já nos acréscimos, Jadson conseguiu escapar da boa marcação que vinha sofrendo e chutou rasteiro para mais uma boa defesa de Magrão.

SEGUNDO TEMPO

O Timão voltou com mudanças pro segundo tempo. Mateus Vital entrou no lugar de Douglas, deixando o time mais ofensivo. A primeira chance de gol corinthiana na etapa final foi apenas aos 10 minutos. Jadson lançou Romero, que bateu cruzado, mas ninguém aproveitou. Três minutos depois, após uma bola cruzada na área, Jadson pegou um rebote e chutou no ângulo, sem chances de defesa para Magrão. Tudo empatado na Arena Itaquera!

Aos 19 minutos, o Sport voltou a ameaçar o gol de Cássio. Neto Moura chutou de fora de área e a bola passou tirando tinta da trave. A resposta do Corinthians veio em seguida, após cruzamento de Mateus Vital. Roger mais uma vez subiu mais alto que todo mundo e cabeceou, mas Magrão estava atento e defendeu mais uma.

O Sport não alterou seu jeito de jogar após tomar o empate. Mesmo sob pressão, os rubro-negros continuaram fechados lá atrás, buscando subir somente na boa. Já o Corinthians não tinha outra alternativa a não ser pressionar na bola aérea. Era um jogo de ataque contra defesa.

Numa dessas raras investidas do Sport, aos 37, Mateus Peixoto fez bom papel de pivô na área e serviu Ferreira. O volante até se esforçou, mas a técnica não é bem o seu forte e a bola passou longe da meta adversária.

Vendo o final da partida se aproximar, o Corinthians intensificou sua pressão no ataque. Aos 43, o Sport pagou o preço de jogar muito retrancado. Após bobeira de Sander, Clayton cruzou e Romero ganhou pelo alto de Ortiz. Danilo Avelar apareceu sem marcação pra aproveitar o rebote e virar o jogo. 2 x 1 a favor do Corinthians.

FIM DE PARTIDA

O Sport até foi valente e se defendeu como pôde. Infelizmente, jogar 90 minutos atrás é um risco muito alto que geralmente não rende bons frutos. Por pouco, o time de Eduardo Baptista não retornou pro Recife com um pontinho na bagagem, mas a virada do Corinthians prolongou a série de jogos sem vitórias fora de casa.

FICHA DO JOGO

CORINTHIANS: Cássio; Paulo Roberto (Gabriel), Léo Santos, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Douglas (Mateus Vital), Jadson, Romero e Clayson; Roger (Pedrinho). Técnico: Jair Ventura.

SPORT: Magrão; Ernando, Léo Ortiz, Durval e Sander; Marcão, Jair (Ferreira) e Neto Moura; Morato (Andrigo), Rogério e Hernane (Mateus Peixoto). Técnico: Eduardo Baptista.

GOLS: Hernane (Sport – 20’ 1T), Jadosn (Corinthians – 14’ 2T) e Danilo Avelar (Corinthians – 43’ 2T).

PÚBLICO: 20.901.

Sport encerra jejum de vitórias na Série A e vence Paraná

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Sport e Paraná estavam pressionados, mas o Leão conseguiu seu gol no início do jogo e segurou a vantagem até o final.

Paraná

Como de rotina, o Sport entrou em campo sob pressão para enfrentar o Paraná Clube na Ilha do Retiro. Com uma escalação bem alterada, o time de Eduardo Baptista começou bem a partida e abriu o marcador com 14 minutos de jogo. No contra-ataque, o Paraná buscou o empate a todo custo, entretanto a defesa rubro-negra conseguiu se sobressair. A vitória por 1×0 encerrou uma péssima sequência de 11 jogos sem vencer e dá novo ânimo à equipe para a sequência do campeonato.

PRIMEIRO TEMPO

Apoiado pela torcida, o Sport tentou tomar a iniciativa na partida desde o começo. Logo aos 3 minutos, Rogério recebeu cruzamento na área e tentou de voleio, mas a finalização saiu sem direção. Porém, essa atitude abriu espaço para perigosos contra-ataques do time do Paraná. Num deles, a defesa rubro-negra teve de parar o adversário com falta. Na cobrança, Nadson levantou na área, Grampola cabeceou e Magrão espalmou. No rebote, Cleber Reis cabeceou no travessão.

