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José Henrique Mota

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Jornalista, fotógrafo, cientista político e, acima de tudo, apaixonado por futebol como esporte e como representação social e cultural. Blogger, também, no site Canelada F.C. Entre o moderno e o tradicional, o que vale é bola na rede!

Sport e Vitória empatam sem gols na Ilha do Retiro

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Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

 

No duelo nordestino, o zero não saiu do placar na Ilha do Retiro e as duas equipes se complicam na briga contra o rebaixamento.

Sport e Vitória fizeram um primeiro tempo movimento, apesar das claras fragilidades técnicas de ambas as equipes. O Sport sentiu muito a ausência de Gabriel, muito porque Rogério foi uma peça quase nula e não conseguiu dar velocidade ou agregar valor ao ataque do Leão. Outra peça abaixo foi Andrigo, improvisado na ala direita.  A ausência de Sander ainda deixa a lateral esquerda muito mais frágil e diminui a efetividade de Mateus Gonçalves.

Mesmo assim, o  Sport conseguiu se ajustar e ter boas chaces de abrir o marcador. Uma chance com Mateus Gonçalves, ao receber um toque em uma  batida de falta, entrou bem na cara do goleiro, mas foi bem prensado. Num lance raro, Rogério cruzou, mas Hernane errou o tempo de bola e perdeu uma oportunidade na linha da pequena área. O Vitória atacava, basicamente, com Erick, que deu uma dor de cabeça a Raul Prata, mas os baianos foram pouco efetivos e quando chegaram Mailson, sem sustos afastou o perigo.

Michel Bastos foi uma lúcida peça no meio campo leonino, mas não conseguiu fazer a diferença de forma a fazer o time sair na frente do marcador. Na melhor chance do time, bateu escanteio na cabeça de Adryelson, mas a bola foi pra fora.

Vale destacar a dupla de zaga. Ernando e Adryelson encaixaram bem e mantém uma segurança, que ultimamente nem Durval conseguia transmitir. Claro que uma boa parte deste bom desempenho vem pelas boas atuações de Jair e Marcão.

A segunda etapa começa com Rafael Marques na vaga de Rogério e com uma lambança de Mailson, que ao tentar repor o jogo quase faz gol contra; um lance digno de uma pelada de fim de tarde. O Vitória voltou mais incisivo e teve as melhores chances no começo da segunda etapa.

O Sport abusou da ligação direta durante boa parte do jogo e isso é resultado de um desequilíbrio técnico. Faltam os jogadores darem mais opções de toque a quem está fazendo a transição da defesa para o ataque.

Na segunda etapa, a limitação das equipes deu a tônica da segunda metade do jogo. Rafael Marques não surtiu o efeito esperado e pouco adicionou à equipe. Milton Mendes sacou Brocador e colocou Felipe Bastos, abrindo uma interrogação pela não escolha de Neto Moura. O prata da casa vinha jogando bem e regularmente, mas não foi cogitado pelo treinador.

Felipe Bastos entrou e errou mais que acertou. Seja na saída de bola, no toque para o ataque ou até mesmo no toque lateral, o camisa 5 abusou da boa vontade da torcida aceitar as limitações de um jogador que vem pouco jogando. Pode-se dizer que as substituições de Milton Mendes mais atrapalharam que ajudaram o Sport.

Aos 36, Felipe Bastos deu um lançamento milimétrico para uma arrancada de Mateus, no melhor estilo Euller, o camisa 22 deixou o zagueiro para trás, tirou do goleiro,  mas a bola, cruelmente, bateu na trave. Dois minutos depois, foi a vez de Rafael Marques dar um toque para Michel Bastos, de primeira, chutar, para uma boa defesa do goleiro do Vitória.

Depois de uns minutos parecendo Lewis Hamilton, o Sport voltou a ser uma Sauber  e jogou o  suficiente de dificuldade que o adversário oferecia, sem contudo trazer grandes perigos ao adversário. Morato ainda entrou na vaga de Jair, mas também não agregou. A limitação do elenco ficou muito clara neste jogo, pois com as saídas de Winck, Sander e Gabriel, o time se desmantelou e não conseguiu a mais importante vitória desta parte final do campeonato brasileiro. O rebaixamento agora assombra mais que nunca, o Sport que encara o Flamengo no próximo domingo.

