GreNal 400: Humberto Gessinger escreve texto para homenagear clássico

HG veste camisa do Sport, no níver da filha, que Alessandro o presenteou

No último final de semana, o mais famoso clássico, do sul do país, viveu um momento de glória. Era o 400º aniversário do GreNal. Grêmio x Inter fizeram mais um clássico para a histórias dos clubes e o  jogo acabou com a vitória do colorado gaúcho.

Entretanto, o que ficou na memória, dos torcedores, foram as inúmeras mensagens enviadas de artistas e celebridades gaúchas, para a imprensa, homenageando o GreNal.

No ritmo do jogo, escolhemos o texto do Humberto Gessinger. Cantor, escritor, compositor e gremista de plantão. O galego escolheu um clássico que não saiu da sua memória até hoje.

Segue o texto:

“Estamos em 1977. Meu time não ganha o gauchão há oito anos. Na eterna gangorra do futebol gaúcho, eles é que estão surfando as ondas boas.

Aos 42 do segundo tempo, 1×0! Meu centroavante abre e fecha o placar. Com adrenalina explodindo nas veias, ele segue na mesma corrida que o fez ultrapassar o zagueiro adversário e, na beira do campo, comemora o gol com uma cambalhota, um salto mortal. Voa alto, muito alto.

Não venha me dizer que foi só impressão causada pelo ângulo da foto que eternizou o voo no jornal do dia seguinte. Nem me diga que a manobra aérea foi mal sucedida e que meu centroavante se machucou na queda.

Minha memória não registra isso. Só o gol, o voo, o título de campeão, a torcida enlouquecida invadindo o campo antes do fim do jogo. Hein? A regra não permite isso? Naquele dia, o universo conspirou a favor e permitiu.

Devo confessar que não fui a este jogo, ele é que veio a mim. Meu pai estava doente, internado no Ernesto Dornelles. Pela janela, eu vi a procissão das bandeiras em carros que, ao passar pelo hospital, silenciavam respeitosamente as buzinas. A massa vinha do estádio, ali perto. Me senti parte daquela alegria. Alívio e esperança.Foto: A Zero Hora me pediu pra escrever sobre um GreNal inesquecível, segue o texto. Um bom jogo para todos!</p><br /><br /><br /><br /><br />
<p>"Estamos em 1977. Meu time não ganha o gauchão há oito anos. Na eterna gangorra do futebol gaúcho, eles é que estão surfando as ondas boas. </p><br /><br /><br /><br /><br />
<p>Aos 42 do segundo tempo, 1x0! Meu centroavante abre e fecha o placar.  Com adrenalina explodindo nas veias, ele segue na mesma corrida que o fez ultrapassar o zagueiro adversário e, na beira do campo, comemora o gol com uma cambalhota, um salto mortal. Voa alto, muito alto.</p><br /><br /><br /><br /><br />
<p>Não venha me dizer que foi só impressão causada pelo ângulo da foto que eternizou o voo no jornal do dia seguinte. Nem me diga que a manobra aérea foi mal sucedida e que meu centroavante se machucou na queda. </p><br /><br /><br /><br /><br />
<p>Minha memória não registra isso. Só o gol, o voo, o título de campeão, a torcida enlouquecida invadindo o campo antes do fim do jogo. Hein? A regra não permite isso? Naquele dia, o universo conspirou a favor e permitiu.</p><br /><br /><br /><br /><br />
<p>Devo confessar que não fui a este jogo, ele é que veio a mim. Meu pai estava doente, internado no Ernesto Dornelles. Pela janela, eu vi a procissão das bandeiras em carros que, ao passar pelo hospital, silenciavam respeitosamente as buzinas. A massa vinha do estádio, ali perto. Me senti parte daquela alegria. Alívio e esperança.</p><br /><br /><br /><br /><br />
<p>Não importa se sou gremista ou colorado – somos muito parecidos na nossa paixão, fato que negaremos até o fim dos tempos. Um filósofo já definiu: GreNal é GreNal (e vice-versa). Não cabe em quatro linhas. Não se limita ao Olímpico, Eucaliptos, Arena, Beira-Rio, Colosso da Lagoa, mesas de botão, telas de videogame, campos embarrados da periferia ou quadras iluminadas de condomínio.</p><br /><br /><br /><br /><br />
<p>GreNal transborda. Invade corações e mentes em cada canto do estado. E faz voar. Alto, muito alto."

Não importa se sou gremista ou colorado – somos muito parecidos na nossa paixão, fato que negaremos até o fim dos tempos. Um filósofo já definiu: GreNal é GreNal (e vice-versa). Não cabe em quatro linhas. Não se limita ao Olímpico, Eucaliptos, Arena, Beira-Rio, Colosso da Lagoa, mesas de botão, telas de videogame, campos embarrados da periferia ou quadras iluminadas de condomínio.

GreNal transborda. Invade corações e mentes em cada canto do estado. E faz voar. Alto, muito alto.”

Foto: Twitter oficial de Humberto Gessinger.

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