Aos 14 minutos, pelo lado esquerdo, o Sport fez uma jogada magistral. Hernane fez bem o pivô e tocou na ponta pra Rogério. O cruzamento foi na direção de Andrigo, que fez um belo corta-luz, deixando a bola chegar a Gabriel. Ele finalizou certeiro pro fundo da rede paranista e colocou o Leão em vantagem.

O gol deixou o ataque rubro-negro empolgado. Aos 16, Rogério cruzou da direita, mas Hernane cabeceou por cima do gol. O Paraná Clube poderia ter chegado ao empate aos 23 minutos. Grampola, de cabeça, colocou a bola no fundo da rede de Magrão, mas o assistente apontou posição irregular. Se existisse VAR no Brasileirão, as imagens mostrariam que o atacante estava em posição legal. Gol mal anulado.

Rogério estava fazendo boa exibição nessa tarde. Em jogada pela direita, aos 27, o atacante cruzou na cabeça de Andrigo. A bola tinha endereço certo, mas o goleiro Richard fez boa intervenção. A resposta do Paraná respondeu cinco minutos depois. Silvinho cruzou da direita e Junior chutou firme, mas a bola pegou na rede pelo lado de fora.

O jogo seguiu quente. Aos 35, Andrigo recebeu na área de Gabriel e chutou cruzado. A bola passou pelo goleio, mas foi desviada pela zaga pra escanteio. Aos 38, Winck cruzou na área e a zaga o Paraná falhou. A bola caiu no pé de Hernane quase na pequena área, mas o centroavante rubro-negro não conseguiu dominá-la.

Aos 40, o Paraná respondeu no contra-ataque. Após um erro de passe não-forçado de Nonoca, os paranistas chegaram no ataque em superioridade. Carlos recebeu sozinho, mas Magrão cresceu pra cima do atacante fechou bem o ângulo para fazer a defesa. Apesar do equilíbrio na primeira etapa, o Sport conseguiu levar a vantagem no placar para os vestiários.

SEGUNDO TEMPO

O Sport voltou para a etapa final com uma mudança: Neto Moura entrou no lugar de Nonoca. Ao que parece, a intenção de Eduardo Baptista era melhorar o passe dos meio-campistas rubro-negros. O Paraná também voltou modificado, com Wesley Dias, na vaga de Johnny Lucas.

As mudanças do Paraná surtiram efeito mais imediato. Aos 6 minutos, o forte chute de Junior acertou a trave de Magrão. No rebote, Carlos chutou pro gol, mas estava em posição irregular e o lance foi bem anulado pela arbitragem. Na sequência, Rogério também arriscou de fora da área, obrigando Richard a fazer boa defesa e ceder escanteio.

O ritmo do jogo caiu bastante e as equipes se limitaram a chutes mal direcionados e cruzamentos sem perigo por um bom tempo. O treinador rubro-negro fez mais duas mudanças no time. Marlone substituiu Rogério e Ronaldo Alves entrou no lugar de Gabriel. Parecia uma tentativa de reforçar o setor defensivo do Sport. O tempo custava a passar nesse segundo tempo morno. O Sport precisava da vitória e se preocupava em se defender. Já o Paraná não mostrava qualidade ofensiva pra ameaçar a meta de Magrão.

No finalzinho, aos 43, o Paraná conseguiu encaixar um contra-ataque perigoso. Nadson chutou cruzado, mas Magrão mostrou mais uma vez por que é ídolo da torcida. No rebote da bela defesa, Carlos chegou de carrinho, mas mandou para fora. O Sport respondeu nos acréscimos. Andrigo puxou contra-ataque e lançou Marlone, que chutou forte. Richard fez mais uma boa defesa e impediu que o Leão ampliasse sua vantagem.