 

[Opinião] “É melhor ‘Jair’ se acostumando…”

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…que a série B será uma dura e cruel realidade na vida do torcedor do Sport em 2019. O dicionário diz que catástrofe é “qualquer acidente de grandes proporções” e para dizer isso do Leão da Ilha, precisava a situação ser melhor do que a que se vislumbra. Uma verdadeira hecatombe, semelhante ao meteoro que dizimou os dinossauros passa pela Praça da Bandeira e já foi batizada (com justiça) de Arnaldo Barros.

Claro que desastre naturais não vem desacompanhados e o tsunami Gustavo Dubeux vem para garantir que não fique pedra sobre pedra para o próximo ano. Uma desgraça atrás da outra, três treinadores que pediram para ir embora (no mesmo ano), um “planejamento” certo para o apocalipse zumbi, mas acho que nem Rick Grimes vai ter força contra esse!

O clube se desfez de vários atletas sem ter substitutos, contratou como quem vai comprar verdura no fim da feira, além de ter “investido” na recuperação de um atacante que não faz gol há 3 anos e em um medalhão que avisou querer tudo menos ser profissional desde 2010.

O preço da arrogância dos dirigentes vai ser alto para a torcida. Os mandatários vão sair e apenas vão para o limbo e para o hall da pior gestão que o Sport teve nos últimos 50 anos. Nem a hombridade de dar a cara nas entrevistas, tampouco o reconhecimento dos erros é assumido. O Sport vai pagar uma conta caríssima por apostar em um par de aventureiros.

2019 não será fácil e, se não tomar cuidado, pode ficar pior. Que o espírito de luta e de raça volte logo menos. O Sport perdeu tudo, até a sua alma. Língua de Cobra e Sarumam tomaram o poder da Ilha, mas é sempre tempo de salvar Rohan, falta-nos encontrar Durvalf e Maragorn para expurgar os criadores de Orcs!

*Textos opinativos não refletem, necessariamente, um contexto geral no site Eu Pratico Sport.

[Opinião] O Maracanã e o Museu Nacional

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AD 003 Maracana antigo 30x21 180dpi - O Maracanã e o Museu Nacional

 

O brasileiro não liga para a história e acredito que não exista muita controvérsia com relação a isso, a começar pelo fato de se acreditar no conto de fadas que os portugueses descobriram o Brasil. Eles invadiram, na real, e “tocaram o terror” e como não conseguiram escravizar os indígenas (mas isso não dizem e criaram a narrativa do índio preguiçoso), traficaram escravos por 300 anos para as bandas de cá.

Não é à toa, então, que tudo aquilo ligado à história seja relegado a segundo plano e o Maracanã é um belo exemplo disso. Se em Wembley, tudo aquilo que remetia à história do templo do futebol inglês (como as torres da entrada) foram preservadas, no estádio palco de duas finais de Copas do Mundo, porém, a destruição foi completa. O grande patrimônio cultural do Maraca era a geral e ela foi arrancada e com ela, os grandes personagens que marcaram história no seu cimento.

Mas não foi apenas isso. Toda a estrutura que foi imortalizada na Copa de 50, em inúmeros jogos da seleção e em grandes jogos dos clubes do Rio. Somos um país de maioria negra e pobre e a geral contemplava não apenas essa maioria, mas todos aqueles que gostavam de um futebol mais descontraído aos domingos. Virou um produto artificial, sem alma igual a tantos outros para deleite de alguns.

Não sou contra a modernização das coisas, diga-se. Acredito que as instalações podem (e devem) se modernizar, mas não precisam perder a identidade. Lembram do Estádio Olímpico de Berlin quando da Copa de 2006? A FIFA quis exigir que os alemães destruíssem o púlpito, porque ele, dentre outras coisas, abrigou Hitler quando fazia seus discursos na cidade. Sabe o que alemães fizeram? Bateram o pé e disseram que não iam apagar a própria história por conta da FIFA e o resultado se viu na Copa. História é história e quem preserva e tenta entender a sua, por pior que seja, tende a crescer social e culturalmente.

Nós, quase sempre, escolhemos apagar ou acreditar em contos de fadas. Acabaram com o Maracanã, por conta do padrão FIFA e vemos os nossos museus arderem em chamas porque não acreditamos que isso seja realmente importante. Quantos museus, galerias de arte ou eventos científicos você, minha leitora, meu leitor, foi nos últimos anos? É muito fácil que não complete os dedos de uma mão e aí fica fácil entender porque não damos valor ao que merece.