FIM DE PARTIDA

Foi no sufoco, foi só de 1×0 e foi sem brilhantismo, mas valeu três pontos. O Sport finalmente interrompeu a má sequência no Brasileirão e venceu uma partida. Houve pontos positivos e negativos que precisam ser analisados pelo treinador leonino. Porém, a vitória tirou um peso enorme das costas dos jogadores e da torcida.

FICHA DO JOGO

SPORT: Magrão; Cláudio Winck, Ernando, Durval e Sander; Nonoca (Neto Moura), Fellipe Bastos e Andrigo; Gabriel (Ronaldo Alves), Rogério (Marlone) e Hernane. Técnico: Eduardo Baptista.

PARANÁ CLUBE: Richard; Junior, Cleber Reis, Renê Santos e Igor; Johnny Lucas (Wesley Dias), Alex Santana (Rodolfo), Caio Henrique e Nadson; Silvinho (Carlos) e Grampola. Técnico: Claudinei Oliveira.

GOL: Gabriel (14’ – 1T).

PÚBLICO: 13.972.

[AO VIVO] Confira a chegada de Sport e Paraná à Ilha do Retiro

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As delegações do Sport e do Paraná acabaram de chegar ao Estádio da Ilha do Retiro. Claudinei Oliveira e Hernane Brocador falaram à reportagem do Eu Pratico Sport.

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[Opinião] Por que o fim do Esporte Interativo é tão preocupante?

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ei b9 - Por que o fim do Esporte Interativo é tão preocupante?

(Imagem: divulgação)

 

Por meio de nota, foi anunciado no dia 09/08/2018 que os canais Esporte Interativo deixarão de transmitir seus conteúdos na TV. Qual a repercussão desse anúncio? O que pode acontecer daqui em diante?

Não é necessário ser expert em economia para entender que, em qualquer atividade, a concorrência ampla e justa é algo fundamental. Ela ajuda a melhorar e baratear os serviços prestados, ampliando o acesso a uma gama maior da sociedade. Sem ela, criam-se monopólios poderosos que concentram a maior parte da renda dos negócios envolvidos, impedindo que outras empresas consigam entrar no mercado. Em outras palavras, nós consumidores sempre ganhamos quando existe concorrência, pois recebemos mais por menos.

Quando falamos de futebol e, especificamente, das transmissões televisivas do futebol, não é preciso fazer muito esforço de análise pra compreender que a concorrência nesse mercado é algo quase inexistente. E após o anúncio oficial de que os canais Esporte Interativo vão encerrar suas transmissões na TV, esse quadro tende a se agravar.
Não vou aqui fazer um elogio cego ao EI, afinal de contas suas transmissões estavam longe de ser um primor jornalístico. Entretanto, é preciso reconhecer que eles representaram um marco significativo na luta contra o monopólio voraz que assola os canais esportivos brasileiros. Esse monopólio determina o que a massa de telespectadores irá assistir em termos de futebol. É por conta dele que, por exemplo, um torcedor potiguar acaba assistindo a jogos do flamengo num domingo à tarde, ao invés de ver o ABC ou o América.

Cito um estado nordestino, pois o Esporte Interativo teve um papel fundamental no ressurgimento da Copa do Nordeste em 2013. Se não houvesse a iniciativa de um canal esportivo emergente como eles, o futebol regional não teria se reerguido nesses últimos anos, pois o interesse de quem detém um monopólio é centralizar cada vez mais em marcas de sua preferência. Mas a atuação do Esporte Interativo foi a outros eixos, valorizando também o futebol das regiões Norte e Centro-Oeste.

Tudo isso agora está em perigo, pois a empresa que detém a marca Esporte Interativo decidiu que vai migrar sua programação para os canais Space e TNT, criando plataformas de entretenimento multifacetadas. Em outras palavras: o foco não vai mais ser os eventos esportivos. Assim, uma série de questões ficam no ar.

Qual parte da programação do Esporte Interativo vai continuar sendo exibida? Certamente, só aquilo que se considera o filé mignon. A Champions League deverá estar lá, sim, mas com alguma restrição a clubes mais populares como Real Madrid e Barcelona. Quem quiser ver um Panathinaikos x Besiktas vai precisar se virar! E se essa restrição vale pra times europeus, quem acredita que não valerá para os times fora da elite do futebol brasileiro? Será que o campeonato cearense vai continuar sendo transmitido ao vivo? E a Copa Verde? Eu não tenho dúvidas de que esses torneios negligenciados por quem detém o monopólio voltarão ao estado de lamúria sem a cobertura do Esporte Interativo.

Eu entendo que assistir a um jogo do Manchester City é uma experiência bem diferente de ver a Série C do campeonato brasileiro. Mas a questão que se debate aqui não é exclusivamente a qualidade do espetáculo, mas a sua variedade. Eu não quero só a Champions… Quero a oportunidade de desenvolver os clubes de fora do eixo Rio-SP-MG-RS e transformá-los em opções atraentes de entretenimento. Sem a ampla concorrência, isso fica praticamente impossível.

Sport perde para o Botafogo e acumula onze jogos sem vencer

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Sport foi presa fácil para o Botafogo, que aproveitou bem os contra-ataques em velocidade e venceu por 2×0.

Botafogo

Foto: Vitor Silva/SS Press/BFR

Após fazer mistério sobre os treinamentos e quem seriam seus onze iniciais, Eduardo Baptista escalou o Sport com mudanças contra o Botafogo no Estádio Nilton Santos – RJ. O treinador rubro-negro foi obrigado a improvisar nas duas laterais e promoveu o retorno de Rogério ao ataque. Tudo isso não causou nenhum impacto, pois o futebol apresentado pelo Sport continuou abaixo do esperado. Com muita fragilidade defensiva e nenhuma criatividade no ataque, a derrota colocou o Sport de vez no Z4. O Leão segue sem vencer há 11 partidas pelo Campeonato Brasileiro 2018.

PRIMEIRO TEMPO

O Sport começou o jogo cometendo os mesmos erros de marcação dos jogos anteriores. Logo com 3 minutos o Botafogo quase abriu o placar numa cabeçada de Igor Rabello, que subiu livre de marcação, mas finalizou para fora. Já aos 12, o lado direito da defesa leonina falhou e Gilson cruzou buscando Brenner. Magrão interviu e evitou o gol botafoguense.

O Botafogo seguiu pautando as ações na partida e o Sport se limitou a tentar encaixar um contra-ataque certeiro, principalmente com as subidas rápidas de Rogério. Aos 24, a torcida do Botafogo até comemorou o gol, mas Luiz Fernando foi flagrado em impedimento pelo auxiliar. Depois disso, o jogo ficou truncado e os ânimos se exaltaram. Após falta sofrida por Marlone, Fellipe Bastos perdeu a cabeça e chutou a bola em Erik. Apesar da cena que o atacante do Botafogo fez, o árbitro não puniu o volante rubro-negro.

A polêmica animou os alvinegros. Aos 29, Brenner recebeu sozinho na grande área e chutou com estilo, mas Magrão fez uma defesa muito difícil. No rebote, Carli ainda teve a chance de marcar, porém o maior goleiro do Brasil salvou o Sport mais uma vez. Daí em diante, teve muita reclamação com a arbitragem e pouco futebol de ambas as partes.

SEGUNDO TEMPO

O início da segunda etapa foi morno, semelhante ao final da primeira. O Sport até conseguiu manter mais a posse de bola, mas a falta de criatividade dos jogadores de ataque era gritante. O Botafogo também não conseguiu ser muito eficiente nos contra-ataques e se limitou a cruzamentos na área com pouco perigo.

Somente aos 11 minutos o Botafogo conseguiu articular uma jogada de perigo. Após boa troca de passes, Erik serviu Léo Valencia, que finalizou forte, mas Magrão fez mais uma boa defesa. O Sport passou a jogar com todos os jogadores atrás da linha da bola e atraiu o Botafogo pro ataque. O castigo chegou rápido. Após cobrança curta de escanteio, Luiz Fernando cruzou e Joel Carli cabeceou sem marcação. Não foi a primeira vez que a zaga do Sport deixou a desejar nas jogadas aéreas.