Damos real valor à efemeridade da hype. Museu só se for o Louvre, porque fica bonito no Facebook e no Instagram. Preferimos criar falsos conceitos sobre a Lei Rouanet e sobre investimentos para preservação do nosso patrimônio histórico e cultural a realmente valorizar no dia a dia aquilo que faz o Brasil ser o que é.

Reduzimos o Maracanã a apenas mais um e o nosso maior museu a cinzas, não podia ser diferente em um país que acredita em conto de fadas mais que na realidade.

[Opinião] A missão (quase) impossível de Eduardo Baptista

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Eduardo Baptista (Foto: Williams Aguiar/Sport).

Eduardo Baptista não precisa “apenas” livrar o Sport do rebaixamento, quando o time parece um ônibus desgovernado, sem freio, descendo uma ladeira que termina em um rio. Esta, talvez seja a parte mais fácil (ou menos difícil).

Complicado mesmo será unir novamente um clube rachado, com um abismo digno de um Grand Canyon, que fez a torcida perder interesse pelo time. Hoje não é raro ouvir alguém “abrindo mão” de ver um jogo em detrimento de qualquer outra coisa.

O apocalipse que se instalou na Ilha do Retiro destruiu algo antes impensável: a massa rubro-negra. Hoje, a torcida está dividida e não é apenas uma divisão entre situação e oposição (o Sport sempre conviveu com essa); Esta divisão é entre aqueles que “abandonaram” o time enquanto a atual gestão estiver na Ilha e aqueles que não abandonam o time. Não dá para crucificar o pessoal da primeira opção, por mais que se discorde dele. A atual direção não mostra a mínima consideração com o torcedor e neste momento de crise joga a batata quente para o Guilherme Beltrão dar a sua cara a tapa.

Cabe a Eduardo, que não é uma figura que naturalmente agrega gregos e troianos, a dura missão de juntar lado a lado palestinos e israelenses para que todos, juntos, possam apoiar o Leão em um complicado returno de campeonato brasileiro. A desunião não trará nada de bom, mas em uma realidade onde o próprio presidente se esconde não para exigir qualquer coisa que seja do torcedor e a grande vitória de Eduardo será trazer a massa leonina de volta; só com ela é possível pensar em livrar o rebaixamento.

O isolamento de Arnaldo terminou por isolar o time. Seja por decisões esdrúxulas como a contratação de Michel Bastos, o esfacelamento dos jogadores da base, seja pela arrogância que o clube foi gerido. É lamentável que todo um trabalho de construção de imagem de um clube forte foi desfeito na mais desastrosa gestão que o clube teve em sua história. Caberá a Eduardo ser mais que um treinador e salvar o time e unir a torcida.

[Opinião] Uma migalha por uma joia e muito ouro de tolo

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(Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

A venda de Everton Felipe para o São Paulo (tomara que ele arrebente lá) mostra um descaso de quem administra o clube com o patrimônio do mesmo. A começar com uma declaração de Beltrão, basicamente botando o atleta para fora, pois não se diz publicamente que um jogador deve “respirar novos ares” caso haja interesse na permanência e na valorização do seu bem.

Ao fazer esta irresponsável afirmação, o dirigente conseguiu perder um atleta de qualidade (sem ter outro nem parecido no elenco) e ainda desvalorizar o seu valor, pois o tom foi claramente o da vontade de se desfazer dele e aí aproveita quem souber trabalhar melhor com liquidação.

No atual mundo do futebol, onde muito jogador meia boca é vendido, por uma dezena de milhões, não era improvável pensar que Everton, de apenas 21 anos, pudesse render, no mínimo, o dobro desses 6 milhões a serem pagos pelo clube paulista. Mas a ânsia de destruir o clube parece ir de vento em popa e é difícil pensar o contrário.

(Foto: Williams Aguiar/Sport)

Isso não bastou, o clube já tinha, pouco tempo antes, mesmo com uma crise técnica no elenco, trazido Michel Bastos, uma grife cara, sem retorno, que pode causar danos ao elenco e não tinha nenhum requisito mínimo para se ter um investimento. A desculpa de que o Sport recupera jogadores em baixa não se aplica a quem parece não querer como foi o caso de Wesley e atualmente, Bastos.