O gol fez Eduardo Baptista mexer no time. Michel Bastos e Andrigo entraram em campo, no lugar de Marlone e Morato. O Sport foi pra cima do Botafogo e se expôs ao contragolpe. Aos 21, Erik usou sua velocidade e serviu Luiz Fernando, porém ele se embananou com a bola e desperdiçou boa chance de ampliar o marcador. Aos 26, foi a vez de Brenner receber em condições de marcar, mas Magrão estava em noite muito inspirada e defendeu mais uma.

Aos 31, o Botafogo chegou perto do gol novamente. Luiz Fernando finalizou e a bola foi na trave. Erik pegou o rebote, mas estava em posição de impedimento. Aos 38, um passe displicente de Michel Bastos deu a oportunidade pro Botafogo ampliar o marcador. Aguirre tabelou com Jean e tocou pro fundo da rede.

FIM DE PARTIDA

Em nenhum momento, o Sport chegou perto de ameaçar o gol do Botafogo. Por outro lado, os alvinegros souberam explorar bem as deficiências defensivas do Leão. Foi uma partida que expôs a fragilidade técnica do elenco rubro-negro. Diante de uma sequência de 11 jogos sem vencer e com opções tão limitadas, a pergunta que martela a cabeça do torcedor do Sport é: será que Eduardo Baptista é capaz de salvar esse time do rebaixamento?

FICHA DO JOGO

SPORT: Magrão; Gabriel, Ronaldo Alves, Durval e Ernando; Deivid (Rafael Marques), Fellipe Bastos e Marlone (Michel Bastos), Morato (Andrigo), Rogério e Hernane. Técnico: Eduardo Baptista.

BOTAFOGO: Diego Loureiro; Marcinho, Joel Carli, Igor Rabello e Gilson; Jean, Matheus Fernandes e Léo Valencia (João Pedro), Luiz Fernando (Rodrigo Pimpão) e Erik; Brenner (Aguirre). Técnico: Zé Ricardo.

GOLS: Joel Carli (Botafogo – 16’ 2T), Aguirre (Botafogo – 38’ 2T).

PÚBLICO: 6.031.

Em tarde de reestreias, Sport perde para o Santos na Vila Belmiro

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Em tarde de reestreias, Sport perde por 3×0 para o Santos na Vila Belmiro e pode entrar na zona de rebaixamento.

Santos

O Sport foi à Vila Belmiro enfrentar o Santos, em partida válida pela rodada final do 1.º turno do Brasileirão, com duas reestreias. O centroavante Hernane Brocador e o treinador Eduardo Baptistas são dois velhos conhecidos que retornaram ao clube. Mas eles não conseguiram reverter a sequência de maus resultados do Leão no campeonato.

A goleada por 3×0 deixa o Sport ameaçado de entrar no Z4 e os torcedores cada vez mais preocupados com o desempenho em campo.

PRIMEIRO TEMPO

O Santos começou a partida de forma avassaladora. Apesar da marcação alta do Sport, o alvinegro marcou o primeiro gol com menos de 2 minutos de jogo. González fez boa jogada pela lateral-direita e cruzou para a área. Gabriel dominou a bola sem muita dificuldade e assistiu Eduardo Sasha, que finalizou pro fundo da rede de Magrão.

O lado esquerdo da zaga do Sport continuou confuso. Aos 6 minutos, um corte mal feito de Ernando exigiu que Magrão intervisse com os pés para afastar a bola da área. Aos 10 minutos, a zaga do Sport cortou uma bola cruzada pro meio e a bola sobrou para Victor Ferraz, mas o chute do lateral santista saiu alto demais.

O gol não mudou a forma de jogar do time do Sport, que continuou seguindo à risca as orientações de Eduardo Baptista. Porém, era notória a deficiência dos volantes rubro-negros na proteção à zaga. Ofensivamente, a dupla Deivid e Ferreira também foi inócua. Assim, o ataque do Sport não conseguiu ser municiado.

Enquanto isso, o Santos explorava as laterais e o jogo aéreo. Aos 20, Bryan Ruiz cruzou da esquerda para González, que cabeceou sem marcação. Apesar do susto, a bola para fora. Eles também exploraram as falhas dos volantes rubro-negros. Aos 34, Deivid errou um passe bisonho e entregou a bola nos pés de Sánchez. O volante santista serviu Gabriel que chutou da entrada da área, mas a bola parou em grande defesa de Magrão.

A primeira chance real de gol do Sport veio aos 38 minutos, após boa jogada de Rogério pela ponta-esquerda. O cruzamento foi perfeito, mas Hernane finalizou da marca do pênalti para fora. A resposta santista veio logo em seguida, num chute perigoso de Bryan Ruiz. Magrão tocou na bola, mas o juiz marcou apenas tiro de meta.

No final da primeira etapa, o jogo ficou catimbado e os jogadores do Santos reclamaram muito da arbitragem. O último lance foi um cruzamento pra área do Sport que o ataque santista cabeceou, mas Magrão defendeu. Diante de tanta diferença técnica entre os times, a vantagem mínima para o Santos saiu até barato pro Sport.

SEGUNDO TEMPO

O Sport voltou dos vestiários com uma mudança: Fellipe Bastos entrou no lugar de Deivid. Já aos três minutos, o Leão mostrou mais intensidade. Gabriel roubou uma bola no meio campo e ligou rápido para o Brocador. Ele fez bom lançamento na ponta para Rogério, que chutou forte, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora.

O Peixe tentou explorar os contra-ataques. Aos 8, o goleiro Vanderlei lançou Gabriel, que contou com a falha grotesca de Cláudio Winck. O centroavante santista tocou para González, mas o paraguaio chutou para fora. Um minuto depois, o Sport também ameaçou com um forte chute de Rogério de fora da área. Vanderlei desviou para escanteio. Na cobrança, Fellipe Bastos desviou perigosamente, mas a bola passou na frente do gol do Santos.

A reação rubro-negra foi freada aos 11 minutos, após Rogério fazer uma falta boba no meio-campo e ser expulso por tomar o segundo cartão amarelo. Dois minutos depois, Magrão foi obrigado a fazer nova defesa difícil em cabeçada de Gabriel. O Sport até tentou ameaçar com chutes de fora da área. Primeiro, foi Fellipe Bastos. Em seguida, Morato que havia entrado no lugar de Ferreira. Mas ambas foram bem defendidas por Vanderlei.

O Santos administrou a vantagem que tinha e não ameaçou muito. O Sport, por sua vez, tinha dificuldades de criação porque contava com um jogador a menos. Aos 33, o Peixe até conseguiu colocar a bola na rede, mas o assistente assinalou impedimento de Gabriel. Lance duvidoso, mas o placar continuou inalterado.

Três minutos depois, em jogada de velocidade, Rodrygo recebeu cruzamento de González e desviou pra marcar 2×0. Diante de um Sport completamente atônito, o terceiro gol do Peixe não demorou muito a sair. Aos 39, Sander cortou uma bola cruzada pro meio da área e Victor Ferraz chutou. A bola desviou na defesa e matou completamente o goleiro Magrão.

FIM DE PARTIDA

Eduardo Baptista já deve ter percebido que terá muito trabalho pela frente. Os problemas do sistema defensivo são muito preocupantes e as peças de reposição disponíveis no elenco não são nada animadoras. O gol sofrido precocemente e a expulsão de Rogério podem ter comprometido a estratégia do Sport, mas não são as únicas razões para o mau resultado.

Na próxima quarta-feira, começa o returno do Campeonato Brasileiro e o Leão enfrenta o América-MG, na Ilha do Retiro. É preciso reagir rápido!

FICHA DO JOGO

SPORT: Magrão; Cláudio Winck, Ronaldo Alves, Ernando e Sander; Deivid (Fellipe Bastos), Ferreira (Morato), Gabriel, Rogério e Marlone; Hernane (Carlos Henrique). Técnico: Eduardo Baptista.

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Dodô; Alison, Carlos Sánchez (Rodrygo) e Bryan Ruiz (Diego Pituca); Derlis González, Eduardo Sasha (Bruno Henrique) e Gabriel. Técnico: Cuca.