Uma contratação impensada que apenas onera o Leão. Financeiramente é como um cano onde o dinheiro se perde e com o elenco, a qualidade técnica que o jogador mostrou uma década atrás e ficou lá não veio ao Brasil em suas passagens por São Paulo e Palmeiras (parece demais o Wesley, não acham?).

Para voltar ao rumo do crescimento, o Sport precisa de pessoas mais preocupadas com o seu patrimônio e que saibam alocá-lo, valorizá-lo e administrá-lo de uma forma melhor, caso contrário, ao invés de bater de frente com Botafogo e Atlético-PR, por exemplo, terá que se contentar com os rivais locais.

[Brasileirão] Sport e Grêmio não saíram do zero

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(Foto: Williams Aguiar/Sport)

 

O confronto entre Sport e Grêmio era permeado por três frentes: A primeira era a retomada pelo Leão das vitórias no Brasileirão, a segunda o time misto que viria do Rio Grande do Sul para o Recife e a terceira seria o reencontro do atacante André com a torcida do Sport. Expectativa era o sentimento antes do jogo, que tinha todos os ingredientes para ter uma partida apimentada. Mas a Malagueta, terminou sendo uma pimenta de cheiro.

O primeiro tempo foi de bastante equilíbrio. As duas equipes estavam bem postadas no gramado e não davam tanto espaço. Aliás, o Leão deixou menos metros quadrados para o Grêmio trabalhar a bola, do que nos últimos confrontos pela Série A. Com essa configuração, Marlone deveria ser o fator de desequilíbrio, pois tem (em teoria) como característica o drible em diagonal e em velocidade.

Todavia, o camisa 10 ainda não assumiu o protagonismo que se espera dele, apesar dele sempre ter sido um coadjuvante de luxo por onde passou. Se espera dele que faça como Didi fez em 58 após o Brasil tomar o primeiro gol da Suécia na final da Copa; por a bola debaixo do braço e diga o que o time vai fazer para seguir o caminho das vitórias. Nosso principal jogador ainda está longe disso, apesar da qualidade que tem.

No primeiro tempo, o Sport não conseguiu passar pela barreira gaúcha formada mais por reservas que titulares. Mesmo sabendo que o tricolor tem um dos elencos mais fortes do campeonato, uma chance como a que o Sport teve, não se pode desperdiçar em uma competição nivelada como a primeira divisão. O morno primeiro tempo ficou marcado mesmo pelas muitas vaias ao atacante André toda vez que ele tocava na bola.

(Foto: Williams Aguiar/Sport)

André, aliás, fez um jogo pífio e deixou Renato Gaúcho irritado. A coisa foi tão ruim que ele deixou o campo para dar lugar a Jael, aquele mesmo veio passear em Recife vestindo a camisa do Sport anos atrás. Parece que a recuperação do futebol do atacante ficou restrita às divisas do Estado pernambucano.

Na segunda etapa, o Sport conseguiu em uma ocasião furar a defesa do Grêmio, mas Rogério conseguiu fazer algo que lhe faz digno de jogar a quarta divisão. O lançamento majestoso de Michel Bastos virou uma jogada digna de série D, quando a bola ficou quadrada para o camisa 90 do Leão. Rogério ainda teve uma outra boa chance, mas, para variar, foi fominha e incapaz de olhar para frente (como um bom avestruz) e foi desarmado por Bressan. Marcelo Ghroe ainda fez boa defesa em um chute forte de Carlos Henrique, mas o Sport não passou disso e o placar não saiu do 0x0.

O estilo de jogo implantado por Claudinei tem utilizado o melhor do que o elenco pode produzir, mas estão contabilizados jogos como este, onde o time não consegue o desempenho esperado. Por bem dizer, até conseguiu fazer o jogo proposto de lutar por uma bola, mas ela foi desperdiçada de forma infantil. O Sport chega na parada da Copa com uma pontuação e uma posição acima do esperado. É manter o bom desempenho após as férias forçadas para ter um fim de ano tranquilo. Sport deixa de fazer dois pontos em casa que podem ser cruciais na reta final. Agora é ver se Neymar e Coutinho não se inspiram em Rogério e trazem o HEXA para o Brasil!

[Eu Pratico Sport TV] Ao vivo, da Ilha do Retiro, confira o treino do Sport

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[Eu Pratico Sport TV] Coletiva Nelsinho Baptista

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Sport joga bem, mas fica no empate com o Botafogo

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Por Anderson Batista

Uma das partidas mais produtivas do Sport na temporada. Entretanto, o Leão não saiu com a vitória, diante de pouco mais de 7 mil torcedores na Ilha do Retiro. Empate diante do Botafogo em 1×1, serviu para mostrar que, mesmo com mais volume de jogo, com boa marcação e muitas finalizações, a Série A tem suas particularidades. A preparação continua e domingo, o time pernambucano visita o Paraná, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Nos minutos iniciais de partida, o Sport encontrou dificuldades em alguns avanços do time carioca. Com muita velocidade pelos lados, por hora, a defesa rubro-negra bateu cabeça, cedendo espaços aos adversários. Mas, com o passar dos minutos, o Leão adiantou a marcação, mesmo sem a posse da bola e impediu os possíveis contra-ataques do alvinegro. Etapa inicial foi de bastante intensidade do Sport, onde o visitante foi salvo pelas belas defesas de Gatito Fernández.

Foram chutes de longa, de média distância, mas em todas as investidas leoninas, a bola insistia em esbarrar no goleiro botafoguense. No outro lado, o estreante Maílson pouco foi exigido, não dando para avaliar a participação do prata da casa. Individualmente, Raul Prata e Ronaldo Alves fizeram um jogo consistente na marcação e no apoio, no caso do lateral.

Para a parte final, Nelsinho Baptista não mexeu na equipe apostando na desenvoltura apresentada no primeiro tempo. O Botafogo, por sua vez, tentou dar velocidade na frente colocando Pachu na vaga de Rodrigo Pimpão e Kieza no lugar de Brenner. As mudanças surtiram efeito, dando uma postura melhor ao visitante. Do lado de cá, o Sport começou a arriscar mais de fora, levando pouco perigo à meta do Glorioso.

As substituições rubro-negras apareceram na metade da segunda etapa. Fellipe Bastos e Everton Felipe, entraram nos lugares de Gabriel e Andrigo, respectivamente. E foi dos pés de Everton, que saiu o gol do Sport. Aos 40 minutos, em bela reposição de bola do goleiro Maílson, Everton Felipe partiu em velocidade, desvencilhou-se dos marcadores e botou a bola na rede. Sport em vantagem.

No entanto, a Série A tem suas particularidades. E, sete minutos depois, em uma bola de profundidade, Matheus Fernandes achou Rodrigo Lindoso que empatou a partida, já nos acréscimos. Fim de Jogo: Sport 1 x 1 Botafogo.

 

[Opinião] O habeas corpus do Sport

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O Brasil está dividido no debate sobre um habeas corpus no STF, mas o verdadeiro remédio constitucional que interessa é o habeas corpus que a torcida do Leão precisa com urgência impetrar contra a liberdade de crescer e evoluir delimitada pelo mandatário Arnaldo Barros.

(Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)

O direito de participar de competições regionais foi suprimido pela arrogância de uma decisão monocrática, o regime democrático que deveria ditar a ordem do clube foi limado por um monocrático senhor, que resolveu se apropriar de dois cargos principais da gestão e colocar o filho em outro, mesmo sem que ambos entendam muito o que era aquilo lá!

Talvez habeas corpus não seja, o remédio ideal e peço desculpas aos amigos juristas. Talvez um mandato de segurança coletivo para garantir a sustentabilidade, apesar do rombo nas contas e dos salários atrasados. Infelizmente não teremos promotores jejuando para que uma decisão para salvar o Sport seja tomada, o fato é que a torcida precisa sair da toca e ir fazer barulho e mostrar o Sport Club do Recife não está abandonado.

O ministro Beltrão, do da casa civil, vem trabalhando arduamente para mitigar os estragos causados e junto com o Câmara, comandante do planejamento, tenta fazer um leatherface do que sobrou do time para passar a serra nos adversários. O general Baptista tenta fazer com que os pracinhas aprendam a causar estrago de CR7 com R17 para poder fuzilar os adversários.

Se o Leão antes era livre e alimentado por quem sempre o queria mais forte, vem sendo sedado, pouco a pouco, transformando o mais feroz animal, quase em um pet. A torcida, em estado de letargia, ainda não acordou plenamente para os danos que estão sendo causados não apenas ao clube, mas à instituição como um todo.