GOLS: Eduardo Sasha (Santos – 2’ 1T), Rodrygo (Santos – 36’ 2T) e Victor Ferraz (Santos – 39’ 2T).

PÚBLICO: 10.991 presentes.

[OPINIÃO] Não trate Eduardo Baptista como o salvador da pátria

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Eduardo Baptista

(Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS)

 

Eduardo Baptista está de volta à Ilha, mas isso resolve todos os nossos problemas?

 

Desde a demissão de Claudinei Oliveira, no último domingo, havia grande expectativa sobre quem iria assumir o comando técnico do Sport para o restante do Brasileirão. Vários nomes foram especulados. Jair Ventura, Roger Machado, Gilson Kleina… Até mesmo Dunga foi consultado. [Deus nos drible dessa desgraça!] Mas a diretoria acabou com todos os rumores na tarde dessa quarta-feira (15), quando anunciou o retorno de Eduardo Baptista à Ilha do Retiro.

Apesar de toda a turbulência causada pelo seu pai há menos de quatro meses, o nome de Eduardo sempre figurou como o mais provável para assumir o cargo. Nem mesmo as rusgas criadas em 2015, quando Baptista decidiu trocar o Sport pelo fluminense no meio do campeonato, foram suficientes para impedir que o negócio se concretizasse.

O QUE PASSOU, PASSOU?

Como dizem: o que está no passado, fica no passado. Na verdade, esse ditado só vale para a parte ruim do passado. Antes mesmo do anúncio oficial, o que mais se via nas redes sociais eram pessoas com saudades daquela recuperação memorável que culminou no título da Copa do Nordeste de 2014. E como não rememorar a campanha na Série A de 2015, que quase nos deu uma vaga na Libertadores? Quase inesquecível, né? Até mesmo o pessoal das táticas já começou a tirar da cartola mil opções para repetir aquele 4-1-4-1 que virava 4-2-3-1. Ah, bons tempos… [*suspiro*]

A nostalgia de 2014/2015 tem explicação. Afinal, os anos seguintes foram de extrema penúria para o torcedor Rubro-Negro. Pela terceira vez consecutiva, estamos na desesperadora luta contra o rebaixamento. Além disso, esse ano ainda tem o agravante de um completo desmanche do elenco-base de 2016 e 2017. Ao invés de Diego Souza e André, contamos com figuras nefastas como Hygor, Ferreira e Max. Portanto, a chegada de Eduardo Baptista transporta o torcedor do Sport para a sua última sensação de felicidade plena.

SALVADOR DA PÁTRIA

 

Eduardo Baptista

Quem, ieu? (Foto: reprodução Internet)

Mas eu faço aqui um alerta para a parcela mais iludida da torcida leonina. Não trate Eduardo Baptista como um salvador da pátria! Sim, ele tem as suas qualidades como treinador. Sob seu comando, nós vimos Rithely fazer magistralmente a função de box-to-box. Com ele, Wendel (um jogador pra lá de mediano) conseguia proteger uma zaga com Matheus Ferraz. Baptistinha conseguiu encontrar até um substituto à altura para Magrão. Genial! Como não se empolgar com o seu retorno, né?

Para nossa tristeza, o cenário atual é bem diferente de outros tempos. Infelizmente, Eduardo não vai ser capaz de segurar a língua solta de Guilherme Beltrão nas entrevistas. Tampouco, ele conseguirá impedir que Klauss Câmara busque reforços nas Séries C ou D. Eduardo não é santo milagreiro pra afastar Arnaldo Barros da presidência do clube antes que ele faça mais estragos.

Entretanto, acredito que o novo (velho conhecido) treinador é capaz de atingir o único objetivo que impediria o apocalipse total na Ilha. Evitar a catástrofe do rebaixamento é tudo que lhe cabe nesse momento. Para tanto, precisamos somar mais 26 pontos de 60 ainda a serem disputados.

Esqueçam de Sassá Mutema ou qualquer outro Salvador da Pátria! Não precisa exorcizar todos os males que assolaram o nosso Sport ultimamente. Se Eduardo Baptista conseguir apenas repetir o trabalho que já fez, vou respirar aliviado.

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