Apesar de ser relativamente incapaz de fazer fazer uma boa campanha na primeira divisão, ainda há tempo para que as medidas de restauração da ordem do maior clube do Nordeste sejam tomadas e o rumo do crescimento, sem temer as oscilações, volte.

Que vá (e não volte mais), senhor Rithely

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(Foto: Sport)

 

Rithely chegou como uma aposta no Sport em 2011. Se no início foi carimbado pelo selo de “Ruimthely”, por ser estabanado e muito pouco regular, já mostrava qualidades técnicas. Era um volante polivalente, veloz e que chegava muito na área do adversário em chances reais de gol. É bem verdade que ele perdeu 90% destas oportunidades, mas mostrava algo, que na época, só Paulinho no Corinthians tinha.

Havia o vislumbre, a luz no fim do túnel que o camisa 21 poderia vir a ser um grande jogador. O jovem atleta oscilou (normal para um jovem), não obstante manteve-se firme e foi galgando degraus pouco a pouco. A curva ascendente deu uma guinada em 2014 quando da conquista da Copa do Nordeste e o ponto alto foi 2015, mas também o início de sua derrocada.

Começou o ano despertando o interesse do Internacional, mas ao não sair fez grande campanha no Leão ao lado de Diego Souza, Marlone, André, Elber e Hernane. Depois vieram Palmeiras, Corinthians, Atlético-MG e até uma proposta da China. Apesar de uma polpuda renovação de contrato com o Sport, apenas o corpo de Rithely ficou; sua cabeça já tinha ido.

Quando a cabeça se foi, o futebol a acompanhou e tudo aparentava que o compromisso também. O jogador mordedor, que corria, dava carrinho, atacava e defendia virou em pouco tempo uma figura prostrada em campo, fazendo o básico e tocando de lado. Como tem qualidade técnica, ainda se manteve por um bom tempo entre os 11 titulares, mas quando foi para o banco mostrou uma face nada agradável: aí se soube que não teria mais volta.

Passou a ser um jogador indiferente, de vazias palavras de amor e meras declarações em redes sociais. O atleta (ídolo para alguns) que vestiu a camisa do Sport com toda a reverência que ela merece tinha ido embora. O tornozelo impediu que o jogador sequer iniciasse a temporada 2018, mas, mesmo assim, Galo e Inter fizeram força para leva-lo; talvez “tenha” médicos melhores que nós.

Toda a história escrita não será apagada, mas o Sport não precisa de Rithely. Que vá e não volte. Deixe a lembrança, pois a emenda pode estragar o pouco do soneto que ainda nos faz gostar de ti!

Boa sorte!

[Opinião] “A coincidência entre o Galo da Madrugada e Arnaldo Barros”

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Resultado de imagem para GALO DA MADRUGADA 2018 NÃO TEM PÉ

(Foto: Diário de Pernambuco)

 

Se existe uma coisa “batata” é que vai chegar fevereiro e junto com ele o carnaval. Mais batata ainda é que vai ter Galo (e que o nosso bloco vai ser mesmo campeão). A Prefeitura do Recife demorou um ano para “planejar” o Galo e quando foi montar as peças não encaixavam. Parece piada, mas não é.

Para quem trabalha com futebol, é claro que sabe, por baixo, que 3 competições que um time de série A disputa todo ano: estadual, regional ( se não for arrogante) ou continental e nacional. Da mesma forma que a PCR “esqueceu” do planejamento das peças do Galo, a diretoria do Sport esqueceu (sem aspas mesmo) como se monta um time de futebol.

Desde que Regis se mandou pra dançar nos trios elétricos de Salvador, o Sport só teve como meia no elenco o Diego Souza e , às vezes, Everton Felipe. Esse ano, apesar de se saber das competições, não temos nenhum. Para piorar, estamos vendo o time em campo e percebendo que as peças não encaixam no esquema tático.

Nelsinho não planejou esse “Galo da Ilha”, mas enquanto os pés não encaixarem no resto, o sofrimento será grande e ele o responsável. Tomara que, mesmo que feio, atrasado e desconectado como o Galo do carnaval 2018, o do Sport encaixe e faça a alegria do povo.

Pelo Sport tudo!

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